Ansiedade
Ansiedade, de Augusto Cury, mistura ficção e autoajuda para tratar da ansiedade na era digital. Através da história dos gêmeos Cacá e Carol, que viajam para a Floresta Viva, o autor apresenta técnicas como o DCD para controlar pensamentos acelerados.
por Augusto Cury
Sinopse
Sinopse da editora
Os gêmeos Cacá e Carol são como quase todos da sua idade: não gostam muito de estudar, vivem brigando e não tiram os olhos do celular. É post em uma rede social, foto em outra; os dois chegam até mesmo a trocar mensagens instantâneas quando estão lado a lado, em vez de dialogar. Mas a vida dos irmãos começa a mudar quando recebem um chamado da natureza. Durante a aula de biologia, um dos sapos que seria dissecado pela turma de Cacá consegue fugir e dá um recado espantoso para o garoto: "Você é um escolhido". Dias depois, Carol passa por experiência parecida ao ouvir um grilo. Preocupados com possíveis problemas de comportamento das crianças, seus pais chamam o avô para uma visita à família. Psiquiatra sempre ocupado, Marco Polo não costuma ter muito tempo para os netos, mas, ao se deparar com os dois fissurados em tecnologia e após ouvir os relatos sobre os animais falantes, resolve que é hora de passar mais tempo com eles e lhes revelar um grande segredo: ele também é um escolhido e tem até um vídeo para provar que realmente se encontrou com um animal falante. Marco Polo acha que as crianças precisam sair do mundo virtual e descobrir seu verdadeiro lugar no mundo, e, para isso, as convida a visitar a perigosa e encantada Floresta Viva, que fica no coração da Floresta Amazônica. Durante a viagem, as crianças aprenderão não apenas a importância da natureza, mas também a controlar seus impulsos, encarar seus medos e aquietar a mente. Tudo isso com a ajuda da Turma da Floresta Viva, um grupo de animais muito divertidos e inteligentes.
Resenha: vale a pena ler Ansiedade, de Augusto Cury?
Até que ponto o seu celular está no controle da sua vida, e não o contrário? Essa pergunta incômoda é o ponto de partida de Ansiedade, de Augusto Cury, que usa uma história infantojuvenil para cutucar adultos e jovens sobre o ritmo alucinado da era digital. A resposta não vem em forma de sermão, mas sim de uma aventura na Amazônia com direito a sapo falante, avô psiquiatra e uma turma de animais que mais parece um grupo de terapia ao ar livre.
Uma fábula digital sobre dois irmãos e um sapo falante
Os gêmeos Cacá e Carol são o retrato da geração que troca mensagens mesmo estando lado a lado. A rotina de notificações e posts só é interrompida quando um sapo que escapou da dissecação na aula de biologia resolve dar um recado: “Você é um escolhido”. Dias depois, um grilo repete a dose com a irmã. Preocupados, os pais chamam o avô Marco Polo, um psiquiatra que, apesar da agenda lotada, decide revelar um segredo: ele também já ouviu animais falantes e tem até um vídeo para provar.
A partir daí, o avô convence os netos a embarcar para a Floresta Viva, no coração da Amazônia, onde o sinal de celular não chega e a única notificação é o canto dos pássaros. A viagem funciona como uma desintoxicação digital forçada: sem telas, os irmãos precisam encarar provas que testam paciência, coragem e a habilidade de aquietar a mente, sempre com a ajuda da Turma da Floresta Viva, um grupo de animais que dá lições sem parecer lição.
O que a Floresta Viva ensina sobre a sua mente acelerada
O livro não esconde o recado: a ansiedade muitas vezes é filha do excesso de informação e da incapacidade de parar. Na prática, cada desafio na floresta ilustra uma técnica de controle emocional. A principal delas é o método DCD, duvidar, criticar e decidir, que funciona como um antivírus mental: você identifica o pensamento nocivo, questiona sua veracidade e toma uma decisão antes que ele se espalhe.
