O que Eu Faço com a Saudade?
O que Eu Faço com a Saudade?, de Bruno Fontes, é uma colagem de poemas, bilhetes e desabafos sobre o fim de um relacionamento e o que vem depois. A saudade aqui não é só ferida, é também conforto. Leitura rápida, simples e honesta, para quem precisa de companhia na hora de processar uma perda.
por Bruno Fontes
Sinopse
Sinopse da editora
O que a gente faz quando o amor acaba? Nesta colagem de poemas, pensamentos, bilhetes e desabafos, Bruno Fontes fala não apenas sobre a dor do fim, mas também sobre o aconchego adocicado que vem do abraço da saudade. O que eu faço com a saudade? Tem dia que faço besteira. Tem dia que faço caipirinha. Depende muito. Hoje, fiz brigadeiro "[...] não consegui parar de ler até terminar. Gostei DEMAIS. Simplicidade comovente, tudo muito real, e inteligente! Fiz uma 'viagem' à menina que um dia fui... Ando muito a fim de conectála com a mulher que sou hoje, e este livro serviu de ponte. Obrigada!". Martha Medeiros
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Resenha: vale a pena ler O que Eu Faço com a Saudade?, de Bruno Fontes?
Você provavelmente chegou aqui porque alguém mandou o nome ou porque caiu numa daquelas madrugadas em que o término ainda arde e a internet vira lugar de busca por algo que entenda o que você sente. A boa notícia: esse livro entende. A ainda melhor: ele não tenta consertar nada.
O que Eu Faço com a Saudade?, de Bruno Fontes, é uma colagem de poemas, bilhetes, pensamentos e desabafos sobre o que acontece quando o amor acaba e o que sobra depois. Não é um manual de superação. É mais como abrir a geladeira às três da manhã e encontrar alguém que também está acordado, com a mesma vontade de fazer um brigadeiro e não saber por quê.
Colagem de bilhetes e poemas sem cronologia
Bruno Fontes não escreveu um romance com começo, meio e fim. Montou um painel com recortes da própria vida: poemas curtos, anotações, bilhetes que parecem rasgados de um bloco e colados ali, desabafos que poderiam estar nas notas do seu celular. A ordem não é cronológica, é emocional. Você acompanha um jovem que passa por desilusões, encontra paixão de novo, e se vê de novo diante da perda. O ciclo não fecha bonito, e é aí que a coisa funciona.
A estrutura de fluxo de consciência pode parecer bagunçada no começo. Aos poucos vira a maior virtude do livro. Não tem arco narrativo tradicional, não tem personagens secundários, não tem reviravolta. Tem gente sentindo e tentando nomear o que sente.
Saudade que às vezes vira brigadeiro
O tema central é a saudade, mas Bruno Fontes se recusa a tratá-la só como ferida. O título já entrega: "Tem dia que faço besteira. Tem dia que faço caipirinha. Hoje, fiz brigadeiro." A saudade aqui é um sentimento que se cozinha, muda de consistência. Em alguns momentos dói; em outros, é um abraço quente que você dá em você mesmo.
Há um fio de amadurecimento correndo por baixo. O livro mostra que terminar não é ponto final, é pausa para reorganizar o que você aprendeu sobre si. A ideia de que a saudade pode ser adocicada e acolhida é o que tira a obra do lugar-comum da dor de cotovelo. Martha Medeiros escreveu na orelha que não conseguiu parar de ler e que o livro serviu de ponte entre a menina que ela foi e a mulher que é hoje. É o tipo de leitura que faz você voltar no seu próprio arquivo emocional e revisitar o que ficou guardado.
Escrita direta como mensagem de WhatsApp
A prosa de Bruno Fontes é simples, coloquial, sem floreios. Você lê como se recebesse mensagens de um amigo processando um término em tempo real. Não há academicismo, não há palavra difícil pela palavra difícil. A acessibilidade é o ponto forte e também o limite: se você procura poesia de linguagem elaborada, com imagens construídas em várias camadas, vai achar raso demais. A força está na identificação imediata, não no trabalho formal da frase.
O livro se encaixa numa leva de poesia contemporânea que fala direto, sem intermediários, mais próxima de um post curto e honesto do que de uma construção literária densa. O gênero pede isso: a pessoa que lê esses livros quer reconhecer o próprio sentimento na página, não decifrar um enigma.
O que Eu Faço com a Saudade? é curto e a leitura corre rápido. Dá para terminar numa tarde, e essa rapidez combina com o tom: o texto não pede pausa para análise, pede pausa para respirar fundo.
Para quem é e para quem não é esse livro
- Fica com a companhia se você está digerindo um término e precisa de alguém que fale a sua língua sem fazer drama nem prometer que vai passar. É para quem gosta de poesia fragmentada, de textos curtos que cabem no intervalo do ônibus, e para quem curte livros de poemas sobre amor e perda sem precisar de arco narrativo. Se você já leu O Amor Vem Depois, do mesmo Bruno Fontes, vai reconhecer a voz.
- Deixa na estante se você quer uma história com enredo, personagens e desenvolvimento de trama. O livro é um diário emocional em formato de colagem, não um romance. A poesia aqui não tem elaboração formal nem metáforas construídas em camadas.
Vale a pena ler?
Vale a pena, especialmente se você está com um término recente e precisa de companhia que fale a sua língua sem prometer milagre. Aquela busca de madrugada que te trouxe até aqui tem resposta: O que Eu Faço com a Saudade? não vai apagar a saudade, mas vai sentar do seu lado enquanto você faz um brigadeiro.
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Nossa Avaliação
3.8/5
Bruno Fontes escreve com simplicidade e autenticidade, e a leitura corre solta porque o texto é curto e direto. A colagem de poemas e bilhetes dá um tom pessoal que ressoa com quem está lidando com término. A temática da saudade é universal e pouco original, mas o tratamento adocicado, com brigadeiro e caipirinha, traz um toque próprio. A recepção é positiva, com leitores relatando identificação imediata e conforto.
Como avaliamos os livros?
Informações Extras
Ordem da Série: 1
Perguntas frequentes
O que Eu Faço com a Saudade? é sobre o quê?
É uma colagem de poemas, pensamentos, bilhetes e desabafos do Bruno Fontes sobre o fim de um relacionamento e a saudade que vem depois. Mostra a saudade como dor e também como conforto, sem prometer respostas prontas.
O livro O que Eu Faço com a Saudade? faz parte de alguma série?
Não, é uma obra independente de poemas e desabafos. Não pertence a nenhuma série.
Para quem é indicado O que Eu Faço com a Saudade?
É indicado para quem está passando por um término ou gosta de poesia fragmentada e textos curtos sobre amor e perda. Não serve para quem procura romance com enredo e personagens.
Como é a escrita do Bruno Fontes nesse livro?
A escrita é simples, coloquial e direta, sem floreios. Parece uma conversa íntima ou mensagens de um amigo processando um término. A força está na identificação imediata, não na elaboração formal da linguagem.
O que Eu Faço com a Saudade? é uma leitura longa?
Não, é um livro curto que dá para terminar numa tarde. A rapidez combina com o tom: o texto pede pausa para respirar, não para análise.
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Atualizado em 20/08/2026