A história de Hirbet Hiz’a

A história de Hirbet Hiz’a

A HISTÓRIA DE HIRBET HIZ’A, de S. Yizhar, é um romance que acompanha um soldado israelense em 1949, enquanto ele participa da expulsão de palestinos de uma aldeia, confrontando-se com um profundo dilema moral. É uma obra que explora as complexidades da guerra e da consciência individual.

por Yizhar Smilansky

4.4/5
Editora: MUNDAREU
Ano: 2026

Sinopse

Sinopse da editora

Publicado em 1949, poucos meses após o fim da Guerra Árabe-Israelense de 1948, A história de Hirbet Hiz'a narra um único dia em que um pelotão de soldados israelenses invade uma aldeia palestina, expulsa seus habitantes e a reduz a ruínas. O assombro das vítimas, a dor da violência, a negação de suas vozes e a dificuldade em compreender suas próprias ações confrontam o narrador com um dilema moral: a tomada de consciência de que agora são eles próprios, os israelenses, algozes de uma diáspora. Mais do que um registro em primeira pessoa, o livro é a reelaboração interna de um soldado que cumpre ordens que condena. Lido por milhares de israelenses desde sua publicação e divisor de opiniões no país, assume um tom profético sobre os rumos do conflito Israel-Palestina. A história de Hirbet Hiz'a chega ao Brasil pela primeira vez com tradução anônima e texto de orelha de Milton Hatoum.


Sobre o que é A HISTÓRIA DE HIRBET HIZ A?

A HISTÓRIA DE HIRBET HIZ’A, de S. Yizhar, é um romance que narra um dia específico em 1949, quando soldados israelenses invadem uma aldeia palestina, expulsam seus moradores e a destroem. O livro explora o dilema moral de um soldado que se vê confrontado com as consequências de suas ações.

É uma obra que mergulha nas complexidades da guerra e da consciência individual, mostrando como a violência afeta tanto os oprimidos quanto os opressores.

Como a história se desenrola

A narrativa se concentra na perspectiva de um soldado israelense que participa da expulsão dos habitantes de Hirbet Hiz’a. O livro não se aprofunda em grandes reviravoltas, mas sim na jornada interna desse personagem.

Ele testemunha o assombro das vítimas e a dor da violência, o que o leva a questionar as ordens que recebe e a própria natureza do conflito. A história é um monólogo interior que revela o tormento e a dificuldade em aceitar as ações de seu próprio lado.

O autor evita o drama fácil, optando por uma exploração mais profunda das emoções e dos pensamentos do protagonista, sem cair em clichês sobre heroísmo ou vilania.

Principais temas

Um dos temas centrais é o confronto com a consciência moral em tempos de guerra. O livro aborda a responsabilidade individual diante de ordens que contradizem a ética pessoal, especialmente no contexto da expulsão de palestinos em 1948, conhecida como Nakba.

Também explora a ideia de que a guerra não afeta apenas os diretamente envolvidos, mas também a identidade e os valores de uma nação. A obra convida à reflexão sobre o propósito de um Estado recém-formado e os custos humanos de sua construção.

A negação das vozes das vítimas e a dificuldade em compreender as próprias ações são pontos fortes, mostrando como a perspectiva muda quando se está do lado que causa a dor.

Contracapa

Na abertura deste breve e surpreendente romance, o narrador escreve: "É verdade que tudo isso se passou há muito tempo, mas desde então nunca deixou de me assombrar". O narrador – um dos soldados cuja missão é assaltar e ocupar um vilarejo palestino – está diante de um grande dilema: a hesitação em levar a cabo a operação militar. Ao longo da narrativa, o próprio narrador e seu grupo sentem repulsa e asco pelos árabes, desumanizando-os, nomeando-os bárbaros e primitivos, em oposição aos "civilizados" ocupantes. Mas estes, saqueadores da terra alheia, roubam animais, pilham e explodem casas de pedra, poços de água, plantações. Alguns moradores do vilarejo conseguem fugir, outros serão arrebanhados em caminhões e transferidos para um lugar desconhecido... Igualmente incerta é a condição moral do narrador, que depara com sua consciência, pesada de culpa. Ele diz a um companheiro: "Nós temos realmente que expulsá-los daqui? O que mais eles podem fazer? Fazer mal a quem? Depois que os jovens já... qual é o sentido?". Diante do desespero de uma mãe, o narrador entende que ela "subitamente reconheceu que estava diante de algo inconcebível, terrível, irremediável, algo real e cruel, muito próximo, e que não havia mais retorno". A uma certa altura, uma perturbadora voz interior pergunta: "De onde brotava dentro de mim aquela impressão de que eu era acusado de algo?". O embate moral instaura uma divisão do ser e potencializa a complexidade deste romance, cuja tradução do hebraico recupera a oralidade das personagens e revela uma linguagem rica, por vezes lírica, capaz de condensar, em suas contradições, um forte significado simbólico e histórico, que prenuncia, já em 1949, a catástrofe do povo palestino.— Por Milton Hatoum

Como é a escrita de YIZHAR, S?

