A Contadora
A Contadora, de Freida McFadden, é um thriller de ficção publicado pela Record que gira em torno do desaparecimento de uma contadora estranha e de um telefonema anônimo que arrasta uma colega para um jogo de gato e rato. A grande jogada está em contrapor versões conflitantes dos mesmos eventos, o que mantém a dúvida sobre a verdadeira vítima até as últimas páginas.
por Freida McFadden
Sinopse
Sinopse da editora
Da autora bestseller Freida McFadden, A contadora é um thriller instigante e assombrado por segredos do passado que levanta a pergunta: você realmente conhece a pessoa que trabalha do seu lado? Dawn Schiff é uma pessoa estranha. Ou ao menos é o que pensam todos os funcionários da Vixed, a empresa de suplementos alimentares onde Dawn trabalha como contadora. Ela não consegue entender ironia, parece nunca saber a coisa certa a dizer, não tem nenhum amigo e seu dia é perfeitamente cronometrado - ela se senta à mesa às 8h45, vai ao banheiro às 10h15, almoça às 11h45, vai uma segunda vez ao banheiro às 14h30 e encerra o dia às 17h. Por isso, quando Dawn não aparece no escritório certa manhã, sua colega de trabalho Natalie Farrell, uma mulher linda e carismática, a melhor vendedora da Vixed por cinco anos consecutivos, fica surpresa. E essa surpresa se transforma em horror depois que ela atende uma ligação anônima e perturbadora na mesa de Dawn... Isso muda tudo. Ao que parece, Dawn não era só uma pessoa esquisita e sem traquejo social: ela foi alvo de algo terrível causado por alguém próximo. E agora Natalie está irremediavelmente ligada à contadora quando se vê presa em um jogo de gato e rato que a leva a se perguntar: quem é a verdadeira vítima nessa história? Mas uma coisa é certa: alguém odiava Dawn Schiff. O suficiente para matála. A contadora é um thriller tenso e viciante da bestseller Freida McFadden, autora de A empregada , que explora a forma como segredos sombrios do passado podem ecoar no presente, com consequências fatais. “Não comece a ler um livro de Freida McFadden tarde da noite. Você não vai conseguir largálo!” - Natalie Barelli
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Resenha: vale a pena ler A Contadora, de Freida McFadden?
Todo thriller corporativo faz a mesma promessa: um escritório cheio de gente sorrindo por fora, se odiando por dentro. O que a gente não espera é que a mulher do cafezinho, a contadora esquisita que ninguém cumprimenta, seja o centro de uma teia tão boa. A Contadora, de Freida McFadden, pega a figura que você já viu no seu próprio trabalho e joga ela num buraco bem mais fundo.
A rotina que esconde a bomba
Dawn Schiff é o tipo de pessoa que ninguém nota até que suma. Ela chega pontualmente às 8h45, vai ao banheiro às 10h15, almoça às 11h45, e repete o script todo santo dia. Na empresa de suplementos Vixed, ela é tratada como a estranha que não pega ironia, não faz amigos e vive no próprio mundo. Até que, numa manhã, ela simplesmente não aparece. A colega Natalie Farrell, a vendedora estrela do escritório, recebe uma ligação anônima no ramal de Dawn que muda o jogo. A partir daí, a engrenagem que ninguém lubrifica vira a peça mais perigosa da sala.
A invisibilidade corporativa e o jogo de versões
O grande trunfo de McFadden é não ficar só no suspense de escritório. O livro cutuca um nervo real: como a gente descarta quem não se encaixa. Dawn não é perseguida porque é ameaçadora. Ela é invisível porque é esquisita. O livro pergunta, nas entrelinhas, se a empresa criou o monstro que agora odeia a contadora, ou se ele já estava lá. Os segredos do passado voltam para assombrar todo mundo, e a linha entre vítima e algoz fica tão borrada que você para de confiar até no seu próprio palpite.
Duas vozes, nenhuma confiável
A autora conta a história alternando entre a perspectiva de Natalie e a de Dawn. Cada uma dá uma versão diferente do que aconteceu, e a graça está em tentar adivinhar qual delas está mentindo. A prosa é enxuta, sem floreios, o que acelera a leitura como uma esteira de aeroporto: você não para de andar. Quem busca camadas psicológicas mais densas vai sentir falta, mas o livro não quer ser Tolstói. Ele quer que você desconfie de todo mundo até a última página, e consegue. A resolução chega de forma mais abrupta do que a tensão construída faria esperar, mas até isso parece um truque calculado: o choque bate e a porta fecha.
Para quem serve e para quem não serve
Se você gosta de thrillers que grudam na sua mão desde o primeiro parágrafo, principalmente os da própria Freida McFadden (como A Empregada e O Segredo da Empregada, títulos do mesmo estilo que já estão no nosso acervo), esse aqui cai como uma leitura de fim de dia que vai te roubar a noite de sono. Mas se você procura ficção com desenvolvimento interno demorado e reflexão que ecoa semanas, melhor pular para outro gênero. Aqui o negócio é ritmo, não contemplação.
O veredito: sim, mas com um pé atrás
Vale a pena, e tem um motivo bem específico: a alternância de narradores que faz o leitor suspeitar de todo mundo, inclusive de quem parece Mocinha. McFadden constrói o suspense a partir de pequenas manias e conversas truncadas, sem precisar de perseguição de carro ou tiroteio. O ritmo é viciante, a dúvida é constante, e o final, mesmo que meio abrupto, honra a confusão que o livro plantou. É aquele tipo de leitura que você termina num fôlego e já quer emprestar para alguém só para discutir quem estava certo.
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Nossa Avaliação
3.9/5
A Contadora entrega um thriller viciante e com ótima recepção, mas a prosa enxuta carece de profundidade psicológica, o que limita seu alcance dramático. A troca de perspectivas mantém o interesse, ainda que a originalidade seja moderada dentro do estilo da autora.
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Perguntas frequentes
Sobre o que é o livro A Contadora?
É um thriller sobre Dawn, uma contadora metódica e excluída, que desaparece do escritório. A colega Natalie recebe uma ligação anônima e entra num jogo de gato e rato que mistura passado sombrio e segredos corporativos.
Quantas páginas tem A Contadora?
308 páginas. A leitura é rápida, ideal para quem quer um suspense que prende logo e não exige fôlego longo.
A Contadora faz parte de uma série?
Não. É um livro independente, sem continuação. Quem leu outros títulos da autora, como a série 'A Empregada', vai reconhecer o estilo, mas não precisa de contexto.
Tem adaptação para filme ou série?
Não há registro de adaptação. A trama é enxuta e cinematográfica, então não seria surpresa se um dia aparecer, mas por enquanto a experiência é só na página.
A Contadora é bom para quem está começando em thrillers?
Sim, serve. O ritmo é ágil, a linguagem é simples e as reviravoltas são frequentes. Mas não espere densidade psicológica ou reflexão profunda: aqui a diversão é desconfiar de todo mundo e virar a página.
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Atualizado em 22/08/2026