Absolute Mulher-maravilha

Absolute Mulher-maravilha

Absolute Mulher-maravilha, de Kelly Thompson, é uma HQ que reimagina a origem da heroína, colocando-a no inferno e dando-lhe uma missão de proteger a Terra de ameaças monstruosas, longe da Ilha Paraíso. É uma leitura que promete uma nova perspectiva para fãs e novos leitores.

por Kelly Thompson

4.5/5
Editora: Panini

Sinopse

Sinopse da editora

Prepare-se para o Universo Absolute! Sem a Ilha Paraíso... sem a irmandade que a formou... sem uma missão de paz... tudo o que restou é a Amazona Absoluta! Uma surpreendente reimaginação da MulherMaravilha pela escritora vencedora do Prêmio Eisner Kelly Thompson e do artista Hayden Sherman! Série vencedora do Prêmio Eisner!
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Resenha: vale a pena ler Absolute Mulher-maravilha, de Kelly Thompson?

A linha DC Absolute, que a Panini trouxe ao Brasil, não é só uma repaginação de capa dura e papel de qualidade. É uma licença para os autores desmontarem os pilares dos heróis e montarem de novo, do avesso. Absolute Mulher-maravilha nasce desse laboratório. Kelly Thompson, vencedora do Prêmio Eisner, e o artista Hayden Sherman pegaram a princesa amazona e jogaram no inferno. Literalmente.

Do inferno à Terra: a origem que você nunca viu

Esquece a Ilha Paraíso, as irmãs amazonas, a areia dourada e a missão de paz. Nesta versão, Zeus desterrou Diana ainda criança. Ela foi criada por Circe no inferno. A tutela não veio com lições de diplomacia, e sim com treinamento para sobreviver entre demônios. A missão dela? Proteger a Terra de ameaças monstruosas usando relíquias divinas. A heroína não chega ao mundo dos homens com um laço da verdade na mão. Chega como uma orquídea nascendo no asfalto: a planta não era pra estar ali, mas insiste em florir.

A história acompanha essa Diana forjada no fogo, e no fogo literal, tentando entender qual é o seu lugar. Não existe irmandade, não existe legado de paz. Existe uma mulher que aprendeu a lutar antes de aprender a falar, e que agora precisa decidir se o heroísmo é uma escolha ou uma imposição.

Identidade, heroísmo e laços quebrados: os temas que pesam

O centro da HQ é a redefinição de identidade. Diana não tem um molde. Ela não sabe o que é ser uma amazona porque nunca conviveu com uma. Não sabe o que é ser filha de Zeus porque o pai a jogou no buraco. A pergunta que atravessa a trama é: o que te faz herói quando você não tem nenhuma referência de heroísmo?

A relação com Circe é o motor dramático. A dinâmica entre as duas lembra uma mãe que ensina o filho a lutar com faca na cozinha: o afeto vem misturado com perigo. Circe não é uma vilã clássica nem uma mentora bondosa. É uma figura ambígua que criou Diana à sua imagem e semelhança, e agora precisa lidar com o fato de que a cria pode superar a criadora.

Kelly Thompson e Hayden Sherman: o que funciona e o que incomoda

Thompson escreve com安全感. Os diálogos são afiados, sem perder tempo com explicações. Ela confia que o leitor vai acompanhar a reinvenção sem precisar de um guia de bolso. A narrativa é dinâmica, mas em alguns momentos o ritmo acelera demais: cenas que pediriam um respiro passam em dois quadros, como se a autora tivesse pressa de chegar à próxima virada.

A arte de Hayden Sherman, com cores de Jordie Bellaire, é o ponto alto. O traço é expressivo, sujo na medida certa, e a paleta de cores cria uma atmosfera que oscila entre o fogo do inferno e o cinza do mundo humano. Não é uma arte limpa de super-herói padrão. É uma arte que transpira a aspereza da história que está contando.

Para quem serve (e para quem não serve) essa nova Mulher-Maravilha

Absolute Mulher-maravilha é para quem já leu dezenas de HQs da personagem e quer ver alguém desmontar a mitologia com respeito e ousadia. É para quem curte reinvenções que não têm medo de sujar o mito. Se você gosta de ação com peso, mitologia com arestas e uma protagonista que não vem pronta de fábrica, a leitura vai te segurar do começo ao fim.

Agora, se você é do time que acha que Mulher-Maravilha tem que ser a princesa da paz, com tiara e braceletes reluzentes, ou se não está aberto a ver a heroína como uma sobrevivente do inferno em vez de uma embaixadora da ilha paradisíaca, melhor pular. A proposta aqui é subverter, e subversão não agrada todo mundo.

Veredito: vale a pena?

Vale muito a pena, especialmente se você já está cansado da origem tradicional da Mulher-Maravilha. Absolute Mulher-maravilha é uma das melhores HQs da linha DC Absolute justamente porque não tenta agradar todo mundo. Thompson e Sherman entregam uma heroína que não pede desculpas por existir, e a arte de Sherman casa perfeitamente com o tom sombrio e ao mesmo tempo vibrante da narrativa. É uma leitura que respeita o mito enquanto o estilhaça.

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Nossa Avaliação

4.5/5

Escrita
4.5/5
Ritmo
4.0/5
Originalidade
5.0/5
Recepcao
4.0/5

Kelly Thompson entrega uma reinvenção ousada e bem executada da Mulher-Maravilha, com diálogos afiados e uma trama que prende a atenção. A arte de Sherman e Bellaire complementa perfeitamente o tom sombrio, e o reconhecimento com o Prêmio Eisner valida a qualidade da obra. O ritmo acelera em alguns momentos, mas no geral é uma leitura que desafia as expectativas e oferece uma nova perspectiva sobre a heroína.


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Informações Extras

Ordem da Série: 1

Prêmios

  • Prêmio Eisner

Perguntas frequentes

O que é Absolute Mulher-maravilha, da Kelly Thompson?

É uma HQ que reimagina a origem da Mulher-Maravilha, com Diana sendo criada no inferno por Circe e tendo uma missão bem diferente da que conhecemos, focada em proteger a Terra de ameaças monstruosas.

Absolute Mulher-maravilha faz parte de alguma série?

Sim, ela faz parte da linha editorial DC Absolute da Panini, e a ordem de leitura segue os volumes numerados, começando pelo Vol. 1.

Quantas páginas tem Absolute Mulher-maravilha?

O Vol. 1 (edições 1-2) tem 64 páginas, e o Vol. 3 (edições 5-6) tem 48 páginas, com o número de páginas variando entre 48 e 64 por volume.

Absolute Mulher-maravilha ganhou algum prêmio?

Sim, a série foi reconhecida com o Prêmio Eisner, um dos mais prestigiados da indústria dos quadrinhos, destacando a qualidade da narrativa de Kelly Thompson e a arte de Hayden Sherman.

Para quem é indicado Absolute Mulher-maravilha?

É uma ótima pedida para quem busca uma nova perspectiva sobre a heroína e para fãs de quadrinhos que apreciam reinvenções de personagens clássicos, especialmente se você gosta de ação, mitologia e drama.

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