O Trono de Fogo

O Trono de Fogo

O Trono de Fogo, de Rick Riordan, é o segundo volume da série As Crônicas dos Kane. O livro segue os irmãos Carter e Sadie Kane em sua missão para impedir o deus do caos, Apófis, de destruir o mundo, enquanto buscam despertar o deus sol Rá.

por Rick Riordan

4.1/5
Editora: Editora Intrinseca
Série: As Crônicas dos Kane (#2)

Sinopse

Sinopse da editora

Os deuses do Egito Antigo foram libertados no mundo atual, e desde então Carter Kane e sua irmã, Sadie, vivem mergulhados em problemas incomuns à maioria dos mortais. Descendentes da Casa da Vida, ordem secreta que remonta à época dos faraós, os dois têm poderes especiais, mas ainda não os dominam por completo refugiados na Casa do Brooklin, que se tornou um local de aprendizado para novos magos, eles correm contra o tempo. Seu inimigo mais ameaçador, Apófis, a serpente do caos, está se erguendo. Se eles não conseguirem impedilo, em poucos dias o mundo encontrará um final trágico. Para que tenham alguma chance de derrotar as forças do caos, eles precisarão da ajuda de Rá, o deus sol. Despertálo, porém, não será tarefa fácil: nenhum mago jamais conseguiu. Primeiro, Carter e Sadie terão que rodar o mundo em busca das três partes do Livro de Rá, para só então começarem a decifrar seus encantamentos. E, é claro, não podemos deixar de mencionar que ninguém ninguém tem ideia de onde está o deus. Narrado alternadamente por Carter e por Sadie, com uma gama enorme de novos personagens e aventuras em diversos cenários do planeta, este segundo volume de As crônicas dos Kane fará os leitores se segurarem na cadeira enquanto viram as páginas.
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Resenha: o caos está com os minutos contados em O Trono de Fogo?

Sabe aquela manhã em que você acorda e o despertador não tocou, o pão queimou e o cachorro mastigou o seu tênis? Tudo ao mesmo tempo, antes das sete da manhã? A rotina de Carter e Sadie Kane faz isso parecer férias no Caribe. Eles nem têm tempo de respirar fundo: uma serpente divina decidiu que a única programação para o fim de semana é o colapso total da realidade. E isso não é força de expressão. É literal. Em O Trono de Fogo, de Rick Riordan, a data de validade do planeta está mais próxima do que a entrega de uma pizza, e a única chance de cancelar esse pedido de destruição estava sumida há milênios.

A correria começa antes do segundo parágrafo

Não existe aquecimento. Se você leu A Pirâmide Vermelha, já vai reconhecer a Casa do Brooklyn: um centro de treinamento para jovens magos que parece mais um intercâmbio caótico entre o Egito antigo e a vida moderna. Carter e Sadie estão lá, tentando dominar poderes que ainda escapam ao controle, quando a ameaça de Apófis, a serpente do caos, deixa de ser um boato para se tornar um cronômetro aterrorizante nos ouvidos de todos.

A saída que encontram é uma busca desesperada. Eles precisam acordar Rá, o deus sol. Um detalhe: ninguém nunca conseguiu. Outro detalhe: ninguém faz ideia de onde ele está. Para piorar, a fonte das instruções é um manual mágico que está espalhado em três pedaços por aí, mundo afora, como se fosse um quebra-cabeça que você resolve com o pé no acelerador.

Uma maratona mundial atrás de um deus sol desaparecido

A estrutura é de uma caça ao tesouro global. A cada parte do Livro de Rá encontrada, uma nova camada de encrenca se revela, e o texto se recusa a dar pausa para o leitor respirar. A narrativa alterna entre Carter e Sadie, capítulo a capítulo, e é aí que a coisa funciona de verdade.

Ver o mesmo perigo pelos olhos do irmão prático e da irmã impulsiva não é só um truque de ritmo. É o que impede a história de virar um videogame de ação genérica. Os dois interpretam o caos de formas opostas, e as contradições entre eles não são enfeite: são o combustível que mantém o motor da trama girando enquanto eles saltam de um canto do planeta para o outro.

Esqueça as corujas e os tridentes: a magia aqui tem areia e fogo

Se você já conhece outras séries de fantasia juvenil que lidam com panteões mitológicos e acampamentos secretos, vai perceber que a diferença aqui não está só na troca de figurino. Riordan não se limita a substituir raios por hinos a Osíris. Ele constrói um sistema de magia que mistura escrita sagrada, possessão divina e feitiçaria prática, e faz isso tudo parecer plausível numa realidade de apartamento no Brooklyn e viagens de barco pelo Nilo.