A prosa de S. Yizhar é marcada por um monólogo interior intenso e lírico, que reflete o tormento do narrador. Não é um texto direto ou simplista; pelo contrário, é bastante expressivo e poético.

O autor utiliza uma linguagem rica, com ecos de referências bíblicas, para construir a voz do soldado. Essa escolha estilística aprofunda a experiência do leitor, que é convidado a mergulhar nos pensamentos e dilemas do protagonista.

A descrição do paisagismo também é um ponto alto, contribuindo para a atmosfera da história e para a expressividade da narrativa.

Ainda pouco conhecido no Brasil, S. Yizhar é o pseudônimo de Yizhar Smilansky, uma figura central considerada o verdadeiro “padrinho” da literatura hebraica moderna. Nascido na antiga Palestina Otomana e filho de imigrantes russos, o autor se destacou como um cronista dissidente de sua própria nação, trazendo um olhar crítico e profundo sobre a identidade de seu país.

Sua vida foi intensamente ligada à história de Israel, atuando tanto na política (como membro do Parlamento de 1949 a 1966) quanto no campo de batalha, tendo participado ativamente da guerra árabe-israelense em 1948. Essa vivência marcante serviu de base para sua obra-prima do final dos anos 1950, Os dias de Ziclague, um livro monumental que narra sete dias de combates e é tido como um dos maiores marcos da literatura hebraica.

Para quem esse livro é indicado?

A HISTÓRIA DE HIRBET HIZ’A é uma leitura potente para quem se interessa por literatura de guerra e conflitos, especialmente o Israel-Palestina. É um livro que provoca reflexão e não oferece respostas fáceis, sendo ideal para quem busca uma obra com profundidade moral e psicológica.

Não é a melhor pedida para quem procura uma leitura leve ou um enredo com muita ação. A obra exige um leitor disposto a se engajar com a introspecção e os dilemas éticos do personagem principal.

Obra premiada pelo mundo

A obra é considerada um dos textos canônicos da literatura israelense, sendo um dos fatos literários mais relevantes da época em referência à guerra de 1948. Críticos e leitores destacam que o livro desafia a jovem nação israelense a refletir profundamente sobre seu propósito e valores.

Vale a pena ler?

A força expressiva do monólogo interior e a forma como o livro aborda um tema tão delicado fazem dessa leitura algo ineludível na prosa hebraica contemporânea. A obra de Yizhar é um convite a pensar sobre as complexidades da guerra e da consciência, e isso por si só já justifica a dedicação.

É um livro que, mesmo publicado há décadas, mantém sua relevância e um tom profético sobre os rumos do conflito, o que o torna uma experiência literária bastante significativa.

Leitura imperdível: Adquira já o seu livro PDF na Amazon, Magazine ou Shopee.

Nossa Avaliação

4.4/5

Escrita
4.5/5
Ritmo
3.5/5
Originalidade
4.5/5
Recepcao
5.0/5

Este livro é uma obra-prima da literatura israelense, com uma prosa lírica e um monólogo interior que explora profundamente a consciência moral. Embora o ritmo seja mais introspectivo do que acelerado, sua originalidade e a recepção canônica garantem seu lugar como leitura essencial. É um convite à reflexão sobre os dilemas humanos em tempos de guerra.


Como avaliamos os livros?
COMPRE COM SEGURANÇA

Adquira agora o seu livro "A história de Hirbet Hiz’a" mais barato nos links seguros abaixo. Você ajuda nosso site (podemos receber uma comissão pela sua compra) e não paga a mais por isso!

Perguntas frequentes

Sobre o que é A HISTÓRIA DE HIRBET HIZ’A?

A HISTÓRIA DE HIRBET HIZ’A é um romance de S. Yizhar que narra a expulsão de palestinos de uma aldeia por soldados israelenses em 1949, explorando o dilema moral de um soldado que participa da ação.

Quantas páginas tem A HISTÓRIA DE HIRBET HIZ’A?

Não temos a informação exata sobre o número de páginas de A HISTÓRIA DE HIRBET HIZ’A.

A HISTÓRIA DE HIRBET HIZ’A faz parte de alguma série?

Não, A HISTÓRIA DE HIRBET HIZ’A é uma novela histórica independente e não faz parte de uma série.

Para quem é indicado o livro A HISTÓRIA DE HIRBET HIZ’A?

Este livro é ótimo para quem gosta de literatura de guerra e conflitos, especialmente o Israel-Palestina, e busca uma obra que provoque reflexão profunda sobre dilemas morais e psicológicos.

Por que A HISTÓRIA DE HIRBET HIZ’A é tão importante na literatura israelense?

A obra é considerada um texto canônico da literatura israelense porque gerou um amplo debate sobre as bases éticas do novo Estado e a responsabilidade individual, conectando-se à reflexão sobre o propósito e os valores do país.

Livro PDF "A história de Hirbet Hiz’a"

Acesse o seu exemplar escolhendo um dos links abaixo. Diga não à pirataria e incentive sempre a boa leitura!

Compartilhar

DISCLAIMER: Para a escrita deste post, consultamos algumas fontes externas [1][2][3][4][5]. Este site não é afiliado nem se responsabiliza pelas informações de terceiros.

Atualizado em 12/09/2026

voltar ao topo