Deus e o Mundo que Virá
Deus e o Mundo que Virá, do Papa Francisco, é uma coletânea de reflexões nascidas na pandemia de Covid-19 que convida à esperança e à solidariedade como antídotos contra a indiferença e o egoísmo. Com 90 páginas, o livro não aprofunda questões teológicas ou políticas, mas entrega uma mensagem clara e acessível sobre repensar valores em tempos de crise.
por Papa Francisco
Sinopse
Sinopse da editora
No dia 27 de março de 2020, o Papa Francisco, em uma Praça de São Pedro deserta e com o chão brilhando pela chuva, havia falado a milhões de pessoas sintonizadas em todo o mundo por meio da TV, celulares e computadores: "Em meio à tempestade, o Senhor nos convida a acordar e ativar a solidariedade e a esperança, sustento e significado nesta hora em que tudo parece naufragar". À medida que a pandemia se alastrava, com suas angústias e consequências, Francisco se revelava um ponto de referência constante, não apenas para os fiéis, mas para todos aqueles que sofriam pela doença ou a enfrentavam em suas diversas frentes. Com suas palavras calorosas, diretas, ricas de imagens sugestivas, Francisco exorta a combater o vírus da indiferença e do egoísmo que tem conduzido o mundo para o abismo da destruição e, sobretudo, a cultivar com persistência a esperança, que não poupa do mal, mas nos dá forças para enfrentar os obstáculos, até mesmo aqueles que parecem insuperáveis. A esperança protege do desânimo e do desespero, afasta a tentação de desistir. Ter e transmitir esperança significa entregar-se a Deus em cada situação da vida, especialmente nas provações, e preparar com confiança um mundo novo. Pensamentos corajosos e esclarecedores que nos guiam diante das escolhas que todos somos chamados a fazer – como indivíduos e como sociedade – para dar uma alma para o nosso futuro.
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Resenha: vale a pena ler Deus e o Mundo que Virá, do Papa Francisco?
Quando você ouve falar de livros do Papa Francisco, espera doutrina pesada, citação em latim, hierarquia de tom. Deus e o Mundo que Virá faz o oposto. São 90 páginas de conversa franca, nascidas do momento mais tenso da pandemia de Covid-19, quando o mundo inteiro estava trancado em casa e sem saber o que vinha a seguir.
O Papa se posicionou como ponto de referência não só para fiéis, mas para qualquer pessoa que tentava entender o caos. O livro recolhe reflexões sobre a pandemia e organiza em pensamentos sobre o que a crise expôs de podre na nossa forma de viver juntos. O material foi costurado a partir de conversas entre o Papa e o jornalista Domenico Agasso.
Nasceu de uma Praça de São Pedro vazia e chuvosa
A imagem de abertura é forte: 27 de março de 2020, Praça de São Pedro deserta, o chão brilhando de chuva, e um Papa falando para câmeras em vez de para uma multidão. Milhões acompanharam pela TV e pelo celular. Dali saiu o material que virou esta obra.
O argumento central é simples e repetido com insistência: a pandemia é uma crise sanitária, mas o Papa enxerga nela uma chance de repensar. Francisco identifica dois "vírus" que considera mais perigosos que o biológico: a indiferença e o egoísmo. Ele os trata como doenças sociais que a pandemia apenas escancarou. A partir daí, conecta desigualdade social, desigualdade de gênero e degradação ambiental num mesmo diagnóstico: o modo como vivemos está nos levando ao abismo, e a crise pode ser o despertador.
Esperança como força de choque, não como anestésico
O tema que organiza tudo é a esperança, mas não no sentido de otimismo barato. O Papa Francisco faz questão de dizer que a esperança não poupa do mal e não elimina o sofrimento. Funciona mais como uma força que te coloca de pé de novo do que como um calmante que adormece a dor.
