O Último Diabo a Morrer
Em O Último Diabo a Morrer, Richard Osman entrega a quarta aventura do Clube do Crime das Quintas-Feiras, onde um grupo de septuagenários investiga o assassinato de um antiquário e a busca por um pacote perigoso. Mais do que um mistério, o livro é uma reflexão sobre amizade, perda e o envelhecimento, com humor e emoção na medida certa.
por Richard Osman
Sinopse
Sinopse da editora
Mais de 10,5 milhões de leitores já se juntaram a O Clube do Crime das Quintasfeiras e tu vais ficar de fora? O QUARTO ROMANCE DA SÉRIE O CLUBE DO CRIME DAS QUINTASFEIRAS, DE RICHARD OSMAN, QUE VENDEU MAIS DE 10,5 MILHÕES DE EXEMPLARES EM TODO O MUNDO Notícias chocantes chegam ao Clube do Crime das Quintasfeiras. Um velho amigo que trabalhava no ramo das antiguidades foi assassinado, e um perigoso pacote que ele guardava desapareceu. Quando o quarteto de detetives entra em ação para resolver o mistério, deparase com falsificadores de arte, burlões da Internet e traficantes de droga, bem como com um desgosto que lhes é muito próximo. Com o tempo a passar, a contagem de mortes a aumentar, o pacote ainda desaparecido e os problemas no seu encalce, será que a sorte de Elizabeth, Joyce, Ron e Ibrahim, finalmente se esgotou? E quem será o último diabo a morrer? «Profundamente comovente... uma das suas melhores obras de sempre.» Telegraph
De thriller a cozy mystery: o que realmente tem em O Último Diabo a Morrer?
Você vê o título e já imagina um thriller pesado, com perseguições e sangue. Aí você abre o livro e descobre que o "diabo" é um pacote de antiguidades, e os protagonistas são quatro idosos que resolvem crimes entre uma xícara de chá e uma piada. É exatamente esse contraste que faz a quarta aventura do Clube do Crime das Quintas-Feiras funcionar tão bem. Richard Osman já vendeu mais de 10, 5 milhões de exemplares da série, e este volume mostra por quê: ele transforma um assassinato em desculpa para falar de amizade, velhice e perda, sem perder o humor. Mas não se engane: o livro não é só piada. O título engana, mas a história é séria quando precisa ser.
Em O Último Diabo a Morrer, o quarto caso do Clube do Crime tem gosto de despedida
Em O Último Diabo a Morrer, o grupo descobre que um amigo antiquário foi assassinado e um pacote perigoso sumiu. Enquanto Elizabeth, Joyce, Ron e Ibrahim correm atrás de falsificadores de arte e golpistas da internet, o leitor percebe que algo mais pesado está no ar: um dos membros está enfrentando uma perda pessoal devastadora. A investigação leva o grupo a um submundo de falsificadores de arte e golpistas online, mas o verdadeiro mistério é como cada um deles lida com a própria mortalidade. O pacote desaparecido funciona como um McGuffin, o que importa é o que ele representa: uma última chance de fazer a coisa certa. A busca é como tentar encontrar uma agulha num palheiro em chamas, só que os bombeiros são quatro idosos com bengalas. A trama não é só sobre recuperar o objeto, é sobre o que fazer quando o tempo começa a cobrar a conta. Richard Osman não tem pressa: ele deixa o mistério cozinhar em fogo baixo, enquanto os personagens se revelam em conversas de cozinha e memórias compartilhadas.
Amizade, perda e Alzheimer: os temas que vão além do mistério
Se você veio atrás de um simples whodunit, prepare-se: o livro vai te fazer pensar sobre o que significa envelhecer. O Alzheimer aparece de forma tocante, como uma névoa que vai se adensando sem alarde, quando você percebe, já está perdido dentro dela. A amizade entre os quatro é o verdadeiro motor da história, e Osman não tem medo de mostrar que, mesmo no fim da vida, as pessoas ainda podem se surpreender, e se machucar. A perda de um ente querido é tratada com uma delicadeza que não cai no melodrama. O autor parece dizer: "a vida é isso, a gente ri e chora no mesmo dia". E é exatamente essa honestidade que faz o leitor se importar. O livro não tenta responder às grandes perguntas, mas as coloca na mesa: o que você faria se soubesse que o tempo está se esgotando? Como você protegeria as pessoas que ama?
