Argos: Um Fim do Mundo Muito Louco
Argos: Um Fim do Mundo Muito Louco é um mangá e quadrinho curto de 24 páginas criado por Raphael Salimena e Leo Martinelli, publicado pela Editora Draco. A história acompanha uma barda e quatro guerreiros em uma missão cômica por um mundo pós-apocalíptico colorido, funcionando muito bem como diversão rápida inspirada em RPG.
por Raphael Salimena
Sinopse
Sinopse da editora
O mundo acabou, mas a aventura apenas começou! Enquanto perambula pelas tediosas planícies do fim do mundo, a jovem barda Rita busca inspiração para compor a balada épica definitiva. E seus desejos são atendidos na forma de quatro misteriosos guerreiros que caem do céu com uma missão: encontrar a misteriosa Argos, passar pelo seu temível guardião e recuperar o único artefato que pode salvar a vida do Rei! Argos – um fim do mundo muito louco é uma história criada pela dupla Leo Martinelli e Raphael Salimena (Bela Lugosi is Dead e St. Bastard), com uma arte ricamente colorida e imaginativa. Mais do que uma divertida busca que lembra as aventuras de RPG e videogames, essa é uma jornada que desbrava um lindo futuro distópico rodeada por ecos do passado. Venha buscar tesouros tão malucos que farão sua cabeça explodir!
Resenha: o que esperar de Argos: Um Fim do Mundo Muito Louco, de Raphael Salimena
Muita gente pensa que toda história pós-apocalíptica precisa ser um drama cinzento, cheio de poeira e sofrimento sem fim. Este quadrinho nacional joga essa ideia no lixo logo nas primeiras páginas ao transformar a terra arrasada em um recreio colorido de fantasia e piada rápida. Em Argos: Um Fim do Mundo Muito Louco, a destruição do planeta é apenas o cenário de fundo para uma busca absurda.
A narrativa acompanha Rita, uma jovem barda que vaga pelas planícies tediosas do fim dos tempos. Ela não está chorando pelas ruínas da civilização antiga, mas procurando inspiração para compor a canção épica perfeita, como alguém caçando sinal de 4G no acostamento de uma rodovia deserta. A calmaria acaba quando quatro guerreiros peculiares despencam do céu com uma missão urgente nas mãos.
A missão maluca que você vai acompanhar pelo deserto
O quarteto precisa alcançar a misteriosa fortaleza de Argos, derrotar um guardião perigoso e resgatar o único artefato capaz de salvar a vida do Rei. A dinâmica entre os personagens lembra aquelas sessões caóticas de RPG de mesa em que ninguém combina a estratégia antes de rolar os dados. A união improvisada do grupo funciona como uma assembleia de condomínio em dia de encanamento quebrado: pessoas muito diferentes tentando resolver um problemão na base do improviso.
A parceria de Raphael Salimena com Leo Martinelli aposta em situações inusitadas e diálogos ágeis. Em vez de gastar páginas explicando como a sociedade ruiu ou quem é o monarca em perigo, o roteiro joga você diretamente na estrada ao lado da trupe, enfrentando perigos bizarros sem perder o bom humor.
O que o caos pós-apocalíptico revela sobre a criatividade
Por trás das piadas visuais, a obra discute o próprio impulso da criação artística em momentos difíceis. Enquanto os guerreiros correm contra o tempo para cumprir o objetivo principal, Rita segue atenta aos detalhes para transformar qualquer tropeço em poesia. A busca por artefatos mágicos e a procura por uma boa estrofe correm em paralelo, mostrando que mesmo depois da queda do mundo a necessidade de contar histórias continua viva.
Essa mistura de fantasia medieval com cenário futurista decadente coloca o gibi entre os quadrinhos nacionais de humor mais originais da Editora Draco. A HQ não tenta reinventar a roda da narrativa clássica de jornada, mas constrói sua graça justamente na brincadeira com os clichês mais manjados dos jogos eletrônicos.
O traço colorido que compensa a brevidade da história
A arte de Raphael Salimena brilha com cores vivas e composições expressivas que dão dinamismo a cada quadro. O estilo visual cartunesco casa perfeitamente com a loucura da proposta e valoriza o visual das criaturas encontradas no trajeto. Essa leitura de mangá em português ganha muito com a vivacidade das páginas, que prendem a atenção do começo ao fim.
A única ressalva concreta fica por conta do tamanho da publicação. Com apenas 24 páginas, a história voa como uma partida curta de videogame jogada na correria antes de sair para o trabalho. Não espere arcos dramáticos aprofundados ou grandes reviravoltas no passado dos heróis, porque a proposta aqui é um esquete ágil e pontual.
Quem vai curtir essa aventura e quem deve passar longe
Essa leitura é excelente para quem gosta de tirinhas divertidas, narrativas despretensiosas de RPG e mangás curtos para consumir de uma só sentada. Quem acompanha publicações independentes e produções da Editora Draco vai encontrar aqui um bom exemplo de criatividade nacional em poucas páginas.
Por outro lado, você deve passar longe se a sua prioridade no momento for um quadrinho denso, com centenas de páginas e explicações minuciosas sobre geografia e política fictícia. Leitores que preferem sagas longas de ação contínua, no estilo de Hunter X Hunter de Yoshihiro Togashi, vão achar a passagem por este universo rápida demais.
Vale a pena ler Argos: Um Fim do Mundo Muito Louco?
Vale a pena ler Argos: Um Fim do Mundo Muito Louco se você procura uma dose rápida de humor gráfico e estética fantástica sem peso dramático. A obra cumpre muito bem o papel de divertir em poucos minutos, provando que o fim dos tempos pode render risadas altas em vez de desespero cinzento. É uma amostra compacta e espirituosa do talento de seus criadores.
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Nossa Avaliação
3.3/5
O quadrinho se destaca pelo ritmo ágil e pelo visual colorido e expressivo, trazendo ótimo humor inspirado em RPG. O único ponto que limita seu alcance é a curta extensão de 24 páginas, que não permite grande desenvolvimento de personagens.
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Perguntas frequentes
Do que trata o gibi Argos: Um Fim do Mundo Muito Louco?
A trama mostra a barda Rita procurando inspiração em um deserto pós-apocalíptico até encontrar quatro guerreiros com a missão de achar a cidade de Argos e salvar a vida do Rei.
Quem são os autores de Argos: Um Fim do Mundo Muito Louco?
A história foi criada em parceria por Raphael Salimena e Leo Martinelli, com desenhos coloridos de Salimena.
Quantas páginas tem o mangá Argos: Um Fim do Mundo Muito Louco?
A publicação da Editora Draco possui 24 páginas ao todo.
O quadrinho Argos: Um Fim do Mundo Muito Louco tem continuação?
A obra é uma história curta e fechada que reúne elementos de aventura e humor no formato de esquete completo.
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Atualizado em 20/08/2026