Pedra Papel Tesoura

Pedra Papel Tesoura

Pedra Papel Tesoura, de Alice Feeney, é um suspense que usa um retiro romântico como armadilha para dissecar um casamento de aparências. Prepare-se para um jogo onde cada página revela que o maior perigo não está na tempestade, mas em quem dorme ao seu lado.

por Alice Feeney

3.4/5
Editora: Darkside Books
Páginas: 336

Sinopse

Sinopse da editora

Dez anos de casamento. Dez anos de segredos. E um aniversário que eles nunca esquecerão. Há muito tempo as coisas andam erradas entre o sr. e a sra. Wright. O marido e roteirista Adam Wright é confessadamente um workaholic, e não consegue dar quase nenhuma atenção a tudo e a todos ao seu redor. Adam e Amelia estão casados há uma década, mas a paixão que um dia os uniu deu lugar a uma relação repleta de ressentimentos e brigas constantes. Determinados a dar uma última chance ao casamento, eles decidem passar um fim de semana romântico em um lugar aconchegante, bucólico e nada comum. No entanto, o que seria um retiro de reencontro se transforma em uma tempestade de neve onde perdemos a visibilidade diante de um jogo de ressentimentos, segredos e obsessão. Prepare-se para uma leitura eletrizante, onde nada é o que parece ser. Pedra Papel Tesoura , de Alice Feeney, é um suspense arrebatador e um dos primeiros títulos do projeto especial E.L.A.S. - Especialistas Literárias na Anatomia do Suspense , que integra a marca Crime Scene® Fiction , da DarkSide® Books e apresenta uma seleção criteriosa das mais criativas e inovadoras autoras contemporâneas do suspense mundial. A primeira obra de Feeney a fazer parte desse panorama literário mergulha em temas psicológicos profundos, como traumas, instabilidade emocional e memórias reprimidas. Isso acrescenta camadas a cada um dos personagens e contribui para a originalidade da trama. A história segue com protagonistas nada confiáveis que nos arrastam e nos aprisionam em seu mundo. Um relacionamento construído entre mentiras que se tornam pedradas a cada página e onde o papel moral de seus personagens se deteriora a cada capítulo. Um romance que toca em feridas, perfura e corta laços. Pedra Papel Tesoura guarda segredos até a última página. Alice Feeney, uma das autoras de suspense mais talentosas dessa nova geração, passeia por terrenos que outras evitariam atravessar e deixa uma pergunta ecoar. Você realmente conhece a pessoa com quem se casou?


Resenha: vale a pena ler Pedra Papel Tesoura, de Alice Feeney?

Quando alguém vê um livro chamado Pedra Papel Tesoura, é quase automático imaginar uma comédia romântica leve, com um casal que se conhece num jogo de bar, ou talvez uma história sobre rivalidade infantil. Nada disso. Alice Feeney sequestra essa expectativa e a joga dentro de uma capela isolada, sob uma tempestade de neve, com um marido e uma esposa que parecem mais gladiadores do que parceiros. O resultado é um suspense psicológico que transforma a brincadeira do título em um acerto de contas com dez anos de mentiras.

Publicado pela DarkSide no selo Crime Scene Fiction, Pedra Papel Tesoura é um dos primeiros títulos do projeto E.L.A.S. que reúne autoras que não têm medo de revirar o lado mais obscuro das relações humanas. E aqui, a relação é um campo minado.

Um fim de semana para salvar o casamento, uma tempestade para afundá-lo

Adam Wright é roteirista e workaholic convicto. Amelia, sua esposa, coleciona frustrações há uma década. A receita para a reconciliação é a clássica: alugar uma capela reformada no interior da Escócia, acender a lareira e deixar o amor reacender. Só que o destino, ou o azar, resolveu enviar junto uma nevasca que isola o lugar do mundo, transformando a viagem romântica em um confinamento forçado. A partir daí, o que era para ser um recomeço vira um inventário de mágoas, e cada cômodo da capela se torna palco de uma revelação mais cortante que a anterior.

A autora alterna os pontos de vista de Adam e Amelia, e essa estrutura funciona como uma lupa sobre a versão que cada um tem do casamento. A ironia é que, mesmo casados há dez anos, os dois parecem ter vivido em planetas diferentes. Conforme a neve bloqueia as saídas, as memórias reprimidas vêm à tona, deixando claro que o maior perigo não está lá fora, mas dentro de casa, ou melhor, dentro da cabeça de cada um.

Segredos de dez anos que explodem em uma capela isolada

Pedra Papel Tesoura não está interessado em vilões claros. O que a história examina é a teia de pequenas omissões e grandes traições que transformam qualquer um em suspeito. A autora brinca com a confiabilidade dos narradores: você começa tomando partido, mas logo percebe que Adam e Amelia são igualmente capazes de distorcer os fatos. A capela, que deveria simbolizar união, funciona como um confessionário ao contrário: em vez de absolvição, cada segredo confessado cava um buraco mais fundo entre eles.

