A Pirâmide Vermelha

A Pirâmide Vermelha

A Pirâmide Vermelha, de Rick Riordan, é o primeiro volume das Crônicas dos Kane e coloca a mitologia egípcia numa aventura de ritmo acelerado, narrada por dois irmãos que não se bicam. É diversão rápida para jovens de nove a catorze anos que querem ação e humor, sem compromisso histórico.

por Rick Riordan

3.4/5
Editora: Editora Intrinseca
Páginas: 539

Sinopse

Sinopse da editora

Desde a morte da mãe, seis anos atrás, Carter Kane viaja o mundo com o pai, o egiptólogo Dr. Julius Kane. Ele não frequenta a escola e seus pertences cabem em uma única mala. Enquanto isso, Sadie, sua irmã mais nova, é criada pelos avós em Londres. Ela tem tudo o que Carter queria: casa, amigos e uma vida "normal". E ele, o que ela mais deseja: conviver com o pai. Depois de tanto tempo separados, os irmãos não tinham praticamente mais nada em comum. Até que na noite de Natal, em uma visita ao British Museum, o pai faz uma estranha promessa: tudo voltará a ser como antes. Mas seu plano dá errado, e os irmãos acabam assistindo ao momento em que um personagem misterioso desaparece com o egiptólogo e provoca uma explosão magnífica. Para salvar o pai, os irmãos embarcam em uma perigosa jornada, na qual descobrem que os deuses do Egito Antigo foram despertados e algo terrível está para acontecer e que tudo isso está relacionado com uma ligação ancestral entre os Kane e a Casa da Vida, ordem secreta que existe desde a época dos faraós. Primeiro volume da série As crônicas dos Kane, A pirâmide vermelha leva aos leitores a aventura, o mistério e o irresistível humor já característicos dos livros de Rick Riordan, autor da bemsucedida série Percy Jackson e os olimpianos. Os capítulos narrados ora por Carter, ora por Sadie, dão à história o tom ao mesmo tempo engraçado e comovente da rivalidade e das provocações entre os irmãos, que mal se conhecem no início da saga, mas, quem sabe, ainda serão grandes companheiros.
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Resenha: vale a pena ler A Pirâmide Vermelha, de Rick Riordan?

Imagine dois irmãos que só se veem uma vez por ano, numa sala de museu, enquanto o pai anuncia que vai "consertar tudo". Antes que você pisque, o chão treme, o teto solta faíscas e o pai desaparece num clarão. É exatamente assim que começa A Pirâmide Vermelha, de Rick Riordan. Carter Kane viaja o mundo com o pai egiptólogo, vivendo em malas; Sadie, a irmã mais nova, foi criada pelos avós em Londres. Os dois são como lados de um zíper que nunca fechou direito: ele arrasta a vida numa mala range, ela fincou raízes num quarto com móveis que nunca mudam. Quando se reencontram no British Museum, a história não avisa, o que era para ser uma noite de Natal vira perseguição com deuses, feiticeiros e uma explosão de fazer inveja a muito filme de ação. O primeiro volume de As Crônicas dos Kane já deixa claro que a mitologia egípcia vai ser tratada com a irreverência típica de Rick Riordan, mas também com uma dose de conflito familiar que prende o leitor.

Natal no British Museum: quando a magia egípcia arruina a festa

A trama deslancha quando Julius Kane, o pai, tenta um ritual para se reaproximar dos filhos, mas acaba invocando forças que não consegue controlar. Um personagem misterioso surge, o egiptólogo desaparece, e Carter e Sadie são obrigados a correr por Londres e pelo mundo para entender o que diabos está acontecendo. Descobrem que os deuses do Egito Antigo estão despertando e que a Casa da Vida, uma ordem secreta que remonta aos faraós, os vigia há gerações. Riordan alterna os capítulos entre as vozes dos dois irmãos, e essa alternância não é mero truque: a visão de cada um dá coloração diferente ao mesmo evento, criando um ritmo ágil e mantendo a atenção mesmo com 539 páginas. A busca pelo pai, mais do que qualquer magia, é o motor que empurra os protagonistas adiante; as pirâmides, hórus e escaravelhos gigantes estão lá, mas sempre a reboque da relação difícil entre um menino que nunca teve raízes e uma garota que nunca teve o pai por perto.

