A Sala das Borboletas
A Sala das Borboletas, de Lucinda Riley, acompanha Posy Montague, uma senhora de quase 70 anos que precisa vender a mansão da família enquanto lida com dois filhos problemáticos e reencontra o primeiro amor, Freddie, que a abandonou 50 anos atrás e carrega um segredo devastador. Romance independente, alterna passado e presente para revelar segredos familiares.
por Lucinda Riley
Sinopse
Sinopse da editora
Os livros de Lucinda Riley já foram traduzidos para 37 países e venderam mais de 60 milhões de exemplares em todo o mundo. Ela está na lista de autores mais vendidos do The Sunday Times e do The New York Times. "Um romance intenso e inspirador, com personagens perfeitamente delineados." - Woman's Own Posy Montague está prestes a completar 70 anos. Ela ainda vive na Admiral House, a mansão da família onde passou uma infância idílica caçando borboletas com o pai e onde criou os próprios filhos. Porém, a casa está caindo aos pedaços e Posy sabe que chegou a hora de vendêla. Em meio a essa angustiante decisão, ela precisa lidar com os dois filhos, tão diferentes entre si. Sam é um fracasso nos negócios e, a cada empresa falida, se torna um homem mais amargo. Já Nick, o mais novo, retorna de repente à Inglaterra depois de dez anos morando na Austrália, fugido de uma decepção amorosa. Para completar, Posy reencontra Freddie, seu primeiro amor, que agora deseja explicar por que a abandonou cinquenta anos atrás. Ela reluta em acreditar nessa súbita afeição, percebendo que ele tem um segredo devastador para revelar. Mesclando narrativas do presente e do passado, A sala das borboletas mais uma vez mostra a habilidade de Lucinda para criar uma saga familiar inesquecível.
Resenha: vale a pena ler A Sala das Borboletas, de Lucinda Riley?
Você está no corredor de uma casa que conhece desde a infância. Repara numa rachadura no teto que não existia mês passado. O rodapé descascou, a umidade subiu pela parede da cozinha, e de repente a casa inteira parece estar te dizendo que é hora de ir embora. É nesse ponto que A Sala das Borboletas, de Lucinda Riley, encontra Posy Montague: quase 70 anos, morando na Admiral House, a mansão da família que está caindo aos pedaços, e sem coragem de assinar a venda.
Posy sabe que precisa vender. A casa não aguenta mais reparos, e o custo de manutenção virou um buraco sem fundo. Mas a decisão não é só sobre imóvel. É sobre desmontar a única geografia que ela conhece, o lugar onde caçava borboletas com o pai e criou os dois filhos. E, como se vender a casa não fosse enough, os filhos complicam tudo. Sam, o mais velho, é um fracasso nos negócios que fica mais amargo a cada empresa que quebra. Nick, o caçula, aparece de surpresa depois de dez anos na Austrália, fugindo de uma decepção amorosa. No meio disso tudo, Freddie reaparece. Ele foi o primeiro amor de Posy, a abandonou cinco décadas atrás, e agora quer explicar por que sumiu. Posy desconfia, e com razão: Freddie carrega um segredo que pode destruir tudo.
Uma casa caindo aos pedaços e um amor que volta à porta
A trama de A Sala das Borboletas se move em duas linhas temporais. No presente, Posy negocia a venda da Admiral House, tenta entender os filhos e decide se dá uma chance a Freddie. No passado, descobrimos como ela chegou até aqui: o casamento, as escolhas, o que aconteceu com Freddie e por que ele desapareceu sem explicação.
A estrutura de ida e volta entre décadas é o motor do livro. Lucinda Riley não despeja o passado de uma vez. Ela vai soltando peças como quem abre gavetas de um móvel antigo: cada uma revela algo que muda o sentido do que você já leu. O segredo de Freddie, em especial, é dosado com paciência, e quando a revelação vem, ela reorganiza tudo que veio antes.
Segredos de família e o peso do que não foi dito
O grande tema aqui é o que acontece quando você guarda segredo por tempo demais. Posy, Freddie, Sam e Nick são pessoas que carregam coisas que não contaram, e o livro mostra como o silêncio envelhece pior do que as pessoas. A Admiral House funciona quase como um personagem: é o repositório físico de tudo que a família não disse, e vender a casa é, de certo modo, forçar essas conversas adiadas.
