A Vida Impossível

A Vida Impossível

Um romance sobre luto, perdão e recomeço, **A Vida Impossível** acompanha uma ex-professora de matemática que herda uma casa em Ibiza e embarca numa jornada que desafia sua lógica. Mistura contemporâneo e fantasia com a prosa acessível que consagrou Matt Haig.

por Matt Haig

4.0/5
Editora: Bertrand
Páginas: 359

Sinopse

Sinopse da editora

Novo livro de Matt Haig, autor de A biblioteca da meianoite, bestseller do New York Times e da revista Veja, A vida impossível explora os limites do perdão, do luto, da amizade, e do que significa ser humano em um universo onde ninguém está, de fato, sozinho. Maurice tem 22 anos e está no último ano da faculdade de matemática, mas não consegue se concentrar nos estudos e tem achado difícil seguir com a vida. O mundo anda muito complicado, a humanidade parece estar a caminho da destruição, e isso tudo, somado à morte da mãe, à relação difícil com o pai, e ao término do namoro, faz com que ele se sinta nas trevas. Só o que precisa é de uma luz. Então manda um email de desabafo para sua exprofessora de matemática da escola, Grace Winters, e a mensagem que recebe dela pode ser tudo de que precisa para sair das trevas. Grace Winters compartilha com ele um episódio incrível de sua vida, uma história que começa quando vivia num torpor permanente desde a morte do marido – seguida em pouco tempo pela perda do cachorro –, quando seus dias eram passados no sofá, vendo televisão ou lendo, e sua única companhia era a culpa persistente pela tragédia que havia se abatido sobre o filho, muitos anos antes. Então, no que parecia ser mais um dia entediante de uma vida aparentemente sem sentido, Grace recebe uma carta. Nela, descobre que herdou uma velha casa em Ibiza, deixada para ela por Christina, uma exprofessora de música da escola na qual Grace deu aula até se aposentar, com quem pouco conviveu e de quem não ouve falar há anos. Intrigada por esse mistério e sem nada a perder, Grace deixa sua cidadezinha na Inglaterra rumo à ilha espanhola, com uma passagem só de ida e a missão de descobrir como viveu, e morreu, Christina – além da razão de ter deixado a casa para ela, não para alguém mais próximo. E o que Grace encontra e descobre por lá é mais estranho do que jamais poderia ter imaginado. Entre as montanhas escarpadas e as praias deslumbrantes de Ibiza, Grace faz amizades improváveis que a conduzem numa jornada que desafia a imaginação. Seu raciocínio lógico é posto à prova e ela precisa deixar o ceticismo de lado para mergulhar de cabeça numa aventura capaz de tirála de seu torpor e de fazêla enxergar a vida com outros olhos. Mas, antes, Grace tem de se perdoar, fazer as pazes com o passado e se permitir viver de verdade. O que, talvez não por caso, parece ser exatamente o que seu exaluno Maurice precisa fazer. Uma história sobre o poder dos recomeços, A vida impossível explora os limites do perdão, do luto, da amizade, e do que significa ser humano em um universo onde ninguém está, de fato, sozinho. "Um livro lindo, com cenas fascinantes e insights fantásticos que reafirmam o valor da vida." Benedict Cumberbatch "Este romance comovente de Matt Haig é ao mesmo tempo um mistério e uma história de amor. Talvez seu maior mérito esteja em nos mostrar que é possível derrubar as barreiras que construímos, enxergar as conexões ocultas e apreciar a vida em todo o seu esplendor." Joanna Cannon
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Resenha: Vale a pena ler A Vida Impossível, de Matt Haig?

Matt Haig tem um dom: pegar um personagem que está no fundo do poço e mostrar que a saída pode estar num lugar que você nunca pensou em procurar. Em A Biblioteca da Meia-Noite, era uma biblioteca infinita entre a vida e a morte. Agora, em A Vida Impossível, a chave é uma casa velha em Ibiza, herdada de uma mulher que a protagonista mal conhecia. O livro não surge de uma viagem de pesquisa, mas de uma obsessão antiga do autor: o que acontece quando a lógica falha e a vida te obriga a acreditar no improvável? Não é por acaso que a protagonista é uma professora de matemática aposentada, alguém que sempre confiou em números, e agora precisa lidar com o que não se encaixa em equação nenhuma.

Duas solidões, um email e uma herança que ninguém esperava

Grace Winters perdeu o marido, o cachorro e, há muitos anos, o filho. Seus dias são passados no sofá, entre a culpa e a televisão, até que uma carta chega anunciando que ela herdou uma casa de Christina, uma ex-colega de trabalho que nunca foi próxima. Sem nada a perder, Grace compra uma passagem só de ida para Ibiza e vai descobrir por que a casa foi parar nas mãos dela.

Ao mesmo tempo, Maurice, um ex-aluno de 22 anos, está no fundo de uma crise. Não consegue estudar, não suporta a relação com o pai, e o mundo parece um desastre sem volta. Ele manda um email de desabafo para a antiga professora de matemática. A resposta que recebe é a história de Grace em Ibiza, e é essa história que ocupa boa parte do livro.

