Por que Fazemos o que Fazemos?

Por que Fazemos o que Fazemos?

Por que Fazemos o que Fazemos?, de Mario Sergio Cortella, é um livro curto e direto que questiona o propósito no trabalho sem prometer fórmulas mágicas, ideal para quem sente que a rotina engoliu o sentido da carreira.

por Mario Sergio Cortella

4.0/5
Editora: Editora Planeta do Brasil
Páginas: 121

Sinopse

Sinopse da editora

Bateu aquela preguiça de ir para o escritório na segundafeira? A falta de tempo virou uma constante? A rotina está tirando o prazer no dia a dia? Anda em dúvida sobre qual é o real objetivo de sua vida? O filósofo e escritor Mario Sergio Cortella desvenda em Por que fazemos o que fazemos? as principais preocupações com relação ao trabalho. Dividido em vinte capítulos, ele aborda questões como a importância de ter uma vida com propósito, a motivação em tempos difíceis, os valores e a lealdade – a si e ao seu emprego. O livro é um verdadeiro manual para todo mundo que tem uma carreira mas vive se questionando sobre o presente e o futuro. Recheado de ensinamentos como "Paciência na turbulência, sabedoria na travessia", é uma obra fundamental para quem sonha com realização profissional sem abrir mão da vida pessoal.
[% offers %]


Resenha: Por que Fazemos o que Fazemos? de Mario Sergio Cortella

Este livro é um soco de luva. Mario Sergio Cortella não pergunta "qual é o seu sonho?" como se estivesse vendendo um curso online. Ele pergunta por que você está há cinco anos na mesma mesa, reclamando do mesmo chefe, e ainda acredita que isso é só uma fase. Por que Fazemos o que Fazemos? é uma conversa de 121 páginas com alguém que desconfia que você está operando no piloto automático e veio cutucar.

A tese é tão crua que cabe em uma linha: se o seu trabalho só paga as contas, você já está devendo para si mesmo.

O que você vai encontrar nas 121 páginas

O livro é enxuto. São vinte capítulos que você lê em uma sentada, quase como se estivesse folheando anotações de um caderno de bolso. Cada capítulo tem um disparador: a falta de tempo, a lealdade à empresa, a diferença entre preço e valor, a preguiça de segunda-feira. Cortella pega o desconforto comum do mundo corporativo e o estica até ele parecer uma pergunta filosófica legítima.

Ele não constrói uma narrativa: ele organiza argumentos. Um capítulo se apoia no anterior sem que você perceba, porque o tom é sempre o mesmo: "presta atenção nisso aqui". Não há heróis, não há casos de sucesso com finais felizes. O que há é uma conversa franca sobre expectativas.

Propósito não é um mural de frases bonitas no escritório

A melhor imagem que o livro oferece é a do propósito como um martelo pendurado na parede. Você pode olhar para ele todo dia, achar bonito, até elogiar o design. Mas se nunca o usar para bater um prego, ele não passa de decoração. Cortella insiste: propósito não é mantra, é ferramenta.

Ele bate forte na ideia de que "paciência na turbulência, sabedoria na travessia" não é frase de para-choque de caminhão. É postura prática para quem percebeu que a carreira não vai se ajeitar sozinha. O autor não promete felicidade, promete clareza. E clareza, às vezes, é desconfortável.

A lealdade também ganha um tratamento sem romantismo. Ser leal a si mesmo não significa pedir demissão amanhã. Significa parar de usar a empresa como desculpa para não se mexer. Cortella não tem paciência com autoengano e isso fica claro em cada "puxão de orelha".

A conversa do Cortella convence ou é só autoajuda de vitrine?

A escrita de Mario Sergio Cortella tem cheiro de café e som de cadeira arrastando. É fluida, oral, sem uma palavra fora do lugar. Ele não performa intelectual; ele age como um colega mais velho que já tropeçou em todas as pedras que você está vendo pela frente. O tom é de reunião informal depois do expediente, só que sem powerpoint.

