Nova Economia

Nova Economia

Nova Economia, de Diego Barreto, é um guia prático sobre as transformações do mercado brasileiro escrito por quem está dentro da engrenagem: o vice-presidente de Finanças e Estratégia do iFood. Compensa para quem precisa entender o básico da inovação nos negócios, mas decepciona quem já domina o tema.

por Diego Barreto

3.4/5
Editora: Gente
Páginas: 207

Sinopse

Sinopse da editora

"Os erros nem sempre são ruins, a forma como você lida com eles é que define seu sucesso ou fracasso." Diego Barreto O BRASIL ESTÁ MUDANDO DE FORMA SILENCIOSA. A GLOBALIZAÇÃO E MASSIFICAÇÃO DA TECNOLOGIA ABREM OPORTUNIDADES PARA NOVOS NEGÓCIOS E PARA A TRANSFORMAÇÃO DE EMPRESÁRIOS EM EMPREENDEDORES. STARTUPS E CORPORAÇÕES QUE PERCEBERAM ESSE MOVIMENTO MOLDAM A NOVA ECONOMIA, MAS A GRANDE MAIORIA DAS EMPRESAS TRADICIONAIS PERMANECE ESTÁTICA, VIVENDO DO PASSADO. O BRASIL ANTIGO PERMITIA A PERPETUAÇÃO DE SERVIÇOS RUINS E RESULTADOS ARTIFICIAIS. AGORA, A DINÂMICA É OUTRA. Parece óbvio dizer que o mundo mudou desde que entramos na era da informação e das telecomunicações. Um deslizar de dedos na tela do smartphone tem o poder de alterar todo o campo de batalha. Estamos sempre a uma inovação de distância de que tudo aquilo que sabemos e conhecemos se torne obsoleto. Os dados viraram a moeda mais valiosa das empresas. É a era da Nova Economia. Nesse cenário turbulento e dinâmico, manterse preso a antigos paradigmas e práticas pode significar ser engolido por negócios alinhados com princípios da inovação constante. Dominar as novas regras são atitudes que definem quem permanece no mercado. Para não correr o risco de se afogar na avalanche de informações desse novo mundo, Diego Barreto, vicepresidente de Finanças e Estratégia do iFood, ensina como navegar nos mares da Nova Economia e utilizar a nova realidade a seu favor. Neste livro, você aprenderá: • O que é a Nova Economia e por que ela está se formando no Brasil; • Como identificar as práticas da Velha Economia que estão prejudicando o seu negócio; • Por que a meritocracia de ideias, a diversidade, a inclusão, a sustentabilidade e a transparência radical são fatores determinantes do sucesso das empresas; • Quais são os novos modelos de negócios que surgem na Nova Economia e como adotálos; • E muito mais!


Resenha: vale a pena ler Nova Economia, de Diego Barreto?

Diego Barreto não escreveu Nova Economia sentado numa torre de marfim. Ele é vice-presidente de Finanças e Estratégia do iFood, uma das empresas que mais ajudaram a redesenhar o jeito de comer e de vender no Brasil. Quando ele fala em "nova economia", está falando da cozinha onde trabalha, não de uma teoria que leu em algum lugar. O livro nasce dessa vivência e tenta traduzir, em 207 páginas, o que mudou no mercado brasileiro e por que tantas empresas ainda fingem que nada aconteceu.

Do iFood para a sua mesa: o que o livro propõe

A premissa é simples e o autor não enrola para apresentá-la. O Brasil está mudando de forma silenciosa, e a maioria das empresas tradicionais não percebeu. A globalização e a massificação da tecnologia abriram portas para novos negócios, mas também criaram uma armadilha: quem continua preso a antigos paradigmas corre o risco de ser engolido. Barreto compara o "Brasil antigo", que permitia serviços ruins e resultados artificiais, com a nova dinâmica, onde um deslizar de dedos na tela do smartphone altera todo o campo de batalha. Os dados viraram a moeda mais valiosa, e a inovação constante deixou de ser diferencial para virar questão de sobrevivência.

Velha Economia x Nova Economia: o argumento central

O argumento de Nova Economia se constrói sobre uma divisão clara entre dois mundos. De um lado, o empresário tradicional, que trata o negócio como extensão da família, mantém práticas ultrapassadas e confunde hierarquia com competência. Do outro, o empreendedor, que troca controle por aprendizado contínuo e encara o erro como parte do processo. É como aquela padaria da esquina que nunca mudou o cardápio e de repente não entende por que o app de delivery está com fila do lado de fora. A própria frase que abre o livro sintetiza a ideia: "Os erros nem sempre são ruins, a forma como você lida com eles é que define seu sucesso ou fracasso." A transição de um modelo para o outro não é opcional. É o que separa quem fica no jogo de quem vira peça de museu.

