Perto do Coração Selvagem

Perto do Coração Selvagem

**Perto do Coração Selvagem**, de Clarice Lispector, é o romance de estreia da autora, que narra a vida de Joana em busca de uma liberdade que não cabe nas convenções. A obra, premiada em 1944, é um mergulho na psique feminina e uma reflexão sobre identidade e solidão.

por Clarice Lispector

4.5/5
Editora: Companhia das Letras

Sinopse

Sinopse da editora

«Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome.» Fulgurante, transgressora, intemporal: a obra de Clarice Lispector movimentase entre o enigma do mundo e a escrita de si. Há livros que desviam para sempre o curso de uma literatura inteira. Não o fazem sozinhos – ora ecoam as vanguardas da sua época, ora rasgam preceitos vigentes; em casos mais raros, antecipam um certo futuro. É assim com Perto do coração selvagem, romance de estreia de Clarice Lispector. Publicado no ano em que a escritora completou 23 anos, conta a história de Joana: desde a infância marcada pela morte do pai e pela solidão do colégio interno, até à idade adulta, com um casamento longe do sonhado, a maternidade, a paixão por um homem enigmático e, por fim, uma inevitável dispersão do eu, da identidade, do rumo da vida. Joana é uma mulher supremamente livre, não confinável aos limites do seu tempo, indisponível para conter a sua voz, o seu pensamento ou o seu desejo vital, determinada a não dar passos que não sejam os seus rumo ao coração da existência. Enquanto acedemos à intimidade desta criação de Clarice – por entre admiráveis epifanias e monólogos interiores – chegamos mais perto da genialidade da sua criadora. Dialogando, mesmo se inadvertidamente, com Virginia Woolf, Hermann Hesse ou James Joyce, na reflexão sobre as inquietações da modernidade, este romance subsiste como um clarão na literatura em língua portuguesa, valendo a Clarice Lispector toda a admiração dos leitores, da crítica e dos pares. «A leitura deste romance confrontanos com o que sabemos sobre nós próprios e com o quanto fingimos não saber. [...] Pegue no livro. Pegue no lápis. Encontre as frases, para não se esquecer de que a felicidade nunca é dada por ninguém a não ser por nós mesmos.» Susana Moreira Marques Os elogios da crítica: «Clarice Lispector tinha uma inteligência lapidar, um instinto visionário e um sentido de humor que ia desde o deslumbramento ingénuo até à comédia maliciosa. Um corpo literário impressionante que não tem par na literatura.» Rachel Kushner «Uma escritora verdadeiramente notável.» Jonathan Franzen «Lispector escrevia como se nunca ninguém tivesse escrito antes. Foi um dos génios do século XX, na mesma liga de Flannery O'Brien, Jorge Luis Borges e Fernando Pessoa. Extraordinariamente original e brilhante, sedutora e inquietante.» Colm Tóibín «Uma das escritoras mais misteriosas do século XX.» Orhan Pamuk «Brilhante e inclassificável. Elegante, culta, temperamental, Lispector é uma artista emblemática que pertence ao mesmo panteão de Kafka e Joyce.» Edmund White «Imediatamente aclamado como uma obraprima, aquando da publicação no Brasil, em 1943, este livro apresenta ao mundo o 'furacão Clarice', apenas com 23 anos, que viria a tornar-se uma das grandes escritoras do século XX.» The Guardian «Clarice Lispector é enigmática, mística, contraditória e filosófica. Mesmo que comece em território familiar [...], rapidamente se desvia para um reino em que os sons se tornam discordantes e a paisagem se faz indiscernível, assumindo tonalidades imprevistas.» The New York Times «Uma das maiores escritoras do último século.» The Guardian «As suas imagens deslumbram até quando o seu significado é mais obscuro, e quando escreve sobre aquilo que a incomoda é a encarnação da lucidez.» The Times Literary Supplement
[% offers %]


Perto do Coração Selvagem: a prova de que estreia pode ser obra-prima

Dizem que liberdade é fazer o que der na telha, que uma mulher livre não deve satisfação a ninguém. Clarice Lispector, em Perto do Coração Selvagem, desmonta essa ideia logo nas primeiras páginas. Joana, sua protagonista, não busca fazer o que quer – ela busca ser quem é, mesmo que isso signifique ser inaceitável. Liberdade aqui não é um passaporte para a felicidade, é um processo de se desmontar e remontar, sem garantia de que o resultado vai agradar alguém. E isso é muito mais potente do que qualquer clichê sobre 'ser livre'. Publicado quando Clarice tinha 23 anos, o livro já nasceu maduro, como se a autora tivesse nascido pronta.

A história de Joana: da infância ao desmoronamento do eu

O livro acompanha Joana desde a infância, após a morte do pai, quando ela é mandada para um colégio interno. A solidão gruda na pele como um casaco dois números menor. A fase adulta traz um casamento que aperta do mesmo jeito. A maternidade e um caso com um homem enigmático só aceleram a sensação de que ela está se despedaçando. Mas não há uma trama que se completa no final. O que importa é o fluxo interno de Joana: as epifanias, as dúvidas, o corpo que não se encaixa no papel de esposa e mãe. A narrativa vai e volta no tempo, como memória de verdade, sem avisar.

