Lia, Mira, Maria

Lia, Mira, Maria

LIA, MIRA, MARIA, de Marília Garcia, é um livro de poesia que explora o luto pela perda da mãe e de uma amiga, dialogando com as monotipias da artista Mira Schendel. A obra transforma a dor em um processo criativo, investigando os mistérios entre vida, morte e arte.

por Marília Garcia

4.0/5
Editora: WMF MARTINS FONTES
Ano: 2026
Páginas: 112

Sinopse

Sinopse da editora

Neste livro-poema, Marília Garcia encara dois tipos de trabalho: de um lado, o trabalho de luto por sua mãe, Lia, e por uma amiga querida, Maria. De outro lado, monotipias de Mira Schendel: trabalhos gravados um a um pelas mãos da artista na fragilidade do papel de arroz. No corpo a corpo com os objetos, imagens e histórias deixados por essas três mulheres, a poeta faz do luto um trabalho concreto, olhando e rondando os vários mistérios que vida (morte) e arte compartilham.


Do que fala LIA, MIRA, MARIA?

LIA, MIRA, MARIA, de Marília Garcia, é um livro de poesia que mergulha no processo do luto, explorando a perda de pessoas queridas e a relação com a arte. A obra tece um diálogo entre a dor pessoal e a expressão artística, transformando a experiência do luto em algo palpável e concreto.

Estrutura e argumento do livro

A autora constrói o livro-poema a partir de duas frentes principais. De um lado, há o trabalho de luto pela mãe, Lia, e por uma amiga, Maria, que se manifesta na revisitação de memórias e na tentativa de dar sentido à ausência.

De outro, Marília Garcia se debruça sobre as monotipias de Mira Schendel, que são trabalhos gravados um a um, com a fragilidade do papel de arroz. Essa interação com a obra de Schendel serve como um espelho para o próprio processo de luto, onde a criação e a delicadeza se encontram.

A obra explora como a poeta se relaciona com os objetos, imagens e histórias deixados por essas três mulheres. É um mergulho no corpo a corpo com o que resta, transformando a dor em um trabalho concreto, quase artesanal, de observação e reflexão.

Os grandes temas da obra

O luto é, sem dúvida, o tema central, mas o livro vai além da simples tristeza da perda. Ele aborda o luto como um trabalho ativo, um processo de reelaboração e criação que se manifesta na poesia.

Outro ponto forte é a intersecção entre vida, morte e arte. A autora questiona os mistérios que permeiam esses três pilares, mostrando como a arte pode ser um caminho para processar e expressar as complexidades da existência e da ausência.

A memória e o legado também são explorados, especialmente através dos objetos e das obras de arte que permanecem. O livro nos faz pensar sobre o que deixamos para trás e como isso continua a influenciar quem fica.

Como é a escrita de Marília Garcia?

A prosa de Marília Garcia é poética e introspectiva, mas sem ser hermética. Ela consegue abordar temas profundos com uma linguagem que convida à reflexão, sem cair em academicismos.

A autora tem um jeito particular de tecer conexões entre o pessoal e o artístico, usando a experiência individual como ponto de partida para discussões mais amplas sobre a vida e a criação. É uma escrita que flui, mesmo tratando de assuntos delicados.

Marília Garcia é um dos nomes de maior destaque da nossa literatura atual, atuando tanto na criação quanto na pesquisa. Além de sua dedicação à poesia, ela trabalha no setor de Filologia da Fundação Casa de Rui Barbosa, unindo o olhar sensível da artista ao rigor da investigação literária.

Sua trajetória é marcada por obras amplamente reconhecidas pela crítica. Ela é autora de livros premiados, como Câmera lenta (vencedor do prestigiado Prêmio Oceanos em 2017), Expedição: nebulosa (2023) e o recente Pensar com as mãos, que garantiu o Prêmio APCA em 2025.

Para quem esse livro é indicado?

LIA, MIRA, MARIA é uma leitura bacana para quem aprecia poesia brasileira contemporânea e se interessa por obras que exploram o luto e a arte de forma sensível. É um livro que pode tocar quem já vivenciou perdas e busca uma forma de processar esses sentimentos através da literatura.

Não é a melhor pedida para quem procura uma leitura leve ou um enredo linear. A obra exige um certo envolvimento e disposição para a reflexão, então, se você prefere narrativas mais diretas, talvez não seja o ideal.

Vale a pena ler?

A forma como Marília Garcia entrelaça o luto pessoal com a análise da obra de Mira Schendel é o grande trunfo do livro. Essa abordagem dupla oferece uma perspectiva rica e multifacetada sobre a perda e a criação.

Apesar de ser um livro que trata de temas pesados, a poesia de Garcia oferece um espaço de contemplação e beleza. É uma leitura que, embora não seja para todos os momentos, certamente oferece uma experiência profunda e significativa para quem se propõe a mergulhar nela.

Vídeo sobre Lia, Mira, Maria

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Nossa Avaliação

4.0/5

Escrita
4.5/5
Ritmo
4.0/5
Originalidade
4.5/5
Recepcao
3.5/5

A escrita poética e introspectiva de Marília Garcia, que aborda o luto de forma sensível e profunda, é um ponto alto. A originalidade em conectar a dor pessoal com a arte de Mira Schendel oferece uma perspectiva rica, embora o ritmo possa ser um pouco mais exigente para alguns leitores. A recepção, apesar da falta de dados específicos para este título, se beneficia da reputação da autora.


Como avaliamos os livros?
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Perguntas frequentes

Do que fala LIA, MIRA, MARIA, da Marília Garcia?

LIA, MIRA, MARIA é um livro de poesia da Marília Garcia que explora o processo do luto, a perda de pessoas queridas e a relação com a arte, transformando a dor em algo palpável e concreto.

Quantas páginas tem o livro LIA, MIRA, MARIA?

O livro LIA, MIRA, MARIA, da Marília Garcia, tem 112 páginas.

Para quem é indicado o livro LIA, MIRA, MARIA?

LIA, MIRA, MARIA é uma leitura bacana para quem curte poesia brasileira contemporânea e se interessa por obras que abordam o luto e a arte de um jeito sensível, especialmente para quem já passou por perdas e busca processar esses sentimentos.

Vale a pena ler LIA, MIRA, MARIA?

Sim, vale a pena, principalmente pela forma como a Marília Garcia mistura o luto pessoal com a análise da obra de Mira Schendel, oferecendo uma visão rica e multifacetada sobre a perda e a criação.

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Atualizado em 12/09/2026

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