O livro cutuca uma ferida que todo casal conhece: você realmente sabe com quem divide a cama? A resposta de Feeney é um sonoro "provavelmente não", e ela passa as páginas seguintes provando isso com requintes de crueldade narrativa.

A prosa de Alice Feeney: suspense cirúrgico sem anestesia

Alice Feeney não gasta páginas com descrições poéticas. Sua escrita é direta, funcional e pensada para grudar o leitor na cadeira. Capítulos curtos, parágrafos enxutos e um ritmo que não dá trégua fazem de Pedra Papel Tesoura um livro que a gente devora em uma tarde. A desvantagem dessa velocidade é que, em alguns momentos, as reviravoltas parecem mais fruto de um roteiro de cinema catástrofe do que de uma trama orgânica. A sensação é a de estar num carro sem freio numa estrada de gelo: emocionante, mas com alguns solavancos que poderiam ter sido evitados.

A nevasca lá fora é quase um personagem, e Feeney a usa para espelhar a confusão mental dos protagonistas. Conforme a visibilidade do lado de fora diminui, a clareza sobre os segredos dentro da capela aumenta, um truque simples, mas eficaz.

O prato cheio para os fãs de suspense psicológico, e a indigestão para os românticos incorrigíveis

  • Quem adora thrillers com protagonistas moralmente duvidosos: vai se deliciar com a falta de escrúpulos de Adam e Amelia. Nenhum dos dois é confiável, e o livro não tenta disfarçar isso.
  • Leitores que procuram suspense com ritmo de filme: a estrutura de roteirista de Adam (que é roteirista, aliás) transparece na narrativa. As cenas são visuais, os ganchos de capítulo são cortantes, e o final, ainda que exagerado, tem gosto de blockbuster.
  • Quem espera um romance de reconciliação ou um casal fofo para torcer: fuja. Aqui, o "felizes para sempre" é substituído por "quem sobreviver verá", e o amor é só um disfarce para dependência e rancor.

O selo E.L.A.S. e a nova geração de vozes femininas do suspense

Pedra Papel Tesoura integra o projeto E.L.A.S. Especialistas Literárias na Anatomia do Suspense, um recorte da DarkSide que reúne autoras contemporâneas que fogem dos clichês do gênero. A proposta é clara: suspenses escritos por mulheres, com protagonistas complexas e um olhar afiado sobre temas como maternidade, relacionamentos abusivos e a violência sutileza do cotidiano. Nesse sentido, o livro de Feeney é uma estreia condizente, pois coloca uma relação conjugal sob o microscópio e não desvia o olhar nem quando a imagem fica feia.

Se este é o cartão de visitas do selo, a promessa é de uma coleção que vai fazer o leitor desconfiar até da própria sombra.

O jogo acaba, mas as cicatrizes ficam

Vale a pena ler Pedra Papel Tesoura se você está atrás de um suspense que não se importa em sacrificar a plausibilidade em nome do entretenimento. O livro é um parque de diversões sombrio, com sustos programados e uma montanha-russa que pode dar um nó no estômago, mas que dificilmente vai te deixar entediado. Lá no começo, a gente falou da expectativa de uma brincadeira infantil. No final, o que sobra é a certeza de que pedra, papel e tesoura, quando jogados com a vida real, não têm vencedores, só sobreviventes.

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Nossa Avaliação

3.4/5

Escrita
3.5/5
Ritmo
4.0/5
Originalidade
3.0/5
Recepcao
3.0/5

A escrita é eficiente para o gênero, mas não se destaca pela beleza; o ritmo acelera a leitura, mas os excessos melodramáticos tiram pontos da originalidade. A recepção mista reflete o desequilíbrio entre a tensão bem construída e as soluções um tanto forçadas do roteiro.


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Perguntas frequentes

Do que se trata Pedra Papel Tesoura?

É um suspense psicológico que acompanha o casal Adam e Amelia Wright durante um fim de semana isolado em uma capela na Escócia. O que seria uma tentativa de reconciliação se transforma em um acerto de contas cheio de segredos e ressentimentos acumulados em dez anos de casamento.

Quantas páginas tem Pedra Papel Tesoura?

O livro tem 336 páginas.

Pedra Papel Tesoura é uma série?

Não, é um livro independente. Não faz parte de nenhuma série ou saga.

Para qual público o livro é indicado?

Principalmente para quem gosta de thrillers psicológicos com protagonistas moralmente ambíguos e reviravoltas intensas. Leitores que apreciam uma narrativa rápida e cheia de tensão vão se sentir em casa.

Precisa ter lido outros livros da Alice Feeney para entender?

Não, a história é completamente autônoma. Não é necessário nenhum conhecimento prévio da autora.

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Atualizado em 20/08/2026

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