A Bruxa Não Vai para a Fogueira Neste Livro

A Bruxa Não Vai para a Fogueira Neste Livro

A Bruxa Não Vai para a Fogueira Neste Livro, de Amanda Lovelace, é o segundo volume da trilogia Women Are Some Kind of Magic, publicado pela LEYA com 221 páginas de poesia contemporânea. A obra resgata a figura da bruxa como símbolo de poder feminino e convoca a união das mulheres contra violência e opressão, com linguagem direta e temática de rede social. A simplicidade dos versos funciona como ferramenta de denúncia, ainda que limite a densidade poética.

por Amanda Lovelace

3.4/5
Editora: LEYA
Páginas: 221

Sinopse

Sinopse da editora

Aqueles que consideram "bruxa" um xingamento não poderiam estar mais enganados: bruxas são mulheres capazes de incendiar o mundo ao seu redor. Resgatando essa imagem ancestral da figura feminina naturalmente poderosa, independente e, agora, indestrutível, Amanda Lovelace aprofunda a combinação de contundência e lirismo que arrebatou leitores e marcou sua obra de estreia, A princesa salva a si mesma neste livro, cujos poemas se dedicavam principalmente a temas como relacionamentos abusivos, crescimento pessoal e autoestima. Agora, em A bruxa não vai para a fogueira neste livro, ela conclama a união das mulheres contra as mais variadas formas de violência e opressão. Ao lado de Rupi Kaur, de Outros jeitos de usar a boca e O que o sol faz com as flores, Amanda é hoje um dos grandes nomes da nova poesia que surgiu nas redes sociais e, com linguagem direta e temática contemporânea, ganhou as ruas. Seu A bruxa não vai para a fogueira neste livro é mais do que uma obra escrita por uma mulher, sobre mulheres e para mulheres: trata-se de uma mensagem de ser humano para ser humano – um tijolo na construção de um mundo mais justo e igualitário.


A Bruxa Não Vai para a Fogueira Neste Livro: o manifesto que transforma a bruxa em símbolo de poder

A bruxa não queima: ela carrega a tocha. Essa é a tese de Amanda Lovelace neste segundo volume da trilogia Women Are Some Kind of Magic. A autora não está aqui para agradar com lirismo delicado. Ela quer incendiar o debate sobre violência e opressão feminina, usando a figura da bruxa como isca. Na contracultura, a bruxa sempre foi a mulher que não se curva, que é queimada por ser diferente.

Aqui, o fogo é dela: A Bruxa Não Vai para a Fogueira Neste Livro, ela própria vira a tocha. O livro já chega com o peso de um prêmio Goodreads Choice Awards, mas não se engane: não é poesia para ler no escuro com vela e silêncio. É para ler com raiva, e de preferência em voz alta, num grupo de amigas que também estão cansadas.

Como o livro se organiza: versos curtos e repetição como mantra

Os poemas são curtos, diretos, como um post de rede social que você lê e já compartilha. Em A Bruxa Não Vai para a Fogueira Neste Livro, Lovelace organiza tudo em blocos temáticos: o corpo, a violência, a irmandade, a raiva. Não há narrativa linear; a cada página a autora repete a mesma ideia central: a mulher é uma bruxa indestrutível.

Essa repetição pode soar como reforço se você precisa ouvir, ou como tédio se você espera surpresa. É como uma playlist de uma só música em versões diferentes: a base é a mesma, muda o arranjo. Para quem está no clima, funciona como mantra. Se você busca variação, cansa.

Fogo, raiva e irmandade: os temas que dominam a obra

O tema central de A Bruxa Não Vai para a Fogueira Neste Livro é o empoderamento feminino pela via da raiva. Lovelace não pede desculpas por estar com raiva; ela transforma o ressentimento em grito. A união entre mulheres é a saída, e a bruxa é o símbolo dessa força coletiva.

Mas a obra também fala de abuso, estupro, distúrbios alimentares, transfobia. É pesado. Os avisos de conteúdo no início não são enfeite: o livro pode ser um gatilho para quem passou por situações parecidas. A poesia aqui é mais denúncia do que consolo, e isso é um trunfo se você busca representação, mas um obstáculo se você quer leveza. É como um protesto de rua: necessário, mas você precisa estar preparado para o barulho.

