Bom Dia, Verônica

Bom Dia, Verônica

Bom Dia, Verônica, de Raphael Montes (com Ilana Casoy), é um thriller policial brutal que segue a escrivã Verônica Torres em uma investigação sobre crimes sexuais e violência doméstica, obra que virou série de sucesso na Netflix.

por Raphael Montes

4.3/5
Editora: Companhia das Letras

Sinopse

Sinopse da editora

O livro que deu origem à série da Netflix! Um marco da literatura policial brasileira, com mais de cem mil exemplares vendidos e uma adaptação pela Netflix, agora em nova edição. Bom dia, Verônica nos leva às profundezas da loucura e do vício humanos, em um thriller carregado de tensão, com viradas inesperadas e personagens cativantes. Verônica Torres trabalha no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, da Polícia Civil em São Paulo. É secretária de Carvana, um delegado pouco confiável, e filha de um respeitado policial, que teve um fim trágico e não totalmente esclarecido. Verônica está afastada de qualquer tipo de investigação, mas, ao presenciar o suicídio de uma mulher em seu trabalho, a fragilidade da vítima e as estranhas circunstâncias que a levaram à delegacia a colocam na trilha de um abusador com requintes de crueldade. Quando recebe uma ligação anônima de uma mulher desesperada, ela seguirá as pistas de uma série de crimes ainda mais sombrios. Janete é uma dona de casa devotada, que obedece Brandão, seu marido, pelo absoluto terror que nutre por ele. Policial militar, ele está acima do bem e do mal e pratica crimes sexuais de extrema violência e sadismo, em que ela é obrigada a participar - primeiro, aliciando mulheres; depois, acompanhando o desenrolar de suas mortes. As vidas de Verônica e Janete se entrecruzam e as levam aos limites da violência e da loucura. Ao narrar suas histórias, Ilana Casoy e Raphael Montes criam um thriller sem paralelos na literatura policial brasileira, com uma trama complexa - e uma investigadora inesquecível.
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Resenha: vale a pena ler Bom Dia, Verônica, de Raphael Montes?

Uma mulher entra na delegacia, desesperada. Ela mal consegue articular as palavras, mas o escrivão apenas anota e arquiva. Horas depois, ela se suicida na sala de espera. Essa cena brutal é o estopim para a escrivã Verônica Torres mergulhar em uma investigação que não era sua, e que expõe o lado mais sombrio da violência contra a mulher. Bom Dia, Verônica, escrito por Raphael Montes em parceria com Ilana Casoy, é um thriller policial que não dá trégua.

A trama que conecta duas mulheres em situações-limite

Verônica trabalha como escrivã no Departamento de Homicídios de São Paulo, longe das investigações de campo. Mas o suicídio de uma mulher que buscava ajuda na delegacia a incomoda. Quando recebe uma ligação anônima de uma mulher em pânico, ela decide agir por conta própria. Em paralelo, conhecemos Janete, dona de casa que vive sob o terror do marido Brandão, um policial militar que comete crimes sexuais com requintes de sadismo, e a obriga a participar. As duas mulheres não se conhecem, mas seus caminhos vão se cruzar de forma violenta. O livro alterna entre os pontos de vista delas, montando um quebra-cabeça que só se revela nas últimas páginas.

Violência, abuso e cumplicidade forçada: os temas que incomodam

Aqui não tem jeito: Bom Dia, Verônica é pesado. A violência contra a mulher é retratada sem filtros, e a cumplicidade forçada de Janete, que precisa aliciar outras mulheres para o marido sob pena de morte, é um dos elementos mais perturbadores. O livro não romantiza nada. Ele mostra como o abuso se infiltra nas relações de autoridade e como o sistema falha em proteger quem mais precisa. É um soco no estômago, e a intenção é essa. Se você busca uma leitura que confronte a realidade da violência de gênero, vai encontrar aqui.

Como a escrita de Montes e Casoy mantém o leitor na corda bamba

A escrita é direta, sem floreios. Capítulos curtos, reviravoltas frequentes e uma tensão que não alivia. A parceria entre os autores funciona: a precisão de Ilana Casoy, com sua experiência em true crime, se soma à narrativa ágil de Raphael Montes. O resultado é uma leitura que flui rápido, mas que exige estômago forte. A alternância entre Verônica e Janete aprofunda a compreensão de ambas, mesmo que Janete provoque desconforto. A ressalva: quem espera uma prosa poética ou camadas filosóficas vai se decepcionar. A força está na ação, não na reflexão.

Para quem é e para quem não é esse thriller

  • Entre na trama se você não se incomoda com cenas explícitas de violência sexual e psicológica, e quer um thriller que não suaviza a realidade. O ritmo e a tensão vão te prender do início ao fim.
  • Evite se você tem sensibilidade a esses temas ou prefere narrativas que ofereçam alívio. O livro não dá trégua, e o final, embora impactante, não é confortável.

A adaptação que expandiu o universo de Verônica

Para quem já viu a série da Netflix, o livro oferece uma experiência mais crua. A série, lançada em 2020, expandiu a história e trouxe mais camadas para os personagens, mas o livro mantém o tom original, mais seco e direto. Bom Dia, Verônica é o primeiro volume de uma série, o que garante que a investigação de Verônica Torres continua.

O veredito: a experiência que fica na memória

Vale a pena ler Bom Dia, Verônica? Sim, se você está disposto a encarar um thriller brutal e sem concessões. A leitura é como atravessar um corredor escuro sabendo que a porta no fim pode estar trancada, a tensão não alivia, mas você não consegue parar de andar. É um livro que incomoda, que fica na cabeça, e que prova que o thriller brasileiro tem voz própria.

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Nossa Avaliação

4.3/5

O rítmo é o ponto alto: a leitura flui sem parar, com capítulos curtos e reviravoltas bem dosadas. A escrita, direta e funcional, serve ao gênero, mas não impressiona quem busca prosa elaborada. A originalidade está na abordagem dual e na coragem de ir ao fundo do tema. A recepção é forte para quem aguenta o peso, mas pode afastar leitores sensíveis.


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Perguntas frequentes

Do que se trata o livro Bom Dia, Verônica?

É um thriller policial de Raphael Montes (em parceria com Ilana Casoy) que acompanha a escrivã Verônica Torres em uma investigação sobre crimes sexuais e violência doméstica, obra que se tornou um marco na literatura brasileira.

Bom Dia, Verônica faz parte de alguma série de livros?

Sim, é o primeiro volume da série protagonizada por Verônica Torres, com a participação dos mesmos autores.

O livro Bom Dia, Verônica tem adaptação para filme ou série?

Sim, foi adaptado para uma série de streaming na Netflix, lançada em 2020, que expandiu a história.

Para quem é indicado o livro Bom Dia, Verônica?

É indicado para quem gosta de thrillers policiais intensos e pesados, com temas de violência e suspense, e não se incomoda com descrições explícitas.

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Atualizado em 16/08/2026

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