Rabiscos de Florentia
Rabiscos de Florentia, de Maidy Lacerda, é um diário infantojuvenil que acompanha a princesa Amora Maria Florentina, uma garota desastrada e sem poderes que precisa esconder a identidade real na escola. O livro desconstrói o estereótipo da princesa perfeita com humor e linguagem acessível, indicado para quem busca uma leitura leve e divertida.
por Maidy Lacerda
Sinopse
Sinopse da editora
Princesas são sempre graciosas, né? Mas a princesa Amora Maria Florentina de Florentia não. Na verdade, ninguém pode saber que ela é uma princesa e tem que fingir que é apenas a Florentina: a menina desastrada da escola que ninguém gosta! E, para piorar, ela é um poço de derrotas. Basta sair da cama que os desastres começam a acontecer. Filha da fada mais poderosa, mas sem poderes, tem uma irmã nada boazinha e um arquiinimigo supermalvado... As coisas não são nadinha fáceis. Este diário estar em suas mãos é mais uma coisa para a longa lista de derrotas da Amora e não a deixaria nada feliz. Mas já que ele está com você agora se prepare para conhecer o reino de Florentia, a vida desastrada de Amora e se apaixonar por tudo que ela ama. Uma certeza que você pode ter é: nada vai acabar bem!
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Resenha: vale a pena ler Rabiscos de Florentia, de Maidy Lacerda?
Quando a gente pega um livro com "princesa" na premissa e formato de diário, espera graciosidade, vestidos enormes e um final em que tudo se resolve num passe de varinha. Rabiscos de Florentia, de Maidy Lacerda, entra nesse terreno e faz o oposto: entrega uma protagonista que não consegue sair da cama sem derrubar algo, e avisa logo na sinopse que nada vai acabar bem. É um livro de princesa para quem já cansou de princesa.
Princesa sem coroa e sem sorte
A história é contada pelo diário de Amora Maria Florentina, herdeira do reino de Florentia que precisa fingir ser só "Florentina", a menina desastrada da escola que ninguém gosta. Ela é filha da fada mais poderosa do reino, mas não tem uma faísca de poder próprio. Tem uma irmã nada boazinha e um arqui-inimigo supermalvado. O diário cai na sua mão como mais um item na longa lista de derrotas da Amora, e a partir daí a gente acompanha o dia a dia dessa garota que parece ter nascido debaixo de uma escada.
O formato de diário cria uma intimidade imediata. Você não está observando a personagem de fora: está lendo algo que não era pra chegar até você. Isso dá um tom de confidência que segura a atenção desde a primeira página.
Desmontando o estereótipo da princesa perfeita
O centro do livro é a desconstrução da princesa como figura impecável. Amora não é graciosa, não é elegante, não tem poderes e não tem sorte. A autora se recusa a entregar a redenção fácil: a protagonista é um poço de derrotas e o livro assume isso com humor, não com drama.
A pressão de ser filha de uma fada poderosa e não herdar nada é um ponto interessante. Em outras histórias do gênero, a protagonista descobre um poder escondido e salva o dia. Aqui, a graça está justamente em ela não ter o que se espera dela e ainda assim seguir em frente. A irmã e o arqui-inimigo adicionam conflito, mas o peso real está na relação de Amora com as próprias limitações.
A obra também mexe com expectativas de forma irônica. A própria sinopse já avisa que nada vai acabar bem, e isso não é truque de marketing: é o tom da narrativa inteira.
O diário como espelho de uma pré-adolescente
Maidy Lacerda escreve com linguagem acessível e direta, sem rodeios. A voz da narradora soa como a de uma pré-adolescente de verdade: desorganizada, exagerada nas queixas, engraçada sem tentar ser. O humor nasce das situações embaraçosas, não de piadas ensaiadas, e isso funciona bem para a faixa etária.
A ressalva vai para a repetição. O esquema "acorda, desastre acontece, reclama no diário" se repete bastante nas primeiras páginas, e quem busca uma trama com desenvolvimento mais acelerado pode achar que a história patina antes de engatar. O ritmo melhora conforme as relações com a irmã e o arqui-inimigo ganham corpo, mas a primeira parte pede paciência.
Para quem serve e quem deve pular
Serve para o público infantojuvenil que gosta de histórias com humor e protagonistas imperfeitos. É uma boa porta de entrada para quem busca livros de fantasia infantojuvenil com tom de comédia, especialmente para leitores que se identificam mais com personagens que erram do que com heróis impecáveis. Quem curte o estilo de O Caderno de Maldades do Scorpio, da mesma autora, vai reconhecer a voz narrativa.
Não serve para leitores de fantasia densa, com construção de mundo complexa e reviravoltas grandiosas. Se a ideia é um arco de heroína que descobre poderes e salva o reino, esse livro vai frustrar. A premissa é simples e a narrativa não tem pretensão de ir além do entretenimento leve.
Vale a pena ler Rabiscos de Florentia?
Vale a pena se você quer rir com uma protagonista que tropeça na própria sombra e não por milagre se levanta. Rabiscos de Florentia cumpre o que propõe: desconstruir a princesa perfeita com humor e sem prometer redenção. A leitura não vai mudar sua vida, mas vai te fazer passar umas horas boas na companhia de uma garota que transforma cada derrota em motivo de riso. Para quem cansou do modelo de princesa que tudo resolve, Rabiscos de Florentia, de Maidy Lacerda, é um respiro bem-vindo.
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Nossa Avaliação
3.4/5
O formato de diário cria intimidade imediata e a voz da protagonista soa autêntica para a faixa etária. A desconstrução da princesa perfeita é o ponto mais interessante, ainda que a premissa de protagonista desastrada não seja novidade no gênero. A repetição do esquema desastre-reclamação nas primeiras páginas pede paciência antes de a trama engatar de verdade.
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Perguntas frequentes
Do que fala o livro Rabiscos de Florentia?
Rabiscos de Florentia, de Maidy Lacerda, conta a história da princesa Amora Maria Florentina, que precisa esconder sua identidade real e lidar com desventuras na escola, tudo narrado em formato de diário por uma protagonista desastrada e sem poderes.
Quantas páginas tem Rabiscos de Florentia?
O livro Rabiscos de Florentia tem 321 páginas, publicadas pela editora tatu-bola.
Rabiscos de Florentia é para qual idade?
Rabiscos de Florentia é indicado para o público infantojuvenil, especialmente para leitores que gostam de histórias com humor e protagonistas imperfeitos.
Qual o estilo de escrita de Maidy Lacerda em Rabiscos de Florentia?
Maidy Lacerda usa uma escrita leve e acessível, em formato de diário, com linguagem direta e humor que nasce das situações embaraçosas da protagonista, ideal para o público infantojuvenil.
Rabiscos de Florentia tem continuação?
Maidy Lacerda também é autora de O Caderno de Maldades do Scorpio, que compartilha o mesmo universo narrativo, mas não há confirmação de continuação direta de Rabiscos de Florentia.
Livro PDF "Rabiscos de Florentia"
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Atualizado em 17/08/2026