Dados, diversidade e transparência radical: os pilares da obra

Aqui está onde o livro acerta. Barreto não reduz a "nova economia" a tecnologia. Ele coloca meritocracia de ideias, diversidade, inclusão, sustentabilidade e transparência radical como fatores determinantes do sucesso das empresas. Soa contraintuitivo no mercado brasileiro, onde muitos ainda tratam diversidade como tópico de RH e não como estratégia de negócio. O autor insiste: a empresa que não abre espaço para ideias vindas de qualquer canto perde para a que abre. Os dados são o combustível, mas o motor é gente. Essa articulação entre tecnologia e comportamento é o momento mais sólido da obra, e é o que diferencia Diego Barreto de um panfletário de inovação qualquer.

A escrita de Diego Barreto: direta, mas rasa nos detalhes

A prosa é direta e sem rodeios. Barreto escreve como quem apresenta um pitch: frases curtas, conceitos nomeados, exemplos do cotidiano corporativo. Isso torna a leitura ágil, mas também deixa buracos. O livro funciona bem como porta de entrada para quem nunca parou pra pensar em modelos de negócio e inovação, mas se você já conhece o vocabulário básico de startups, vai reconhecer os conceitos sem encontrar aprofundamento. São 207 páginas que poderiam ter ido mais fundo em alguns pontos, especialmente quando o autor cita casos reais e não desenvolve. Para quem prefere ouvir, há audiolivro disponível desde 2021.

Para quem é (e para quem não é) Nova Economia?

  • Puxe a cadeira se você é dono de negócio tradicional, gestor de PME ou profissional que está começando a se deparar com palavras como "disrupção" e "dados" no dia a dia e quer entender o que elas significam na prática. Se você curte livros sobre empreendedorismo e inovação escritos por quem está na linha de frente, e não por consultor de gabinete, vai se sentir em casa. Quem leu Empreender, de Israel Salmen, vai reconhecer o tom.
  • Guarde na estante se você já trabalha com inovação, lê sobre startups regularmente ou espera análise densa com números, gráficos e metodologia. O livro é mais panorama do que manual, e pode frustrar quem busca profundidade técnica.

Vale a pena ler?

Compensa ler Nova Economia se você quer um panorama prático e legível do que mudou no mercado brasileiro, mas passe longe se já domina o vocabulário de inovação e startups. Barreto escreve com a autoridade de quem está dentro de uma das maiores empresas de tecnologia do país, e isso dá peso às observações. Mas o livro é uma porta de entrada, não um destino. Se você está começando a entender que o mundo dos negócios virou de cabeça para baixo, ele te coloca no caminho certo. Se já está andando nele, vai achar que já viu isso antes.

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Nossa Avaliação

3.4/5

Escrita
3.5/5
Originalidade
3.0/5
Recepcao
3.5/5
Ritmo
3.5/5

Barreto escreve com clareza e agilidade, o que torna conceitos de inovação acessíveis para quem está começando. O problema é que a abordagem fica no nível introdutório e os casos reais não ganham o desenvolvimento que mereciam. A originalidade é limitada: os conceitos já circulam em palestras e artigos sobre startups. A recepção reflete isso: funciona como porta de entrada, mas decepciona quem já conhece o terreno.


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Informações Extras

Ordem da Série: 1

Adaptações

  • Audiolivro (audiolivro, 2021)

Perguntas frequentes

O que é o livro Nova Economia do Diego Barreto?

Nova Economia, de Diego Barreto, é um guia prático que explora as transformações do mercado brasileiro, mostrando como o perfil empreendedor está superando o empresário tradicional e por que a inovação constante virou questão de sobrevivência.

Quantas páginas tem o livro Nova Economia?

O livro Nova Economia, de Diego Barreto, tem 207 páginas.

O livro Nova Economia faz parte de alguma série?

Não, o livro Nova Economia não faz parte de uma série. É a primeira obra do autor Diego Barreto.

Tem audiolivro de Nova Economia?

Sim, o livro Nova Economia ganhou uma adaptação em audiolivro em 2021.

Para quem é indicado o livro Nova Economia?

A obra é indicada para empreendedores, gestores e profissionais que querem entender as mudanças do mercado e se manter relevantes, especialmente quem trabalha com tecnologia ou inovação e está começando a se familiarizar com o tema.

Diego Barreto é de qual empresa?

Diego Barreto é vice-presidente de Finanças e Estratégia do iFood, uma das maiores empresas de tecnologia e delivery do Brasil.

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Atualizado em 22/08/2026

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