Deuses egípcios de tênis: o humor e a aventura sem cerimônia

Quem leu a série de Percy Jackson já conhece a fórmula de Rick Riordan: pegue uma mitologia ancestral, jogue no século 21, adicione piadas de escola e uma boa dose de ação. Em A Pirâmide Vermelha, os deuses egípcios surgem como adolescentes recém-acordados de uma soneca milenar, tropeçando nos próprios poderes enquanto mandam mensagem de texto. Eles têm poderes imensos, mas se atrapalham com o mundo moderno, criando situações que arrancam risos e tiram qualquer solenidade do panteão. A obra não finge ser um tratado arqueológico; pelo contrário, Riordan trata os mitos como matéria-prima para entreter. O problema é que, às vezes, essa superficialidade cansa: o cenário egípcio parece um palco montado às pressas, com hieróglifos que funcionam mais como sinalizadores de videogame do que como mergulho numa cultura antiga. Ainda assim, a leveza do texto e o ritmo frenético mantêm a coisa fluindo.

Carter e Sadie: dois narradores, duas versões da mesma bagunça

O ponto forte do livro está na narração dividida. Carter é o irmão mais velho, sério, que sente o peso de ser responsável pelo pai. Sadie é a caçula rebelde, criada longe, que trata tudo com ironia e não leva desaforo para casa. Quando eles descrevem a mesma luta contra um deus, você percebe duas camadas: uma de ação física, outra de picuinha familiar. Esse jogo de vozes dá credibilidade à idade dos personagens e evita que a leitura soe infantilizada; ao mesmo tempo, deixa claro que os dois mal se conhecem e que a parceria forçada gera tantos ganchos cômicos quanto perigos reais. A escrita é enxuta, sem descrições longas, com diálogos que parecem ter saído de um grupo de WhatsApp do ensino fundamental, e isso é elogio quando o público-alvo tem entre nove e catorze anos.

Para quem A Pirâmide Vermelha é uma delícia (e para quem não é)

A obra atende muito bem determinados perfis, e para outros, passa batido. Aqui vai o raio-X:

  • Quem gosta de mitologia com uma pegada moderna e humor adolescente: vai encontrar em Carter e Sadie personagens fáceis de abraçar e uma história que não para.
  • Quem tem 9 a 14 anos e quer uma porta de entrada divertida para o mundo de Rick Riordan: a leitura é rápida, os capítulos são curtos e a briga de irmãos torna tudo mais crível.
  • Quem busca uma fantasia com densidade mitológica ou um enredo mais sombrio: a ligeireza de Riordan pode soar como piada de tiozão no meio de uma batalha épica. Aqui os deuses são coadjuvantes coloridos, não forças aterrorizantes.

Veredito: uma fantasia juvenil que entrega o que promete, sem ultrapassar

Sim, A Pirâmide Vermelha vale a leitura. O livro não tenta reinventar a roda: oferece aventura rápida, irmãos que se estranham e se completam, e um passeio descompromissado pela mitologia egípcia. Em comparação com o tempo que você gasta (são quase 540 páginas, mas viram num piscar de olhos), a recompensa é uma tarde de risadas e um par de protagonistas que conquistam. Se você quer ação juvenil despretensiosa e está disposto a perdoar um cenário egípcio que mais parece um parque de diversões do que um templo ancestral, embarque sem medo. Se procura profundidade ou uma reconstrução fiel dos mitos, deixe Carter e Sadie para outra hora e busque um livro adulto de fantasia. No mais, a estreia de As Crônicas dos Kane cumpre o combinado: divertir.

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Nossa Avaliação

3.4/5

Escrita
3.5/5
Originalidade
3.0/5
Recepcao
3.0/5
Ritmo
4.0/5

O ponto forte é o ritmo e a química entre os irmãos narradores; o ponto fraco, um Egito que mais parece um parque temático do que uma cultura viva. No geral, entrega diversão sem exigir muito.


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Perguntas frequentes

Sobre o que é o livro a pirâmide vermelha

É o primeiro livro de As Crônicas dos Kane e conta como os irmãos Carter e Sadie se unem após o pai sumir no British Museum, enfrentando deuses egípcios que voltaram à terra.

Quantas páginas tem a pirâmide vermelha

O livro tem 539 páginas, publicado pela editora Intrínseca no catálogo infantojuvenil.

A pirâmide vermelha faz parte de série qual a ordem

Sim, é o primeiro de As Crônicas dos Kane, seguido por O Trono de Fogo e A Sombra da Serpente na ordem de leitura.

A pirâmide vermelha é indicado para que idade

Funciona para leitores de 9 a 14 anos que gostam de mitologia com humor, mas adultos fãs de fantasia leve também acompanham sem esforço.

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Atualizado em 20/08/2026

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