Outro ponto forte é o resgate do diálogo familiar. O avô Marco Polo não chega com um PowerPoint sobre saúde mental; ele simplesmente está presente, compartilha sua própria experiência e mostra que falar sobre o que se sente é tão importante quanto respirar fundo. A história também cutuca a relação com a natureza, lembrando que, às vezes, a melhor terapia é ouvir o silêncio da mata em vez do zumbido do WhatsApp.
O método DCD e a linguagem que tenta traduzir a psiquiatria para crianças
Augusto Cury aposta em uma prosa coloquial, com diálogos rápidos e um humor que não força a barra. A mistura de ficção e autoajuda é pensada para quem torce o nariz para manuais técnicos: em vez de capítulos sobre neurotransmissores, você acompanha os gêmeos e, no meio da aventura, absorve técnicas como o DCD.
O ponto fraco é a originalidade. A estrutura de “crianças escolhidas”, animais falantes e um mentor sábio é um clichê da literatura infantojuvenil, e o leitor adulto pode sentir que está assistindo a um desenho animado com moral no final. Para quem já leu livros mais densos sobre ansiedade, a narrativa pode parecer infantilizada demais. Mas, para o público certo, essa leveza é justamente o trunfo: a lição entra sem que você perceba.
Para quem serve (e para quem é melhor passar reto)
- Jovens a partir de 10 anos que estão começando a sentir o peso da ansiedade digital: a história oferece um vocabulário simples e exemplos concretos para nomear o que sentem, sem o peso de um consultório.
- Adultos que buscam uma leitura rápida e leve para refletir sobre o próprio ritmo: o livro funciona como um respiro, uma pausa na correria, com técnicas que podem ser aplicadas no dia a dia.
- Quem já leu obras mais aprofundadas sobre psicologia ou prefere abordagem estritamente técnica: a fábula pode soar superficial e a lição, previsível. Se a ideia de aprender com um grilo falante te faz revirar os olhos, é melhor procurar outro caminho.
E depois? A série continua
Ansiedade é o primeiro volume de uma série. O segundo, Ansiedade 2: Autocontrole, aprofunda as técnicas de gerenciamento da mente. Para quem embarcar na jornada, a ordem é começar por aqui.
Veredito: a leitura compensa, mas só se você…
Vale a pena ler Ansiedade, de Augusto Cury, se você busca uma porta de entrada lúdica para o controle da ansiedade. Se você está cansado de manuais e quer uma história que planta algumas sementes, a viagem à Floresta Viva pode valer cada página. Mas se a sua estante já tem títulos mais densos e você não tem paciência para fábulas, talvez seja melhor procurar outra trilha. No fim, o livro entrega o que promete: uma introdução acessível e bem-humorada ao autocuidado mental, desde que você aceite o convite de voltar a ser criança por 160 páginas.
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Nossa Avaliação
3.4/5
A prosa acessível e o ritmo ágil tornam a leitura fluida, mas a premissa de animais falantes e o tom infantojuvenil limitam a originalidade e podem afastar leitores acostumados a abordagens mais densas.
Como avaliamos os livros?
Perguntas frequentes
Sobre o que é o livro Ansiedade, de Augusto Cury?
É uma história que mistura ficção e autoajuda para tratar da ansiedade na era digital. Acompanha os gêmeos Cacá e Carol, que ouvem animais falantes e viajam para a Floresta Viva, onde aprendem técnicas como o DCD para controlar pensamentos acelerados.
Quantas páginas tem o livro Ansiedade?
O livro tem 160 páginas.
O livro Ansiedade faz parte de uma série?
Sim, é o primeiro volume. O segundo é Ansiedade 2: Autocontrole.
Para quem é indicado o livro Ansiedade?
É indicado para jovens a partir de 10 anos e adultos que querem uma primeira abordagem sobre ansiedade de forma leve, mas não substitui acompanhamento profissional em casos mais sérios.
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Atualizado em 22/08/2026