A Esperança a Gente Planta
A Esperança a Gente Planta, de Alexandre Coimbra, é um livro de psicologia que reconceitua a esperança como prática coletiva e material, e não como mero sentimento passivo. A obra mistura histórias pessoais, referências de pensadores como Ailton Krenak e Paulo Freire, e propostas de ação concretas para cultivar mudança em conjunto.
Sinopse
Sinopse da editora
Um livro que descontrói a Esperança como a conhecemos e a apresenta não mais como um sentimento, mas uma prática coletiva. Na vida, somos ensinados que Esperança é coisa abstrata, um sentimento praticado passivamente, verdadeiro ato de fé. Mas e se na verdade ela fosse material, palpável, algo que pudéssemos cultivar todos os dias, com gestos concretos e coletivos? É isto que defende Alexandre Coimbra Amaral em seu mais novo livro: a Esperança como atitude, como conversa e andança, construída no movimento e a muitas mãos. Com a sensibilidade que marca sua prática como psicólogo e escritor, o autor nos guia por histórias pessoais, por estudos, práticas e contemplações, tornando acessíveis grandes pensadores como Ailton Krenak, Paulo Freire e Milton Nascimento, convertendo suas ideias em conversas íntimas e acolhedoras. Mais do que apresentar conceitos teóricos, o autor humaniza suas reflexões e aproxima o leitor de novas formas de ver a Esperança, transformandoa, pouco a pouco, em algo tangível e que podemos plantar, cultivar, ver crescer e colher. A Esperança a gente planta é um lembrete de que a caminhada não precisa ser solitária, pois a vida é feita de passos, encontros e histórias; aqui, o esperançar é uma semente plantada em conjunto, uma ação que nos impulsiona à vida e ao movimento constante.
Resenha: vale a pena ler A Esperança a Gente Planta, de Alexandre Coimbra?
Quando um psicólogo branco convida um terapeuta indígena para escrever o posfácio de seu livro, a mensagem é clara: a esperança não é monopólio da academia. A Esperança a Gente Planta, de Alexandre Coimbra, nasce desse gesto, e de uma prática clínica que se recusa a tratar o afeto como abstração. O livro não é um manual de autoajuda, mas um convite para sujar as mãos de terra e cultivar esperança junto com os outros.
Do sentimento à ação: a tese central do livro
Coimbra parte de uma provocação simples: e se a esperança não for um sentimento que a gente espera, mas uma ação que a gente planta? A obra desmonta a ideia de que esperança é fé passiva e a reconstrói como prática coletiva. Ela não cai do céu; é uma horta comunitária que precisa de rega, sol e mãos sujas de terra. Cada capítulo funciona como um canteiro onde o autor deposita histórias pessoais, reflexões e conversas com pensadores, tudo regado por um tom de quem fala olhando nos olhos.
Ailton Krenak, Paulo Freire e Milton Nascimento: conversas íntimas, não aulas
O livro não exige que você chegue com repertório pronto. Grandes nomes como Ailton Krenak, Paulo Freire e Milton Nascimento aparecem como companheiros de prosa, não como citações distantes. Coimbra traduz ideias complexas em diálogos que lembram uma conversa na cozinha, com café passado e bolo no forno. É nesse ambiente que a teoria ganha corpo: o esperançar freiriano, a escuta indígena de Krenak e a poesia de Milton se entrelaçam sem nunca soar como palestra. Quem já leu obras de psicologia popular vai notar a diferença: aqui não há fórmulas prontas, só um modo de pensar junto.
Conversa de cozinha, não palestra: o estilo de Alexandre Coimbra
Coimbra escreve como quem tira o sapato antes de entrar, não como quem sobe ao púlpito. A linguagem é afetiva e sem jargão, o que torna a leitura fluida mesmo quando os temas são densos. Essa escolha tem um preço: leitores que buscam rigor conceitual ou um debate mais ancorado na filosofia vão sentir falta de arestas teóricas. Mas o propósito do livro nunca foi esse. Ele quer acolher, não provar. O posfácio de Ubiraci Pataxó, terapeuta comunitário e aprendiz de pajé, funciona como uma ponte de madeira entre a psicologia ocidental e a sabedoria indígena, sem pedágio acadêmico, só passagem.
Para quem serve (e para quem não serve) este livro
O livro é para quem trabalha com gente, educadores, terapeutas, agentes comunitários, e para qualquer um que desconfia de discursos motivacionais prontos. Também serve a quem procura livros de psicologia sobre esperança que fujam do clichê do pensamento positivo. Não é para quem busca um tratado filosófico com referências bibliográficas exaustivas ou uma receita de felicidade instantânea. Se você quer um mapa, aqui tem apenas bússola e companhia. Quem já leu A Arte de Amar, de Christian Dunker, vai reconhecer um parentesco: ambos transformam a psicanálise em conversa, mas Coimbra está mais interessado no fazer coletivo do que no laço amoroso.
Veredito: vale a pena plantar essa esperança?
Vale a pena ler, principalmente se você está cansado de autoajuda que promete transformação em três passos. O livro acerta ao recusar a esperança como conceito vago e ao apostar no fazer conjunto. O ponto mais frágil é a baixa pressão analítica, que pode soar repetitiva em alguns trechos. Ainda assim, a obra cumpre o que anuncia: torna a esperança algo que a gente planta, e não apenas algo que a gente espera. E o gesto de dar a palavra final a Ubiraci Pataxó não é só simbólico, é a prova de que a colheita, aqui, é de todo mundo.
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Nossa Avaliação
3.9/5
A escrita fluida e afetiva torna a leitura leve, mas a diluição de conceitos teóricos deixa a desejar para quem busca profundidade. Ainda assim, o recado é potente e a recepção calorosa confirma que o livro toca onde precisa.
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Perguntas frequentes
Sobre o que é A Esperança a Gente Planta?
É um livro de psicologia de Alexandre Coimbra que trata a esperança como prática coletiva e ação cotidiana, não como fé passiva. A obra mistura histórias pessoais com estudos e conversas com pensadores como Ailton Krenak e Paulo Freire.
Esse livro faz parte de alguma série?
Não, é uma obra independente e não pertence a nenhuma série ou saga literária.
O livro é voltado para iniciantes ou leigos?
Sim, a escrita sensível e pouco academicista foi feita para acolher quem não tem vocabulário técnico e busca reorganizar a esperança fora do clichê motivacional.
Quem escreveu o prefácio e o posfácio?
O prefácio é da jornalista Tati Fávaro e o posfácio é de Ubiraci Pataxó, terapeuta comunitário e aprendiz de pajé.
Livro PDF "A Esperança a Gente Planta"
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Atualizado em 09/08/2026