A Mulher de Preto

A Mulher de Preto

A Mulher de Preto, escrito por Susan Hill e publicado pela Editora Record, é um romance de terror gótico clássico. A história acompanha o jovem advogado Arthur Kipps em uma propriedade isolada na Inglaterra, onde ele se depara com os segredos sombrios de uma misteriosa aparição de luto.

por Susan Hill

3.6/5
Editora: Editora Record

Sinopse

Sinopse da editora

Arthur Kipps, um jovem advogado, é chamado para acompanhar o funeral da Sra. Alice Drablow, a única moradora da Casa do Brejo da Enguia, localizada em uma região remota da Inglaterra. Enquanto trabalha na isolada propriedade, Kipps descobre trágicos segredos ocultados por suas janelas fechadas. Ao vislumbrar uma jovem e sofrida mulher vestida de preto, uma arrepiante sensação de desconforto começa a tomar conta dele, um sentimento que cresce com a relutância dos moradores locais em falar sobre a estranha figura – e seu terrível propósito.


Resenha: o que esperar de A Mulher de Preto, de Susan Hill?

Muitos acreditam que o terror literário precisa de sangue jorrando e violência gráfica a cada virada de página para funcionar de verdade. A Mulher de Preto prova exatamente o oposto ao apostar no desconforto lento, no frio na espinha e no peso do silêncio.

Publicado no Brasil pela Editora Record, o romance de Susan Hill resgata a tradição vitoriana das narrativas de assombração. O livro foi adaptado para a televisão britânica pela BBC em 1989, sob o título original The Woman in Black, consolidando seu espaço entre os mais lembrados livros de terror gótico contemporâneos.

Um advogado cercado pela névoa na Casa do Brejo da Enguia

A trama acompanha Arthur Kipps, um jovem advogado londrino enviado a um vilarejo remoto no litoral da Inglaterra. Sua missão parece burocrática: organizar os papéis e comparecer ao enterro da solitária Alice Drablow, antiga moradora da Casa do Brejo da Enguia. A propriedade fica isolada em meio a pântanos sombrios, acessível somente quando a maré baixa permite a passagem.

Quando a água sobe, a estrada desaparece e a mansão se torna uma ilha no meio do lodo cinzento, deixando Kipps completamente sozinho. Enquanto vasculha pilhas de papéis amarelados na escrivaninha fria e escuta o vento uivar nas janelas, ele avista uma jovem vestida de luto fechado. Os moradores da região travam os dentes e desviam o olhar ao menor toque no assunto, escondendo o terror que aquela figura carrega.

O luto que não passa e a culpa coletiva em jogo

O centro emocional da história não é o susto fácil, mas a permanência dolorosa da perda. A figura fantasmagórica que vaga pelos arredores funciona como a materialização de uma dor não resolvida e de um ressentimento que o tempo não conseguiu apagar.

Susan Hill trabalha muito bem o pacto de silêncio da comunidade. Todo o vilarejo sabe da maldição, mas prefere fingir normalidade para não atrair a desgraça. Essa recusa coletiva em encarar o passado transforma a ambientação em um estudo sombrio sobre culpa, isolamento e medo do inevitável.

Como é o ritmo e o estilo narrativo de Susan Hill?

A escrita de Susan Hill mimetiza a literatura do século XIX com precisão impressionante. O vocabulário cuidado e as descrições minuciosas da névoa e das charnecas inglesas transportam você diretamente para aquela atmosfera úmida e sufocante.

Essa escolha estilística traz um contraponto evidente: o andamento é deliberadamente lento. Se você gosta de reviravoltas imediatas e ação frenética, a insistência em detalhar trajetos de carruagem e o catálogo de documentos pode testar a sua paciência antes que o verdadeiro suspense comece a agir.

Quem vai gostar do livro e quem deve passar longe?

  • Fãs de histórias clássicas de fantasmas: o livro entrega clima denso, névoa constante e mistério sobrenatural na medida certa.
  • Interessados em suspense sobrenatural inglês: a reconstrução de época e o tom gótico são muito bem trabalhados.
  • Leitores que buscam ritmo acelerado e sustos visuais: as primeiras dezenas de páginas exigem calma com a rotina burocrática do protagonista.

Veredito: compensa encarar o medo em A Mulher de Preto

A leitura de A Mulher de Preto compensa se você procura uma história de assombração construída com paciência e elegância britânica. É uma experiência excelente para ler em noites frias de chuva, quando você quer sentir aquele arrepio gradual que se instala aos poucos.

Por outro lado, o investimento não faz sentido se a sua expectativa for um suspense moderno e dinâmico. O livro pede entrega ao clima clássico para que o terror faça efeito, recompensando quem aceita caminhar devagar pelas brumas da narrativa.

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Nossa Avaliação

3.6/5

O livro apresenta excelente trabalho de ambientação e domínio estilístico do gótico clássico, mas sofre com um ritmo inicial excessivamente pausado e com uma estrutura convencional de assombração.


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Perguntas frequentes

Qual é a história do livro A Mulher de Preto?

O livro acompanha Arthur Kipps, um advogado encarregado de organizar os documentos da falecida Alice Drablow na isolada Casa do Brejo da Enguia, onde passa a ser assombrado por uma misteriosa figura vestida de preto.

O livro A Mulher de Preto dá medo de verdade?

A obra aposta no terror psicológico e no clima gótico, gerando tensão pelo isolamento, silêncio e atmosfera sombria, sem depender de violência explícita.

A Mulher de Preto foi adaptado para o cinema ou TV?

Sim, a obra ganhou uma famosa versão televisiva produzida pela BBC em 1989 com o título The Woman in Black, além de outras adaptações teatrais e cinematográficas ao longo dos anos.

A Mulher de Preto faz parte de alguma trilogia ou série?

Não, o livro de Susan Hill é uma obra com história fechada e independente em um único volume.

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Atualizado em 17/08/2026

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