Isso é o melhor do livro. O autor se recusa a transformar o sofrimento da pandemia em narrativa redentora limpinha. A esperança aqui é entrega a Deus nas provações e trabalho ativo por um mundo diferente, não um tapinha nas costas dizendo que tudo vai ficar bem.
A crítica à indiferença é onde o texto ganha mais peso. Francisco fala de um egoísmo estrutural que decide quem tem acesso a tratamento e quem é deixado para trás. A pandemia, para ele, expôs a lógica de descarte que já operava antes do vírus.
O Papa escreve como quem conversa, não como quem dita regra
A escrita do Papa Francisco é calorosa e direta. Não há jargão acadêmico, não há hierarquia de tom. É a voz de quem fala com você, não para você. Isso torna as ideias digeríveis para qualquer pessoa, independente de formação religiosa.
A ressalva é concreta: com 90 páginas e um registro tão coloquial, o livro não aprofunda nenhuma das questões que levanta. Desigualdade de gênero, meio ambiente, desigualdade social: cada tema aparece, é nomeado, mas não é desdobrado. Se você espera análise estrutural ou propostas concretas, vai encontrar aqui mais exortação que argumentação. É um livro que aponta o problema e acende a luz, mas não constrói a solução.
Quem vai gostar e quem deve pular
- Para quem precisa de um sopro de esperança curto: vai encontrar em 90 páginas uma leitura que dá para terminar numa tarde e que sai da cabeça para o peito.
- Leitores em busca de reflexão sobre fé e solidariedade fora da doutrina rígida: o tom é aberto, ecumênico no sentido humano, e funciona até para quem não é católico.
- Quem procura análise política ou tratado teológico: vai se frustrar. O livro é exortação, não estudo. Não há profundidade analítica nem densidade teológica aqui.
Entre os livros de autoajuda sobre esperança publicados nos últimos anos, este se diferencia pela origem: não é um manual de técnicas, é a voz de quem falou com o mundo no pior momento da pandemia.
Vale a pena?
Vale a pena ler Deus e o Mundo que Virá se você busca um sopro de esperança curto e direto, sem a pretensão de ser tratado teológico. O livro faz bem o seu papel: recolhe a voz de um líder religioso que falou com o mundo no momento mais escuro da pandemia e transforma aquelas palavras em um lembrete de que a crise também é chance. Não vai te dar respostas estruturais, mas vai lembrar que a indiferença é um vírus que já circulava antes de 2020 e que ainda não tem vacina.
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Nossa Avaliação
3.0/5
O Papa Francisco escreve de forma acessível e direta, o que torna a leitura rápida e o tom próximo. O ritmo é ágil, com 90 páginas que se leem numa tarde. O argumento não traz novidade: esperança e solidariedade contra indiferença e egoísmo são temas recorrentes em sua fala pública. Não há aprofundamento das questões levantadas, o que limita a leitura a um registro de exortação.
Como avaliamos os livros?
Informações Extras
Série: Obra independente. Não faz parte de série ou saga. O material foi costurado a partir de conversas entre o Papa Francisco e o jornalista Domenico Agasso.
Perguntas frequentes
Do que se trata o livro Deus e o Mundo que Virá, do Papa Francisco?
É uma coletânea de reflexões do Papa Francisco sobre a pandemia de Covid-19, organizada a partir de conversas com o jornalista Domenico Agasso. O livro aborda como a crise pode ser uma chance para a humanidade repensar valores e construir um futuro mais justo e solidário.
Quantas páginas tem Deus e o Mundo que Virá?
São 90 páginas. É uma leitura direta e focada, que dá para terminar numa tarde.
Deus e o Mundo que Virá faz parte de alguma série?
Não, é uma obra independente. Não faz parte de nenhuma série ou saga literária.
Para quem é indicado o livro Deus e o Mundo que Virá?
Para quem busca reflexões sobre fé, esperança e solidariedade em tempos de crise, com um tom de autoajuda e encorajamento. Funciona para católicos e também para leitores não religiosos que procuram uma perspectiva humanista.
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Atualizado em 10/08/2026