A Arte de Ser

A Arte de Ser

**A Arte de Ser**, de Erich Fromm, é um livro de psicologia e filosofia humanista publicado postumamente pela Paidós. Com 197 páginas, a obra funciona como legado intelectual do autor e propõe um retorno à essência humana por meio de práticas como meditação, autoanálise e desapego das posses. Fromm desafia os valores de uma sociedade consumista e convida o leitor a substituir o acúmulo de bens pela busca de autenticidade.

por Erich Fromm

4.0/5
Editora: Paidós
Páginas: 197

Sinopse

Sinopse da editora

Qual é o significado da vida para o ser humano? Aprenda a arte de ser com Erich Fromm, um dos mais renomados filósofos humanistas do mundo! Escrito em seus últimos anos de vida e finalizado postumamente, A arte de ser tornou-se uma espécie de legado deixado por Erich Fromm, que, com sua escrita instigante e profundidade características, propôs um retorno à essência humana, explorando práticas como a meditação, a autoanálise, o cultivo da concentração e o desapego das posses que nos aprisionam.

Para o renomado sociólogo e filósofo alemão, viver plenamente exige esforço, autoconsciência e, especialmente, a coragem de falhar e seguir adiante. Ao rejeitar soluções rápidas e superficiais, o autor desafia o leitor a questionar os valores de uma sociedade consumista que reduz a existência ao acúmulo de bens e status. Neste livro, Fromm oferece ao leitor reflexões práticas e filosóficas sobre como superar os desafios modernos e reencontrar o propósito de vida, estendendo um convite para transcender o ter e abraçar o ser, em uma travessia que ressoa com os anseios de quem busca viver com autenticidade.

Trata-se de uma jornada em direção ao autoconhecimento, à empatia e à criatividade – recursos internos que nos conectam com nossa humanidade mais profunda –, guiada pela sabedoria de um autor que continua inspirando gerações a construir uma vida de valores e laços verdadeiros.
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Resenha: vale a pena ler A Arte de Ser, de Erich Fromm?

Você troca de celular a cada dois anos como quem troca de camisa, acumula aplicativos que não usa e sente um vazio estranho no fim do domingo. Erich Fromm já tinha diagnosticado esse mal-estar décadas antes da Apple existir. Em A Arte de Ser, publicado postumamente pela Paidós, o psicanalista e filósofo alemão retoma a pergunta que atravessa toda a sua obra: como viver sem reduzir a existência a uma planilha de bens e status?

O livro tem 197 páginas e chega como herança intelectual de um autor que passou a vida investigando a tensão entre ter e ser. Não é manual, não é autoajuda, não é tese acadêmica. É uma conversa longa e honesta sobre o que sobra quando a gente para de correr atrás de coisa.

Entre o ter e o ser: o que o livro propõe na prática

Fromm organiza o argumento em camadas. Primeiro, ele aponta o problema: a sociedade moderna ensina a medir a vida pelo que se acumula, não pelo que se vive. Depois, ele sugere caminhos para sair dessa engrenagem, e aqui entra o miolo concreto da obra. Meditação, autoanálise, cultivo da concentração, desapego das posses que aprisionam. Nada de mística vazia: o autor trata essas práticas como ferramentas de reconexão com a própria humanidade.

A ideia de que viver plenamente exige esforço e coragem de falhar atravessa o texto de ponta a ponta. Fromm recusa atalho. Ele também não doura a realidade: ser autêntico tem custo, e esse custo inclui aceitar o erro como parte do processo, não como fracasso definitivo.

Crítica ao consumo sem sermão de palco

O tema mais visível do livro é a distinção entre ter e ser, mas Fromm foge do moralismo de palestra motivacional. Ele não aponta o dedo e diz "você compra demais". Em vez disso, mostra como a lógica do acúmulo corrói por dentro a capacidade de sentir empatia, de criar, de se conhecer. O consumo não é vilão de fábula, é sintoma de uma existência que perdeu o contato com o que importa.

A obra também resgata a criatividade e a empatia como recursos internos, não como habilidades que se compram em curso de fim de semana. Fromm escreve como quem sabe que a mudança é lenta e desconfortável, e isso dá peso real ao texto. Ele não promete felicidade pronta, e essa honestidade é o que separa A Arte de Ser de tanta prateleira de desenvolvimento pessoal.

A escrita de Fromm: clara, mas sem mapa de rota

A prosa é acessível, sem jargão acadêmico, e flui como diálogo tranquilo. Fromm prioriza a reflexão guiada em vez de impressionar com construção erudita, e a escolha funciona porque o livro quer tocar o leitor comum, não apenas especialista em psicanálise.

A ressalva vem aqui: o livro não entrega uma planta de casa, entrega uma bússola. Quem procura método passo a passo, exercício fechado, protocolo de trinta dias vai sentir falta de concreto. Fromm oferece mais perguntas do que respostas prontas, e a responsabilidade de converter a ideia em rotina fica toda com você. A leitura é curta, mas exige trabalho depois que o livro fecha.

Para quem essa leitura funciona

  • Quem sente o peso de uma vida orientada por posse e reconhecimento externo e quer refletir sem cair em autoajuda vazia.
  • Estudantes de psicologia, educadores e quem já leu Ter ou Ser e quer acompanhar o amadurecimento tardio do mesmo autor.
  • Quem espera rigor científico com dados empíricos recentes ou receita prática de aplicação imediata: a abordagem é filosófica e experiencial, e isso pode soar vago para o público de ciência aplicada.

Veredito: vale a pena?

Sim, vale a pena, mas só se você estiver disposto a pensar em vez de seguir receita. A Arte de Ser funciona como legado de um pensador que não promete atalho e não manipula emoção. Se você busca uma conversa séria sobre como viver com autenticidade em tempos de acumulação compulsiva, Fromm vai te acompanhar bem nessas 197 páginas. Se espera passo a passo pra mudar a vida em um mês, pule fora.

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Nossa Avaliação

4.0/5

Escrita
4.5/5
Originalidade
3.5/5
Recepcao
4.0/5
Ritmo
4.0/5

Fromm sustenta prosa clara e diálogo fluido, mas a baixa originalidade em relação a obras anteriores e a ausência de método prático limitam o impacto imediato. A recepção confirma a profundidade reflexiva, ainda que não agrade quem busca rigor científico ou receita fechada.


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Perguntas frequentes

Sobre o que é o livro A Arte de Ser do Erich Fromm?

É um legado de reflexões dos últimos anos de Fromm sobre repensar o sentido da existência fora da lógica do consumo e do status, com práticas como meditação, autoanálise e desapego.

Quantas páginas tem A Arte de Ser?

O livro tem 197 páginas e está classificado na categoria de psicologia pela editora Paidós.

A Arte de Ser faz parte de alguma série?

Não faz parte de série oficial e é um livro independente, embora dialogue com obras anteriores como Ter ou Ser.

A Arte de Ser é indicado para leitores iniciantes?

É indicado para quem busca sentido prático no cotidiano e leitores comuns, mas não para quem espera rigor científico ou receitas passo a passo.

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Atualizado em 20/08/2026

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