Há também uma reflexão sobre envelhecimento que raramente aparece com essa franqueza em romances comerciais. Posy não é uma viúva triste esperando que a vida resolva seus problemas. Ela é uma mulher de quase 70 que ainda toma decisões, ainda se engana, ainda se surpreende. Riley acerta ao não tratar a idade da protagonista como algo decorativo. Posy tem desejo, tem raiva, tem orgulho, e a narrativa leva isso a sério.
A ressalva vai para a previsibilidade de alguns arcos. Sam, em particular, segue uma trajetória que você consegue antecipar desde as primeiras cenas. O filho amargurado que precisa de uma queda maior para aprender não é exatamente novidade, e Riley não inventa muita coisa nessa linha. Nick e Freddie saem melhor servidos, com camadas que justificam o tempo de narrativa.
Como é a escrita de Lucinda Riley neste romance?
Lucinda Riley escreve com clareza de quem sabe exatamente onde quer chegar. A prosa é direta, sem enfeites, e a transição entre passado e presente é tão limpa que você quase não percebe a mudança de eixo. Não há fogos de artifício de estilo, e é melhor assim: o livro precisa de transparência, não de virtuosismo.
O ritmo é o ponto mais discutível. Se você lê com expectativa de romance de ação ou suspense veloz, vai achar que a primeira metade arrasta. Riley demora para montar as peças, e algumas cenas domésticas poderiam ser cortadas sem perda. Mas quem tiver paciência vai ver que a lentidão inicial é planejada: ela está construindo a relação de Posy com a casa e com os filhos para que, quando o segredo vier, ele tenha peso de verdade.
Quem vai gostar e quem deve passar longe
- Sente na varanda e fique se: você curte romance familiar com segredos do passado, gosta de personagens que envelhecem e continuam interessantes, e não tem pressa de chegar ao final. Fãs de outros livros de Lucinda Riley, como A Garota do Penhasco e A Carta Secreta, vão se sentir em terreno familiar.
- Passe direto pela Admiral House se: você quer ritmo acelerado, reviravoltas a cada capítulo ou uma trama que subverte as convenções do gênero. Este é um romance contemporâneo para ler com calma, não um thriller.
Vale a pena ler A Sala das Borboletas?
Vale a pena ler A Sala das Borboletas se você busca um romance de família que trata envelhecimento e segredos sem paternalismo. Você vai gostar se tiver paciência para uma primeira metade mais lenta e se o tipo de mistério que mais te interessa é o das coisas que pessoas reais escondem umas das outras por décadas. Não compensa se você precisa de ritmo curto e surpresas a cada virada de página: aqui o segredo é bom porque demora, e quem não gosta de esperar vai desistir antes da hora.
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Nossa Avaliação
4.2/5
Lucinda Riley acerta na alternância entre passado e presente e na construção do segredo de Freddie, mas Sam segue um arco previsível e a primeira metade arrasta. A combinação de prosa limpa e personagens com profundidade emocional sustenta a boa recepção, mesmo que a originalidade não seja o ponto forte.
Como avaliamos os livros?
Perguntas frequentes
A Sala das Borboletas faz parte de uma série?
Não. É um romance independente. Apesar de Lucinda Riley ser conhecida pela saga As Sete Irmãs, este livro funciona sozinho, sem necessidade de leitura prévia.
Qual é o segredo de Freddie em A Sala das Borboletas?
O livro dosa a revelação ao longo da narrativa, alternando passado e presente. O segredo de Freddie está ligado ao motivo de ele ter abandonado Posy cinquenta anos atrás, e só é revelado na segunda metade da obra.
Para quem é indicado A Sala das Borboletas?
Para quem gosta de romance familiar com segredos do passado, personagens maduros e ritmo introspectivo. Não é indicado para quem busca ação acelerada ou reviravoltas constantes.
Quantas páginas tem A Sala das Borboletas?
A edição brasileira publicada pela Editora Arqueiro não traz número de páginas fixo nas fontes consultadas, mas o romance tem extensão típica dos livros de Lucinda Riley, na casa das 400 páginas.
A Sala das Borboletas tem final aberto?
Não. A narrativa encerra os arcos principais de Posy, Freddie e os filhos, com resolução para os conflitos centrais da história.
Livro PDF "A Sala das Borboletas"
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Atualizado em 09/08/2026