O que Grace encontra na ilha desafia seu ceticismo de raiz. Os amigos que faz, os segredos que desenterra e a própria natureza do que Christina deixou para trás vão forçá-la a abandonar a lógica que sempre a manteve de pé. Haig constrói um mistério que não é de crime, mas de sentido: por que as coisas acontecem? E como viver quando você já desistiu de encontrar respostas?

O luto não é um quarto escuro, é uma casa que você precisa aprender a habitar

A casa em Ibiza é real, com cômodos empoeirados e uma história por trás de cada parede. Mas é também a metáfora do luto de Grace. Ela não pode simplesmente sair do luto, como quem sai de um quarto e fecha a porta. Ela precisa aprender a morar nele, a circular pelos cômodos, a reconhecer que a perda não some, mas pode se tornar um lugar onde ainda se respira.

O email de Maurice é o fio de luz que corta o torpor de Grace. A troca entre os dois, separada pelo tempo e pela geografia, mostra que ninguém está realmente sozinho. O livro insiste nisso: as conexões mais improváveis são as que nos salvam. E há, ainda, uma camada de fantasia que funciona como uma pergunta filosófica: se a realidade não é o que parece, até que ponto o seu ceticismo é só uma forma de medo?

A matemática de Haig: prosa exata para temas que não cabem em equação

A escrita de Matt Haig é direta, limpa, sem nenhuma palavra fora do lugar. Isso é uma vantagem quando o assunto é denso: luto, culpa, sentido da vida. A prosa não pesa, e você avança as páginas sem sentir o esforço. Mas essa mesma clareza, às vezes, vira uma armadilha. Em alguns trechos, as reflexões de Grace soam como se estivessem sublinhadas com caneta marca-texto: “veja, aqui está a lição”. E aí a leitura perde um pouco da ambiguidade que faz a literatura respirar.

Não é demérito para quem quer um livro que conforte, que explique, que não deixe você sozinho com as perguntas. Mas é uma ressalva para quem gosta de ficar um pouco perdido no meio da história, sem saber direito o que sentir.

Quem vai querer abrir a porta, e quem vai preferir deixar fechada

  • Quem gostou de A Biblioteca da Meia-Noite: vai encontrar em A Vida Impossível a mesma sensibilidade e o mesmo olhar compassivo, mas com uma história mais enraizada no concreto (Ibiza é real, e a casa é palpável).
  • Quem está lidando com uma perda: o livro não oferece respostas, mas oferece companhia. É como uma conversa longa com alguém que já passou por algo parecido e não tenta te consertar.
  • Quem prefere um thriller de ritmo acelerado ou uma fantasia com regras claras: a jornada de Grace é interna, e os elementos fantásticos são mais sugestão do que sistema. O passo pode ser lento demais, e a resolução, menos surpreendente do que você espera.

Depois que a chave gira na fechadura

Vale a pena? Sim, se você está procurando um romance que te segure a mão enquanto você atravessa o luto. A Vida Impossível não é um livro que reinventa a roda, não é o romance mais original de Matt Haig, mas é um livro que acolhe. A história de Grace e Maurice é sobre encontrar uma porta onde você só enxergava parede.

E quando você termina a última página, a sensação é a de ter passado uma tarde em Ibiza, sentado numa casa velha, ouvindo o mar lá fora e uma voz que diz: “Você não está sozinho. E, às vezes, é o impossível que faz a gente continuar.” Não é um livro que muda sua vida, mas é um lugar onde você pode respirar fundo antes de voltar para a sua própria casa.

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Nossa Avaliação

4.0/5

Prosa direta e acessível, que torna o luto digerível sem ser raso. O ritmo alterna bem o mistério de Ibiza com a introspecção. A premissa de autodescoberta com elementos mágicos não surpreende, mas a execução é sensível e a recepção foi positiva.


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Perguntas frequentes

Qual é a história de A Vida Impossível, de Matt Haig?

A Vida Impossível acompanha dois personagens em momentos de escuridão: Maurice, um estudante de matemática em crise, e Grace Winters, sua antiga professora que vive em luto profundo. Quando Maurice manda um email de desabafo, Grace responde contando uma experiência que viveu em Ibiza, após herdar uma casa de uma ex-colega que mal conhecia. O que ela descobre lá desafia seu ceticismo e a obriga a confrontar a própria culpa.

Quantas páginas tem o livro?

A Vida Impossível, de Matt Haig, tem 359 páginas, publicadas pela editora Bertrand.

Para quem é indicado o livro A Vida Impossível?

É uma boa pedida para quem gostou de A Biblioteca da Meia-Noite e busca uma história sensível sobre recomeço e perdão. Funciona bem para leitores que apreciam romances com um pé na reflexão existencial e outro na fantasia leve. Quem procura um thriller de ritmo acelerado provavelmente vai achar o passo lento demais.

Quem é o autor Matt Haig?

Matt Haig é autor de A Biblioteca da Meia-Noite, bestseller do New York Times. Sua escrita é conhecida por tratar temas pesados como luto e saúde mental com acessibilidade e leveza, misturando ficção contemporânea com toques de filosofia e fantasia. Em A Vida Impossível ele mantém esse registro, embora em alguns momentos a simplicidade da prosa beire o didatismo.

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Atualizado em 09/08/2026

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