A Rosa da Meia-noite
A Rosa da Meia-noite, de Lucinda Riley (Editora Arqueiro), é um romance de ficção histórica que entrelaça a Índia de 1911 e a Inglaterra contemporânea para desvendar segredos de família. A obra acompanha a amizade entre Anahita e a princesa Indira, e anos depois a atriz Rebecca e o bisneto de Anahita, Ari, enquanto investigam o passado sombrio da dinastia Astbury.
por Lucinda Riley
Sinopse
Sinopse da editora
Da consagrada autora da série As Sete Irmãs. "Lucinda Riley é uma das autoras mais poderosas da ficção histórica." – Historical Novel Society "Mais uma vez Lucinda cria uma história extraordinária, com personagens fascinantes. Atravessando quatro gerações e viajando dos grandiosos palácios indianos até a propriedade de um lorde britânico, esta é uma trama arrebatadora de amores perdidos e encontrados." – Booklist Vinda de uma família nobre mas empobrecida, Anahita nutre uma forte amizade com a obstinada princesa Indira, filha do marajá. Escolhida para ser sua acompanhante oficial, ela vai para a Inglaterra com a amiga logo antes do início da Primeira Guerra. Lá, conhece Donald Astbury – o relutante herdeiro de uma magnífica propriedade – e sua mãe manipuladora. Noventa anos depois, Rebecca Bradley é uma estrela de cinema americana reverenciada por todos. Quando seu turbulento relacionamento com o namorado famoso toma um rumo inesperado, ela fica aliviada por poder se refugiar da mídia em Dartmoor, uma remota região britânica, para gravar seu novo filme. Logo após o início do trabalho no decadente casarão de Astbury Hall, chega à locação Ari Malik, bisneto de Anahita, buscando investigar o passado de sua família. É então que ele e Rebecca começam a desvendar os segredos sombrios que há tempos assombram a dinastia de Astbury...
Resenha: vale a pena ler A Rosa da Meia-noite, de Lucinda Riley?
Quem olha o título A Rosa da Meia-noite espera encontrar uma jovem de camisola correndo por um corredor escuro, talvez um fantasma ou um segredo de sangue. A realidade é mais prosaica e mais interessante. O livro de Lucinda Riley é uma saga de família que troca o susto barato pelo peso de um segredo bem guardado. A história divide-se entre a Índia de 1911 e a Inglaterra dos dias de hoje, costurando quatro gerações com fio de navalha.
O que esperar quando o título promete uma rosa à meia-noite
A trama acompanha Anahita, jovem de família nobre mas sem dinheiro, que vira acompanhante da obstinada princesa Indira. Antes da Primeira Guerra, elas vão para a Inglaterra e cruzam com Donald Astbury, herdeiro relutante de uma mansão, e sua mãe, que comanda a família como um general no campo de batalha. Noventa anos depois, a atriz Rebecca Bradley foge da mídia e do namorado famoso para gravar um filme no mesmo casarão, Astbury Hall. Lá, ela encontra Ari Malik, bisneto de Anahita, que está investigando o passado da família.
A obra é o primeiro volume da série As Seis, embora funcione perfeitamente como uma história independente. Os dois começam a montar um quebra-cabeça feito de cartas amareladas e peças de xadrez fora do lugar, revelando que a herança dos Astbury é feita de silêncios que ecoam por gerações.
Amizade entre mulheres no centro da manipulação de homens
O livro acerta em não fazer das mulheres meras coadjuvantes de tragédias masculinas. A amizade entre Anahita e Indira sustenta a trama, mostrando como duas pessoas em posições de poder desigual podem construir uma aliança verdadeira. Em contraste, a dinastia Astbury opera sob regras rígidas de obrigação social. Em Astbury Hall, a mesa de jantar é um campo minado onde a etiqueta serve de algema para quem tenta desobedecer às expectativas. A manipulação familiar não é gritada, é sussurrada nas decisões sobre casamentos e heranças.
A escrita direta de Lucinda Riley e o custo de 641 páginas
A prosa de Lucinda Riley tem um objetivo claro: fazer a história andar. Ela não tenta reinventar a roda nem brincar com a sintaxe. Isso é ótimo para quem busca imersão em livros de romance histórico com duas épocas, mas pode cansar quem espera inovação formal. A descrição da propriedade inglesa é tão vívida que você quase sente o cheiro de mofo do casarão decadente, com infiltração no teto e tapete desgastado.
O ponto de atenção fica por conta da extensão. São 641 páginas. Riley leva o tempo que precisa para construir o clima, mas a resolução dos mistérios corre mais do que o leitor espera depois de tanta preparação. A sensação no fim é a de ter dirigido horas por uma estrada longa e sinuosa para parar num estacionamento comum.
Para quem é (e para quem deve pular) este romance histórico
Serve bem para quem já passou pela série As Sete Irmãs e quer mais da mesma receita de Lucinda Riley, ou para quem gosta de um romance de época britânico com mistério de família. Se você leu e gostou de A Irmã da Lua, o estilo vai soar familiar e acolhedor. É o tipo de leitura para um fim de semana chuvoso, em que você quer se perder em uma propriedade grande e em problemas alheios.
Se a sua pilha de livros para ler já está alta e você prefere histórias curtas e lineares, pule este. A alternância de tempo exige paciência no início até as duas narrativas se encontrarem. Não é um livro para ler no ônibus em trechos de dez minutos, pois exige que você mantenha o fio da meada entre dezenas de personagens e décadas de diferença.
Vale a pena investir as mais de 600 páginas neste romance?
Vale a pena ler A Rosa da Meia-noite se você quer um romance de família que funcione como um cobertor quente num dia frio. O custo é alto: mais de 600 páginas e uma certa tolerância para reviravoltas que aparecem de fininho. Em troca, você ganha uma história sólida, personagens femininas fortes e uma viagem sem sair do sofá, da Índia dos marajás até a névoa de Dartmoor.
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Nossa Avaliação
3.8/5
A narrativa tem um ritmo seguro e prende o leitor com revelações graduais ao longo das mais de 600 páginas. A escrita cumpre o papel de criar cenários vívidos e diálogos funcionais, sem grandes riscos formais. A estrutura de duas épocas é conhecida no gênero, o que limita a originalidade, mas a construção dos laços femininos eleva a recepção do público, que costuma responder muito bem às sagas da autora.
Como avaliamos os livros?
Perguntas frequentes
A Rosa da Meia-noite é um livro de que gênero?
É um romance de ficção histórica com duas linhas temporais. A mistura de 1911 e época contemporânea funciona bem, embora a extensão exija paciência.
Quantas páginas tem o livro?
São 641 páginas. O número assusta, mas o ritmo das revelações ajuda a carregar o peso da narrativa.
A Rosa da Meia-noite faz parte de uma série?
Sim, é o primeiro volume da série As Seis. A história fecha sozinha, mas serve de porta de entrada para a sequência.
Para que tipo de leitor o livro é indicado?
Para quem gosta de sagas de família, mistérios do passado e romances de época. Se você prefere histórias curtas e diretas, vai achar a leitura longa demais.
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Atualizado em 15/08/2026