A Nova Gestão

A Nova Gestão

A Nova Gestão, de Eduardo Gomes de Matos, é um guia prático para gestores que precisam se adaptar à automação e à economia gig, mas sua originalidade é limitada e a profundidade deixa a desejar.

por Eduardo Gomes de Matos

3.3/5
Editora: Literare Books
Páginas: 264

Sinopse

Sinopse da editora

Em "A nova gestão: futuro, trabalho, escolhas volume 2 ", Eduardo Gomes, agora em parceria com Gomes dos Santos, continua aprofundando os princípios e as habilidades fundamentais que os profissionais precisam adotar para prosperar em uma economia caracterizada por mudanças constantes e avanços tecnológicos acelerados. Este novo livro é a sequência de seu bestseller anterior, "A nova gestão", e leva os leitores a um nível ainda mais profundo de entendimento sobre como se destacar em um ambiente de trabalho em constante evolução. Nas páginas deste livro, os autores oferecem uma visão perspicaz e provocadora das transformações que estão moldando o mercado de trabalho contemporâneo e futuro. Eles apresentam métodos práticos e práticas inovadoras para ajudar os leitores a enfrentar os desafios do mundo empresarial moderno. Você descobrirá como navegar pelas complexidades da automação e da inteligência artificial, além de explorar o fascinante conceito de "Gig Economy", que abrange formas alternativas de emprego, desde o trabalho de freelancers até a prestação de serviços por aplicativos. "A nova gestão volume 2" não apenas identifica as tendências e os desafios do mercado, mas também capacita os leitores a adotar uma mentalidade renovada em relação ao trabalho. Os autores propõem o desenvolvimento de um conjunto de habilidades atualizado e fornecem um arsenal de ferramentas práticas para enfrentar as incertezas da economia moderna. Este livro é um guia acessível e fácil de implementar que visa preparar você para o sucesso e a prosperidade em um mundo empresarial em constante transformação.
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Resenha: A Nova Gestão, de Eduardo Gomes de Matos, o guia de gestão que a IA não vai escrever?

Seu cargo vai sobreviver à próxima atualização de software? Essa é a pergunta que A Nova Gestão enfia goela abaixo do leitor logo nas primeiras páginas. A resposta, claro, não é um “sim” reconfortante. Eduardo Gomes de Matos e Gomes dos Santos escreveram este segundo volume para cutucar a ferida de quem ainda acha que gestão se faz com planilha e reunião de uma hora. O livro é um guia prático para quem quer parar de fingir que o mercado de trabalho é o mesmo de dez anos atrás.

Sete pilares que tentam sustentar a nova gestão

A estrutura do livro é um andaime de sete pilares que você mesmo precisa montar enquanto o chão treme. Cada capítulo se dedica a um desses pilares, misturando conceito e aplicação. A ordem é linear: primeiro os autores descrevem o terremoto externo, inteligência artificial, automação, gig economy, e depois sugerem como reorganizar a empresa e a cabeça de quem trabalha nela. Não é um passo a passo minucioso, mas um mapa com coordenadas largas. Você vai precisar preencher os detalhes com a sua realidade.

Automação não é desculpa para preguiça mental

O tema central é claro: modelos de gestão baseados em comando e controle estão com os dias contados. A insistência dos autores em habilidades socioemocionais, coragem para errar, disposição para colaborar, capacidade de aprender sem parar, não é perfumaria de RH. É o que separa quem vai pilotar a mudança de quem vai ser atropelado por ela. O livro trata a automação e a inteligência artificial não como monstros, mas como ferramentas que exigem um tipo diferente de inteligência humana. Só que, em alguns trechos, a conversa fica mais próxima de um discurso motivacional do que de uma análise fria. A sensação é a de estar numa sala de reunião onde todo mundo concorda que “precisamos ser mais ágeis”, mas ninguém sabe exatamente como.

O que a Gig Economy faz com o seu contracheque

Um dos acertos do livro é não demonizar a economia de gig. Em vez de retratar freelancers e motoristas de aplicativo como vítimas, os autores mostram como esse modelo pode ser uma oportunidade para quem souber se posicionar. A discussão sobre vínculos de trabalho e desenvolvimento de carreira fora do CLT é direta e sem romantismo. Fica claro que a estabilidade no emprego é uma miragem, e que a única segurança real é a capacidade de se adaptar. Mas o livro não se aprofunda nas armadilhas dessa flexibilidade, precarização, falta de direitos, o que deixa um gosto de “faltou um capítulo”.

A escrita que não enrola, mas também não se aprofunda

Eduardo Gomes de Matos escreve como quem está dando uma palestra: frases curtas, exemplos do dia a dia corporativo, zero jargão acadêmico. Isso torna a leitura rápida e acessível, mesmo para quem não é especialista em gestão. O problema é que, em vários momentos, a transição entre o conceito e a sugestão prática é brusca. Você termina um parágrafo teórico e, de repente, recebe uma lista de ações sem a costura necessária. Para um gestor experiente, isso pode funcionar como lembrete. Para um iniciante, soa como “faça isso e pronto”, sem o passo a passo que ele precisaria.

Para quem serve e para quem é perda de tempo

A Nova Gestão é para o gerente que sente que seu cargo está derretendo e quer um roteiro rápido para começar a agir. Também serve para o profissional de RH que precisa atualizar o discurso da empresa e para o empreendedor que quer entender como a automação vai impactar seu negócio. Não serve para quem busca análise aprofundada, estudos de caso detalhados ou uma teoria original de gestão. Se você já leu “A Álgebra da Riqueza” e quer algo mais focado em liderança, pode encontrar aqui alguns insights úteis, mas não espere a mesma densidade.

Vale, com ressalva

Vale, com ressalva. O livro é exatamente o que se propõe: um guia de campo para gestores que não têm tempo a perder. Sua força está em conectar tendências macro, inteligência artificial, gig economy, com atitudes que podem ser cultivadas agora. Não é uma leitura que vai mudar sua vida, mas pode ser o empurrão que faltava para você parar de adiar as mudanças que já estão batendo na porta.

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Nossa Avaliação

3.3/5

Escrita
3.5/5
Originalidade
2.5/5
Recepcao
4.0/5
Ritmo
3.0/5

A prosa é acessível e útil, mas a originalidade é baixa, reciclando conceitos de gestão ágil. As transições entre teoria e prática são irregulares. A boa recepção do público, com status de best-seller, impede uma nota mais baixa.


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Perguntas frequentes

Sobre o que é o livro A Nova Gestão?

É o segundo volume da série que explora como profissionais e organizações podem se adaptar a mudanças tecnológicas, substituindo modelos de comando e controle por colaboração e cocriação.

A Nova Gestão tem quantas páginas?

O livro tem 264 páginas, publicado pela Literare Books na categoria Marketing & Negócios.

A Nova Gestão é continuação de qual livro?

É o volume 2 da série A Nova Gestão, que aborda futuro, trabalho e escolhas, sucedendo o best-seller de mesmo nome.

Quem é o autor de A Nova Gestão?

O livro é de Eduardo Gomes de Matos, em parceria com Gomes dos Santos.

A Nova Gestão é indicado para quem?

É voltado para gestores, líderes, profissionais de RH e empreendedores que querem atualizar práticas diante da transformação do trabalho.

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Atualizado em 15/08/2026

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