Os temas que fazem o livro ecoar até hoje

Identidade, liberdade, o papel da mulher numa sociedade que não a comporta. Tudo isso está lá, mas não como tese. Clarice não explica, ela vive junto com Joana. A grande força do livro é a recusa de julgar a personagem. Não há certo ou errado, só o movimento de alguém tentando se entender. É um soco no estômago porque toca naquela sensação que todo mundo já teve: o incômodo de não saber quem se é, e a vergonha de admitir que não se encaixa. Os monólogos de Joana são como encontrões no metrô – de repente, você topa com uma ideia que estava ali o tempo todo, mas nunca tinha parado pra ver.

A escrita de Clarice: monólogo interior ou fio da navalha?

Aqui está o ponto que divide leitores. Clarice não escreve como a maioria dos romancistas. Ela troca a ação externa pelo pensamento. Cada frase parece uma confissão que você ouviu sem querer. É como tentar descrever a cor do vento: a beleza está lá, mas segurar o sentido exige esforço. Para quem está acostumado com enredos lineares, a leitura pode ser um labirinto. Mas é aí que Clarice acerta: ela não facilita porque a experiência que Joana vive não é fácil. Se você encarar como uma conversa entre amigos que derrapa para a filosofia, o livro flui. Se exigir uma estrada pavimentada, pode se frustrar.

Para quem é Perto do Coração Selvagem?

Este livro não serve para quem quer entretenimento leve ou uma história de superação com final feliz. Se você busca um enredo que te leve pela mão, este não é seu livro. Perto do Coração Selvagem é para quem gosta de sentir a literatura como um incômodo bom – aquele que te cutuca e faz você parar de ler pra olhar para o teto. É para quem já suspeitou que a vida não cabe em manuais, que a felicidade não é um destino, mas um estado que a gente constrói (ou não). Funciona como um espelho para quem tem preguiça de respostas prontas. Se você é desses, vai encontrar uma alma gêmea em Joana.

O reconhecimento já na estreia

O livro não passou despercebido. Em 1944, recebeu o prêmio de Melhor Romance de Estreia da Fundação Graça Aranha. Foi o alerta para a crítica e para o público de que uma nova voz havia nascido – e que essa voz não ia seguir regras. O prêmio não é o que faz o livro valer a pena, mas confirma que, desde o começo, Clarice já era levada a sério por quem entende do riscado.

Perto do Coração Selvagem vale a pena?

Vale, e muito. É leitura densa, que exige entrega. Se você quer passar os olhos sem pensar, melhor pegar outro livro. Perto do Coração Selvagem recompensa quem topa se perder um pouco para se achar. É entrar em contato com uma das escritoras mais originais do século XX, uma mulher que escrevia como se ninguém tivesse escrito antes. Se você está disposto, esse é o livro.

Aproveite: Adquira já o seu livro PDF na Amazon, Magazine ou Shopee.

Nossa Avaliação

4.5/5

Escrita
5.0/5
Ritmo
4.0/5
Originalidade
5.0/5
Recepcao
4.0/5

A estreia de Clarice já é madura: escrita fulgurante e originalidade que marcaram a literatura. O ritmo, exigente, não é para todos, mas a recepção ao longo do tempo confirma sua força.


Como avaliamos os livros?
COMPRE COM SEGURANÇA

Adquira agora o seu livro "Perto do Coração Selvagem" mais barato nos links seguros abaixo. Você ajuda nosso site (podemos receber uma comissão pela sua compra) e não paga a mais por isso!


Informações Extras

Prêmios

  • Melhor romance de estreia pela Fundação Graça Aranha (1944)

Perguntas frequentes

Perto do Coração Selvagem é um livro difícil de ler?

Sim, para quem está acostumado com narrativas lineares a leitura pode ser desafiadora. Mas a dificuldade faz parte da experiência, convidando o leitor a mergulhar na mente de Joana.

Vale a pena começar a ler Clarice Lispector por este livro?

Sim, é a estreia e já mostra todas as marcas do seu estilo. Pode ser uma porta de entrada, desde que você esteja disposto a se entregar.

O livro ganhou algum prêmio?

Sim, recebeu o prêmio de Melhor Romance de Estreia da Fundação Graça Aranha em 1944, reconhecendo sua importância.

Qual o tema principal de Perto do Coração Selvagem?

A busca pela identidade e liberdade, mas de uma forma que foge dos clichês. O livro mostra que ser livre não é fazer o que quer, mas poder ser quem se é.

Livro PDF "Perto do Coração Selvagem"

Encontre o seu exemplar em um dos links abaixo e boa leitura! Diga não à pirataria, valorize quem escreve.

Compartilhar

DISCLAIMER: Para a escrita deste post, consultamos algumas fontes externas [1][2][3][4][5]. Este site não é afiliado nem se responsabiliza pelas informações de terceiros.

Livros Relacionados

Atualizado em 04/10/2026

voltar ao topo