Richard Osman: humor britânico e coração na medida certa
A escrita de Osman é como uma xícara de chá quente num dia de chuva: conforta, mas de vez em quando queima a língua. Os diálogos são afiados, as piadas surgem nos momentos certos, e quando o drama chega, ele não avisa. O autor equilibra o cômico e o trágico como poucos: você ri de uma observação de Joyce e, na página seguinte, está com um nó na garganta. Osman constrói cenas que poderiam sair de um filme de comédia britânica, com direito a tropeços e diálogos sarcásticos, mas de repente o clima muda e você se pega com os olhos marejados. O ritmo é ágil, mas o livro não tem pressa de resolver o mistério, ele prefere gastar tempo com os personagens. Se você já leu os anteriores, sabe o que esperar: a mesma fórmula, mas com um toque mais melancólico. Se não, este volume funciona sozinho, mas perderá o contexto emocional que torna a série especial. O Último Diabo a Morrer é, acima de tudo, uma celebração dos personagens que Osman criou, e uma despedida para um deles.
Para quem este livro é (e para quem não é) a pedida certa
- Quem já acompanha o Clube do Crime: vai encontrar aqui o mesmo carinho pelos personagens, com uma camada extra de emoção que faz deste talvez o volume mais pessoal da série.
- Quem gosta de cozy mysteries com profundidade: se você curte mistérios leves que não abrem mão de personagens reais e temas sérios, este livro é para você.
- Quem espera um thriller eletrizante e cheio de ação: pode se frustrar com o ritmo mais contemplativo e o foco nos dramas pessoais dos protagonistas.
Veredito: vale a pena ler O Último Diabo a Morrer?
Sim, vale a pena, mas só se você estiver pronto para rir e chorar na mesma página. O livro fecha a história de um dos personagens de forma comovente, e o gancho da abertura se cumpre: o que parecia um thriller vira uma crônica sobre o que realmente importa no fim da vida. O Último Diabo a Morrer prova que, mesmo no quarto volume, Richard Osman ainda tem muito a dizer sobre amizade e mortalidade. E, no final, você vai querer abraçar cada um dos septuagenários.
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Nossa Avaliação
4.5/5
O livro mantém o alto padrão da série, com diálogos afiados e um equilíbrio raro entre humor e drama. O ritmo é envolvente, mas a originalidade sofre um pouco por ser mais do mesmo, ainda que o foco emocional traga frescor. A recepção da crítica e dos leitores confirma que este é um dos volumes mais queridos.
Como avaliamos os livros?
Informações Extras
Série: Clube do Crime das Quintas-Feiras (The Thursday Murder Club) (Volume 4)
Adaptações
- Audiolivro (audiolivro, 2024)
Perguntas frequentes
Sobre o que é O Último Diabo a Morrer?
É o quarto livro da série Clube do Crime das Quintas-Feiras, onde quatro idosos investigam o assassinato de um antiquário e a recuperação de um pacote misterioso, enquanto lidam com perdas pessoais.
Quantas páginas tem O Último Diabo a Morrer?
364 páginas.
O Último Diabo a Morrer faz parte de alguma série? Qual a ordem?
Sim, é o quarto volume da série Clube do Crime das Quintas-Feiras (The Thursday Murder Club).
Tem adaptação?
Sim, foi lançado em audiolivro em 2024.
Para quem é indicado?
Para quem gosta de mistério com humor e drama, e para fãs de cozy mysteries com personagens cativantes e temas sensíveis.
Livro PDF "O Último Diabo a Morrer"
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Atualizado em 16/08/2026