Os Tecnopapas
Os Tecnopapas, de Alejandro Jodorowsky, é uma HQ de ficção científica que reescreve o Êxodo bíblico: acompanha Albino, líder dos tecnopapas, uma seita de criadores de videogame que guia 500 mil jovens rumo a uma galáxia livre da tecnologia. A obra mistura intrigas familiares, reflexões filosóficas e narrativa não linear, com arte de Zoran Janjetov e cores de Fred Beltran.
Sinopse
Sinopse da editora
Depois de INCAL e A CASTA DOS METABARÕES, é hora de conhecer a saga dos temíveis TECNOPAPAS! Uma épica aventura scifi criada pelo genial Alejandro Jodorowsky.
Nesta grandiosa epopeia litúrgica, que se tornou um dos capítulos mais aclamados do chamado “jodoverso”, somos apresentados a Albino, o sábio líder supremo da doutrina milenar de criadores de videogames conhecidos como tecnopapas. Enquanto conduz uma legião de quinhentos mil jovens para a galáxia prometida, o ancião relembra a longa e perigosa trajetória que o levou a se tornar o imponente profeta espacial capaz de guiar seu povo a uma nova era livre dos males da tecnologia.
Alternando constantemente entre diferentes linhas do tempo e realidades virtuais, o incomparável roteirista de quadrinhos, cineasta e multiartista chileno Alejandro Jodorowsky conta mais uma vez com os traços únicos do brilhante desenhista sérvio Zoran Janjetov (Antes do Incal) e o visionário trabalho de cores do francês Fred Beltran (Megalex) para expandir o imaginário em torno dos sombrios sacerdotes tecnológicos introduzidos como vilões na saga Incal.
Os Tecnopapas inspirase no livro do Êxodo e em outras passagens bíblicas para compor uma impressionante jornada espiritual, repleta de intrigas familiares e reflexões filosóficas sobre religiões, guerras e a modernização da sociedade.
Totalmente inédito no Brasil até o momento, este lançamento chega pela Pipoca & Nanquim em edição integral e definitiva, compilando todos os oito volumes da série - publicados originalmente na França entre 1998 e 2006 - em um magnífico compêndio de 412 páginas coloridas em papel couchê de alta gramatura; o exato mesmo formato das trilogias Todo Incal e Coleção Metabarões, contando ainda com capa dura, verniz localizado e um prefácio assinado por Janjetov.
Uma HQ imprescindível para todos os verdadeiros fãs de ficção científica!
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Resenha: vale a pena ler Os Tecnopapas, de Alejandro Jodorowsky?
Dizem que quadrinho de ficção científica é só naves explodindo e heróis de roupa colada. Os Tecnopapas, de Alejandro Jodorowsky, é uma bíblia reescrita em pixels: tem êxodo, profeta, povo escolhido e meio milhão de peregrinos atravessando o espaço sideral em busca de uma terra prometida. A HQ acompanha a saga de Albino, o sábio líder supremo dos tecnopapas, uma doutrina milenar de criadores de videogame que, em vez de celebrar a tecnologia, a trata como peste a ser deixada para trás.
Um Êxodo bíblico em HQ de ficção científica
A história se constrói em duas frentes que se entrelaçam o tempo todo. No presente, o ancião Albino conduz 500 mil jovens rumo a uma galáxia prometida, livre dos males da tecnologia. No passado, a narrativa retrocede para mostrar o caminho longo e perigoso que o transformou em profeta espacial. O roteiro pula entre diferentes linhas do tempo e realidades virtuais sem pedir licença, e é aí que mora boa parte do desafio da leitura.
Jodorowsky se inspira diretamente no livro do Êxodo e em outras passagens bíblicas para montar essa epopeia litúrgica. Albino é, na prática, um Moisés de óculos escuros guiando seu povo por um deserto de pixels. A diferença é que o deserto aqui é o espaço sideral, e a escravidão da qual o povo foge é a própria tecnologia que os tecnopapas ajudaram a criar.
Religião, tecnologia e o preço do progresso
O grande achado de Os Tecnopapas é esse paradoxo central: uma seita de criadores de videogame que encara a tecnologia como inimiga. Os tecnopapas foram introduzidos como vilões na saga Incal, e aqui ganham origem, motivação e camadas de complexidade. A obra mostra fé e técnica como forças que se alimentam e se destróem mutuamente, em vez de polos opostos.