A ressalva é que o livro morde mais do que pode mastigar em alguns capítulos. Vinte temas em 121 páginas significam que certas ideias são apresentadas, não desenvolvidas. É como se alguém apontasse o dedo para a montanha e dissesse "olha lá", mas não subisse com você. Leitores que esperam um mergulho filosófico mais demorado podem sentir que estão lendo um pout-pourri de reflexões em vez de um argumento contínuo.

Ainda assim, é um texto honesto. Não há tentativa de soar profundo usando palavras difíceis. O que há é a habilidade de traduzir um conceito pesado em uma frase que você repete para si mesmo no elevador.

Para quem serve (e para quem é melhor nem abrir)

  • Quem está num emprego que paga bem mas suga a alma: vai reconhecer o desconforto e talvez encontre a faísca que faltava para repensar a rota.
  • Quem acabou de assumir uma posição de liderança e está assustado: os capítulos sobre lealdade e valores funcionam como um bom checklist mental antes de decisões difíceis.
  • Quem busca um tratado acadêmico sobre filosofia do trabalho: não é o seu livro. Cortella conversa, não disserta, e a estrutura de capítulos curtos não sustenta uma tese robusta.

Veredito: o livro entrega a reflexão que promete?

Vale a leitura se você precisa de um chacoalhão curto e direto sobre o rumo da sua carreira, mas vá sabendo que o livro não é um mapa, é um alerta. Por que Fazemos o que Fazemos? funciona como aquele amigo que te pergunta "cê tá feliz?" na hora do almoço e te estraga a tarde inteira.

Cortella abre a porta da sala escura e acende a luz. O que você faz com a bagunça que enxergar é problema seu. E talvez seja exatamente esse o ponto.

Comece a ler agora: Adquira já o seu livro PDF na Amazon, Magazine ou Shopee.

Nossa Avaliação

4.0/5

Escrita
4.5/5
Ritmo
4.5/5
Originalidade
3.0/5
Recepcao
4.0/5

A prosa do Cortella é o grande trunfo: conversa fiada de alta qualidade que torna a leitura rápida e envolvente. O ritmo é ditado por capítulos curtos que nunca perdem o fôlego. A originalidade é contida, já que o terreno do propósito profissional é bem pisado, mas o autor o aborda sem autoajuda barata, o que já é um diferencial. A recepção do público reflete isso: muita gente se viu nas páginas, mesmo sem concordar com tudo.


Como avaliamos os livros?
COMPRE COM SEGURANÇA

Adquira agora o seu livro "Por que Fazemos o que Fazemos?" mais barato nos links seguros abaixo. Você ajuda nosso site (podemos receber uma comissão pela sua compra) e não paga a mais por isso!

Perguntas frequentes

O que Cortella defende em Por que Fazemos o que Fazemos?

Ele defende que o trabalho não pode ser só um meio de pagar boletos. Precisa ter um propósito que você entende e persegue, senão vira só um desgaste diário e a vida pessoal vai junto no arrasto.

Qual o estilo de escrita do Cortella neste livro?

É uma conversa direta, sem jargão acadêmico. O texto parece uma fala de palestra transcrita, com frases curtas, "puxões de orelha" e exemplos do dia a dia. Nada de teoria difícil.

Quantas páginas tem e é uma leitura rápida?

São 121 páginas divididas em 20 capítulos. A estrutura é bem enxuta, então é um livro que a maioria das pessoas lê em um ou dois dias, sem dificuldade.

É um livro de autoajuda ou de filosofia?

As duas coisas. Ele está na prateleira de autoajuda, mas a base do raciocínio é filosófica. Não tem receita de bolo, tem provocação para você pensar.

O livro fala sobre equilíbrio entre trabalho e vida pessoal?

Sim, é um dos temas centrais. Cortella questiona a ideia de que sucesso profissional exige que você abandone o resto da vida. Ele chama isso de troca injusta.

Livro PDF "Por que Fazemos o que Fazemos?"

Quer ler a obra completa? Use um dos links abaixo para obter o seu exemplar. Diga não à pirataria e apoie a literatura!

Compartilhar

DISCLAIMER: Para a escrita deste post, consultamos algumas fontes externas [1][2][3][4][5]. Este site não é afiliado nem se responsabiliza pelas informações de terceiros.

Livros Relacionados

Atualizado em 22/08/2026

voltar ao topo