Escravidão

Escravidão

Escravidão, de Laurentino Gomes, é o primeiro volume de uma trilogia que investiga como o Brasil se tornou o maior território escravista das Américas, recebendo 40% de todos os africanos escravizados. Com pesquisa de seis anos e viagens por três continentes, o livro vai do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares, mostrando que a escravidão não é passado, é a fundação do país.

por Laurentino Gomes

4.5/5
Editora: Globo Livros
Páginas: 584
Série: Escravidão (saga de 3 volumes sobre a escravidão no mundo e no Brasil). O livro é o volume 1. (#1)

Sinopse

Sinopse da editora

Do autor dos bestsellers 1808, 1822 e 1889 As raízes do Brasil com o corpo na América e a alma na África Maior território escravista do hemisfério ocidental, o Brasil recebeu cerca de 5 milhões de cativos africanos, 40% do total de 12,5 milhões embarcados para a América ao longo de três séculos e meio. Como resultado, o país tem hoje a maior população negra do planeta, com exceção apenas da Nigéria. Foi também, entre os países do Novo Mundo, o que mais tempo resistiu a acabar com o tráfico de pessoas e o último a abolir o cativeiro, por meio da Lei Áurea de 1888 - quatro anos depois de Porto Rico e dois depois de Cuba. Nenhum outro assunto é tão importante e tão definidor da nossa identidade nacional quanto a escravidão. Conhecêlo ajuda a explicar o que fomos no passado, o que somos hoje e também o que seremos daqui para a frente. Em um texto impactante e rigorosamente documentado, Laurentino Gomes lança o primeiro volume de sua nova trilogia, resultado de 6 anos de pesquisas, que incluíram viagens por 12 países e 3 continentes.


Resenha: vale a pena ler Escravidão, de Laurentino Gomes?

Quanto do seu dia a dia ainda carrega o peso de três séculos de escravidão? Laurentino Gomes não responde com uma frase de efeito, mas com 584 páginas que mostram que o Brasil não superou o cativeiro; ele o incorporou. Escravidão, primeiro volume da trilogia, é um mergulho documentado naquilo que a gente prefere fingir que é passado, mas que continua roendo as estruturas do país como um cupim que ninguém quis exterminar.

O Brasil que a gente não queria ver no espelho

O livro vai do primeiro leilão de cativos em Portugal, em 1444, até a morte de Zumbi dos Palmares. Nesse arco, Laurentino Gomes escancara como o Brasil se tornou o maior território escravista do hemisfério ocidental, recebendo 40% de todos os africanos trazidos à força para as Américas. É como abrir o álbum de família e descobrir que a riqueza do patriarca veio do tráfico, aquele segredo que todo mundo sabe, mas ninguém comenta na ceia de Natal. A obra não se limita a datas e números; ela desmonta o mito da democracia racial e mostra que a escravidão não foi um acidente de percurso, mas o motor da economia e da sociedade brasileira.

Seis anos de pesquisa que atravessam três continentes

Laurentino Gomes não fez um Escravidão de gabinete. Foram seis anos de investigação, viagens por doze países e três continentes, de Portugal a Angola, do Caribe ao interior do Brasil. O resultado é uma narrativa que cheira a documento e a suor, sem perder o fio da história. Cada capítulo é ancorado em fontes que você pode conferir, mas a prosa não tropeça em academicismo, ela corre solta, como se o autor estivesse te contando o que viu, não o que leu. A pesquisa é monumental, mas nunca se exibe; está a serviço de uma história que precisava ser contada sem firulas.

A escrita que não te deixa largar o livro

Quem conhece os best-sellers anteriores do autor sabe que ele tem faro para transformar história em conversa de bar. Aqui, a receita se repete: frases diretas, parágrafos que fluem, zero jargão. Só que o tema é mais pesado, e a densidade de informações às vezes cria um trânsito pesado, você avança, mas precisa parar para respirar. O ritmo não é uniforme; há trechos em que a sucessão de dados pode cansar. Ainda assim, é uma leitura que prende, porque Laurentino Gomes sabe que história boa não precisa de enfeite, precisa de verdade.

Para quem esse livro é (e para quem ele não é)

Se você acha que história do Brasil é só decorar nomes de imperadores, Escravidão vai te puxar pelo braço e te jogar no porão do navio negreiro. Serve para quem quer entender as raízes do racismo sem discurso pronto; não serve para quem busca uma leitura leve de domingo à tarde. Professores, estudantes e qualquer pessoa que já se perguntou por que a desigualdade no Brasil tem cor vão encontrar aqui uma referência sólida. É o tipo de livro que você termina e passa a entender melhor o noticiário, a fala do político, a piada que não tem graça.

A trilogia que vai além do primeiro volume

Este é só o começo. A saga continua em “Escravidão 2: da Revolução Haitiana à Abolição no Brasil” e “Escravidão 3: da Abolição ao Racismo Estrutural”. A leitura na ordem é a mais indicada, porque a pesquisa de Laurentino Gomes vai se desdobrando como um mapa que, a cada volume, revela mais camadas do mesmo chão que a gente pisa.

Veredito: o peso que a gente carrega

Vale a pena ler Escravidão? Sim, e não é pouco. Mas você precisa estar disposto a encarar 584 páginas que vão cutucar feridas que a gente preferia esquecer. Se você quer um livro que conforte, passe longe. Se quer entender por que o Brasil é assim, com suas desigualdades que insistem em ter cor, essa leitura é um soco bem dado, e um dos mais necessários que você pode levar.

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Nossa Avaliação

4.5/5

Escrita
4.5/5
Originalidade
4.5/5
Recepcao
5.0/5
Ritmo
4.0/5

Nota 4.5 porque Laurentino Gomes faz o que parece impossível: transforma 584 páginas de pesquisa histórica em uma leitura que prende. A escrita é acessível sem ser rasa, e o fôlego da investigação impressiona. Só não leva 5 porque a densidade de informações às vezes atropela o ritmo, e pode cansar quem não tem familiaridade com o tema.


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Informações Extras

Série: Escravidão (saga de 3 volumes sobre a escravidão no mundo e no Brasil). O livro é o volume 1. (Volume 1)

Continuação: Os próximos volumes são: 'Escravidão 2: da Revolução Haitiana à Abolição no Brasil' e 'Escravidão 3: da Abolição ao Racismo Estrutural'.


Perguntas frequentes

Sobre o que é o livro Escravidão, do Laurentino Gomes?

É o primeiro volume de uma trilogia que conta a história da escravidão no Brasil e no mundo, desde o século XV até a morte de Zumbi dos Palmares, mostrando como o país se tornou o maior território escravista do Ocidente.

Quantas páginas tem o livro Escravidão, do Laurentino Gomes?

O livro Escravidão, de Laurentino Gomes, tem 584 páginas.

O livro Escravidão faz parte de uma série? Qual a ordem de leitura?

Sim, Escravidão é o primeiro volume de uma trilogia. A ordem de leitura é: Escravidão (volume 1), Escravidão 2: da Revolução Haitiana à Abolição no Brasil, e Escravidão 3: da Abolição ao Racismo Estrutural.

Para quem é indicado o livro Escravidão, do Laurentino Gomes?

O livro é indicado para quem se interessa por história do Brasil, estudantes, educadores e qualquer pessoa que queira entender as raízes do racismo estrutural. Mas prepare-se para uma leitura densa e detalhada.

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Atualizado em 10/08/2026

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