A Morte de Ivan Ilitch
A Morte de Ivan Ilitch, de Lev Tolstói, é uma novela de 97 páginas que começa com a morte do protagonista e recua para mostrar a vida vazia de um burocrata russo, expondo a hipocrisia social e a angústia diante da finitude.
por Lev Tolstói
Sinopse
Sinopse da editora
Já na primeira página Ivan Ilitch morre, irremediavelmente. Os colegas de trabalho pensam que agora seu cargo estará vago, Praskóvia Fiódorovna pensa no valor da pensão que receberá, um amigo pensa em não demorar-se no velório para não perder o jogo de cartas da noite. Ivan Ilitch é um burocrata, funcionário público do sistema judiciário da Rússia tsarista. Ambicioso e calculista, suas ações têm sempre como objetivo ascender na sociedade. Casase com Praskóvia Fiódorovna, não apenas porque enamora-se dela, mas principalmente porque as pessoas da alta classe social consideram a escolha acertada. O casal tem cinco filhos, dos quais sobrevivem dois. A vida vai seguindo seu curso, com dificuldades, bajulações, com desentendimentos cada vez mais constantes do casal e, finalmente, promoções. Ivan Ilitch ferese na região dos rins num acidente bobo em sua casa nova, quando cai de uma escadinha ao mostrar ao tapeceiro como queria as cortinas. O ferimento começa a incomodar, os médicos não acham um diagnóstico. Ivan Ilich piora a cada dia. Angustiado, vislumbra a proximidade da morte. É tomado por intensas reflexões solitárias sobre os mecanismos que regem as relações humanas. Dáse que se sua morte é irremediável, sua vida também foi. Das novelas mais poderosas já escritas, em que um homem julga-se e à própria existência humana quando a vida esvai-se dele, A morte de Ivan Ilitch é um retrato profundo da alma humana por um dos maiores escritores de todos os tempos. Em nova tradução direta do russo de Cecília Rosas
A Morte de Ivan Ilitch e a vida que não valeu a pena
Você espera um livro sobre a morte que seja um mergulho na melancolia, certo? A Morte de Ivan Ilitch, de Lev Tolstói, começa com a morte do protagonista na primeira página, e em vez de luto, o que você encontra é uma reunião de colegas calculando quem vai ficar com o cargo vago, a esposa fazendo contas da pensão, um amigo preocupado em não perder o jogo de cartas da noite. Ivan Ilitch morre, mas ninguém chora. O que Tolstói faz é jogar um balde de água fria no sentimentalismo barato. A partir daí, ele recua no tempo para mostrar como aquele homem chegou ali: uma vida de aparências, ambição e tédio disfarçado de sucesso. O livro entrega exatamente o oposto do que a maioria espera: não é um drama lacrimoso, é uma autópsia da hipocrisia social.
Da queda à queda: a história se desenrola
A história volta aos dias de juventude de Ivan, um burocrata eficiente que sobe na carreira pública russa do século XIX. Ele se casa com Praskóvia Fiódorovna, não por amor arrebatador, mas porque a escolha é socialmente aprovada. O casamento desanda em brigas sobre dinheiro e futilidades. A vida segue: promoções, desentendimentos, filhos que não trazem alegria. Até que um dia, ao mostrar a um tapeceiro como queria as cortinas, Ivan cai de uma escadinha e machuca o flanco. O ferimento não sara. Os médicos desfilam diagnósticos vagos, e Ivan vai piorando. A narrativa se fecha em torno do quarto do doente, onde ele enfrenta sozinho a dor e a constatação de que sua vida foi um erro.
A hipocrisia das relações burguesas exposta por Tolstói
O grande tema do livro é a morte, claro, mas tratada como um espelho que reflete o vazio da existência. Ivan percebe que tudo o que fez foi para agradar os outros, seguir o script. Ele nunca perguntou se aquilo que desejava era realmente seu. Tolstói não faz rodeios: a vida burguesa, com suas regras e convenções, é uma armadilha. A hipocrisia das relações fica exposta quando a esposa e os colegas veem a doença de Ivan como um incômodo, não como uma tragédia. É uma crítica ácida que atravessa o tempo, você pode trocar a Rússia tsarista por um escritório corporativo moderno que a história se encaixa.
Tolstói escreve como quem corta carne
Lev Tolstói escreve como quem corta carne: seco, preciso, sem enfeites. As frases são curtas, as repetições são deliberadas, você sente a obsessão de Ivan com a própria dor. Não há floreios filosóficos, as ideias emergem dos fatos. A tradução de Cecília Rosas (direta do russo) mantém essa aspereza. Se você está acostumado com narrativas cheias de descrições poéticas, vai estranhar. Mas é exatamente essa economia que torna a leitura tão impactante: cada palavra pesa.
O leitor que vai se encontrar com Ivan Ilitch
Este livro é para quem gosta de histórias que cutucam feridas, que não oferecem consolo fácil. Serve para quem já se perguntou se a vida que leva faz sentido. Não serve para quem quer um livro de autoajuda disfarçado de romance, nem para quem precisa de ação e reviravoltas. É uma leitura densa, de menos de cem páginas, mas que exige que você pare e pense. Se você leu Cartas de Um Diabo a Seu Aprendiz, de C. S. Lewis, vai encontrar um eco no tom de confronto com a superficialidade.
O veredito sobre a obra-prima de Tolstói
Vale a pena ler A Morte de Ivan Ilitch, sim, e não é só pela literatura: é pelo espelho que ela coloca na sua frente. Aquele cargo que você tanto almeja, a casa nova, a opinião dos outros, tudo isso some quando a morte chega. O que sobra? A pergunta que Ivan faz no fim é a mesma que você vai se fazer. E, ao contrário do que muita gente imagina, a leitura não é um exercício de tristeza. É um alerta, um tapa na cara que pode vir a calhar.
Garanta já o seu: Adquira já o seu livro PDF na Amazon, Magazine ou Shopee.
Nossa Avaliação
4.5/5
A escrita de Tolstói é afiada e precisa, o que sustenta a nota máxima. A originalidade é alta, embora o tema da morte não seja inédito, a crueza com que é tratado renova o gênero. A recepção crítica é unânime em considerá-la uma obra-prima. O ritmo é propositalmente lento, o que pode frustrar, mas é coerente com a proposta.
Como avaliamos os livros?
Perguntas frequentes
Sobre o que é o livro a morte de ivan ilitch
É uma novela de Lev Tolstói que acompanha os últimos meses de um juiz russo confrontando o vazio de uma vida dedicada às aparências e ao sucesso social, enquanto enfrenta uma doença misteriosa e a morte iminente.
A morte de ivan ilitch tem quantas páginas
A edição da Editora 34 tem 97 páginas.
A morte de ivan ilitch faz parte de alguma série
Não, é uma obra independente publicada em 1886 e não pertence a nenhuma saga ou série.
Tem filme da morte de ivan ilitch
Sim, em 1959 houve uma adaptação para filme de TV na União Soviética com o mesmo título da obra.
A morte de ivan ilitch é indicado para quem
É indicado para quem gosta de dilemas morais e existenciais; pode desafiar iniciantes por ser lento e focado na crise interna do protagonista.
Livro PDF "A Morte de Ivan Ilitch"
Sua leitura te espera: escolha um dos links abaixo para acessar o livro. Diga não à pirataria e apoie novas histórias!
Compartilhar
DISCLAIMER: Para a escrita deste post, consultamos algumas fontes externas [1][2][3][4][5]. Este site não é afiliado nem se responsabiliza pelas informações de terceiros.
Livros Relacionados
Atualizado em 22/08/2026