Simplicidade de rede social: trunfo ou limite?

A escrita é simples, sem metáforas rebuscadas. Lovelace escreve como se estivesse mandando um direct para uma amiga: "você é uma bruxa, não se esqueça." Isso aproxima o leitor e dá urgência à mensagem. Mas é também onde o livro tropeça: falta variedade de tom. Os versos seguem o mesmo padrão, e a poesia perde em densidade o que ganha em impacto imediato.

É como uma foto no Instagram: forte na primeira olhada, mas que você passa rápido. Para leitores que valorizam construção poética, pode frustrar. A autora parece ter trocado a complexidade pela acessibilidade, o que é uma escolha consciente, mas que limita o alcance literário.

Para quem serve e para quem não serve: o público certo

A leitura é para você, se precisa de um grito de guerra, se está cansado de poesia que só fala de amor e quer ouvir sobre raiva e resistência. Funciona bem como material de partida para debates em grupos de leitura ou rodas feministas. Se você gostou de A Alegria Espera por Você, de Upile Chisala, este livro é o passo seguinte na mesma linhagem de poesia feminina, mas com muito mais fúria.

Por outro lado, não serve se você busca poesia mais elaborada ou se prefere evitar temas pesados. Os poemas são repetitivos e o tom de manifesto nunca se desliga. Se você gosta de poesia de contemplação, esse livro não é para você. É como ir a um protesto: você sai energizado, mas não espera um concerto sinfônico.

Veredito: o que a leitura deixa na mão

A Bruxa Não Vai para a Fogueira Neste Livro vale a leitura para quem busca poesia como ferramenta de denúncia, desde que aceite o tom uniforme e a repetição. O livro é curto (221 páginas de poemas curtos) e se lê rápido, mas a densidade emocional pede pausas. O que fica é a sensação de ter participado de um ato coletivo: a bruxa não queimou, e você também não. O custo é a monotonia dos versos; o ganho é a certeza de que a raiva feminina tem voz e vez na literatura hoje.

Se você está disposto a trocar variedade poética por impacto político, a leitura compensa. Caso contrário, talvez seja melhor procurar outra fogueira.

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Nossa Avaliação

3.4/5

Escrita
2.5/5
Ritmo
3.0/5
Originalidade
3.5/5
Recepcao
4.5/5

Lovelace acerta no papel de manifesto e mobiliza leitores pela mensagem, mas a escrita simples e repetitiva limita o valor literário para quem busca poesia elaborada. A obra resgata a figura da bruxa como símbolo de poder feminino e convoca a união das mulheres contra violência e opressão, com linguagem direta e temática de rede social. A nota reflete o impacto na recepção sem ignorar as limitações de estilo.


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Perguntas frequentes

Sobre o que é o livro A Bruxa Não Vai para a Fogueira Neste Livro?

É poesia contemporânea de Amanda Lovelace que ressignifica a bruxa como mulher poderosa e fala de empoderamento feminino, raiva e resistência contra abuso e opressão. A escolha pela figura da bruxa é acertada porque devolve à mulher o controle da narrativa.

Quantas páginas tem A Bruxa Não Vai para a Fogueira Neste Livro?

São 221 páginas, publicadas pela LEYA. É uma leitura relativamente rápida graças aos poemas curtos, mas a densidade temática pede pausas para digerir os avisos de conteúdo.

A Bruxa Não Vai para a Fogueira Neste Livro faz parte de uma série?

Sim, é o segundo volume da trilogia Women Are Some Kind of Magic, sucedendo A princesa salva a si mesma neste livro. A leitura do primeiro volume ajuda a entender o percurso da autora, mas não é obrigatória para acompanhar este.

Tem filme ou série de A Bruxa Não Vai para a Fogueira Neste Livro?

Existe um audiolivro lançado em 2018. Não há adaptação para cinema ou televisão. O formato em áudio é uma boa alternativa para quem prefere ouvir a poesia em voz alta.

A Bruxa Não Vai para a Fogueira Neste Livro é indicado para iniciantes na leitura?

Funciona para quem acompanha poesia de internet e busca resistência feminina, mas não para quem quer evitar temas pesados como abuso e estupro. Os avisos de conteúdo existem por um motivo real, e ignorá-los pode tornar a leitura desconfortável.

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Atualizado em 20/08/2026

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