A representatividade dos protagonistas, que são afro-americanos, não é um tema que paira sobre a história como uma nuvem didática. É um tempero natural, um dado de realidade que enriquece o universo sem transformar a aventura num discurso. O autor faz isso há tempo suficiente para entender que a força do cenário egípcio se multiplica quando você vê quem está no centro da ação.

A escrita segue o padrão que você já conhece, com frases diretas e um sarcasmo que corta a tensão antes que ela fique pesada demais. A grandeza dos deuses é tratada com reverência, mas os diálogos humanos estão sempre prontos para jogar um balde de água fria na solenidade. Nenhum mago aqui fala como se estivesse posando para um mural de templo.

Para quem curte o bom e velho estilo Riordan (e quem não curte)

O Trono de Fogo foi feito sob medida para o adolescente que quer ação contínua e não se incomoda com o fato de que a fórmula geral das jornadas se repete. Funciona muito bem para leitores que estão chegando agora ao universo de As Crônicas dos Kane, desde que tenham lido o volume anterior. Adultos que buscam livros de mitologia para iniciantes também vão encontrar uma porta de entrada divertida e descomplicada. Agora, se você busca uma trama com grandes reviravoltas de formato ou uma prosa que desmonte e reconstrua a fantasia juvenil, este não é o seu lugar. Riordan sabe exatamente qual é a sua receita, e não está disposto a queimá-la.

A Netflix comprou, o público espera. Por enquanto, só na estante

A ideia de ver os irmãos Kane fora das páginas já passou pela cabeça dos estúdios. A Netflix adquiriu os direitos para uma série de filmes lá em 2020, mas, desde 2022, o silêncio sobre gravações e estreias é absoluto. Enquanto a produção não engata, a trilogia segue firme apenas no papel.

Então, bagunçar o Egito antigo no Brooklyn vale a energia?

Compensa, sem dúvida nenhuma. O custo é uma maratona de leitura com o pé embaixo: o tempo investido em acompanhar essa busca frenética é retribuído com muita diversão e quase nenhum atrito. A densidade é baixa, o entretenimento é altíssimo. Você não vai terminar o livro sentindo que desvendou um novo gênero literário, mas vai lembrar por que virou fã desse tipo de aventura. É um soco de ação e bom humor que, em cerca de 400 páginas, só larga a sua mão na última linha.

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Nossa Avaliação

4.1/5

Escrita
4.5/5
Originalidade
3.5/5
Recepcao
4.0/5
Ritmo
4.5/5

Rick Riordan mantém o controle da sua fórmula de aventura cativante: a prosa leve e o ritmo acelerado seguram a leitura do começo ao fim. A força da mitologia egípcia e a naturalidade com que os protagonistas ganham espaço são os grandes acertos, mesmo que a estrutura narrativa já seja confortável para os fãs. O livro diverte e engaja sem perder o fôlego, entregando exatamente o que se espera dele.


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Informações Extras

Série: As Crônicas dos Kane (Volume 2)

Adaptações

  • Série de filmes (Filme/Serie, 2020)

Perguntas frequentes

Sobre o que é O Trono de Fogo?

O Trono de Fogo é o segundo livro da série As Crônicas dos Kane, onde os irmãos Carter e Sadie Kane precisam impedir o deus do caos, Apófis, de destruir o mundo, buscando as partes do Livro de Rá para despertar o deus sol.

Em que ordem devo ler a série As Crônicas dos Kane?

A série de livros do Rick Riordan tem uma ordem clara. Comece por A Pirâmide Vermelha, depois vá para O Trono de Fogo e, para fechar a saga, leia A Sombra da Serpente. Pular etapas atrapalha a compreensão da jornada dos irmãos.

A Netflix vai mesmo adaptar As Crônicas dos Kane?

Os direitos para uma série de filmes foram comprados pela Netflix em 2020, mas as atualizações de produção estão paradas desde 2022. Até o momento, não há data de estreia definida.

Qual a diferença entre essa série e Percy Jackson?

A diferença está no centro mitológico. Enquanto Percy Jackson explora o Olimpo greco-romano, As Crônicas dos Kane traz a mitologia egípcia para os dias de hoje, com divindades, feitiços e uma dinâmica de magia completamente diferente da que você encontra entre os semideuses.

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Atualizado em 20/08/2026

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