As intrigas familiares dão peso humano a um enredo que poderia ser só grandiosidade espacial. Albino não é um líder distante e impecável; a narrativa mostra os custos pessoais de se tornar profeta. As reflexões sobre guerras e modernização da sociedade aparecem embutidas na jornada, não como discurso solto. É um quadrinho que pensa, mas pensa dentro da história, não fora dela.
A escrita de Jodorowsky que salta no tempo sem pedir licença
O autor não escreve para quem quer conforto. A estrutura do livro alterna entre tempos e realidades com uma frequência que exige atenção constante. Em alguns momentos, a densidade simbólica sufoca o ritmo da narrativa, e você precisa voltar páginas para reorganizar quem é quem e em que ano está. É o tipo de obra que pede uma segunda leitura para se absorver por inteiro.
A compensação vem no visual. Os traços de Zoran Janjetov e as cores de Fred Beltran fazem cada página parecer um vitral de catedral jogado no espaço. A edição da Pipoca e Nanquim compila os oito volumes da série, publicados originalmente na França entre 1998 e 2006, em formato de capa dura com prefácio assinado pelo próprio Janjetov. O objeto físico é bonito o suficiente para justificar a estante.
Quem vai amar e quem vai sofrer com essa HQ
Se você já leu Incal ou A Casta dos Metabarões e quer entender de onde vieram os sacerdotes tecnológicos que aparecem como vilões naquele universo, esta é a sua porta de entrada. Fãs de quadrinhos de ficção científica com peso filosófico e disposição para narrativas não lineares vão encontrar muito a gostar. Agora, se você procura uma HQ de leitura leve e descompromissada, com começo, meio e fim bem delineados, vai passar raiva com os saltos temporais e o simbolismo carregado. Não é uma porta de entrada para o trabalho de Jodorowsky; é um prato para quem já comprou o menu.
O veredito
Vale muito a pena, principalmente se você já conhece o Jodoverso. Os Tecnopapas é uma das obras mais ambiciosas de Alejandro Jodorowsky nos quadrinhos, com uma premissa que reescreve a bíblia como ficção científica de um jeito que ninguém mais fez. O desafio narrativo é real, mas a recompensa visual e temática justifica o esforço de quem se dispuser a entrar nessa peregrinação.
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Nossa Avaliação
4.0/5
O roteiro de Jodorowsky constrói um universo original ao reescrever o Êxodo bíblico como ficção científica, com simbolismo denso e premissa única. Os saltos temporais constantes pesam no ritmo e pedem releitura, mas a arte de Janjetov e as cores de Beltran compensam no visual.
Como avaliamos os livros?
Informações Extras
Série: Faz parte do 'Jodoverso', universo que inclui as sagas Incal e A Casta dos Metabarões. Os tecnopapas foram introduzidos como vilões em Incal e ganham origem e profundidade nesta obra.
Perguntas frequentes
Do que se trata Os Tecnopapas?
Os Tecnopapas, de Alejandro Jodorowsky, é uma HQ de ficção científica que segue a jornada de Albino, líder supremo de uma seita de criadores de videogame chamada tecnopapas, enquanto ele guia 500 mil jovens rumo a uma galáxia prometida, longe da tecnologia.
Os Tecnopapas faz parte de alguma série?
Sim, Os Tecnopapas faz parte do 'Jodoverso', o mesmo universo da saga Incal e de A Casta dos Metabarões. A obra expande a origem dos sacerdotes tecnológicos que aparecem como vilões naquele universo.
Quem são os artistas de Os Tecnopapas?
O roteiro é de Alejandro Jodorowsky, os traços são de Zoran Janjetov (mesmo desenhista de Antes do Incal) e as cores são de Fred Beltran (Megalex). A edição da Pipoca e Nanquim traz prefácio assinado por Janjetov.
Para quem é indicado Os Tecnopapas?
A HQ é indicada para fãs de ficção científica com peso filosófico e para quem já conhece o trabalho de Jodorowsky, especialmente a saga Incal. Não é recomendada para quem procura uma leitura leve e linear.
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Atualizado em 22/08/2026