Não Somos Melhores Amigas

Não Somos Melhores Amigas

Em Não Somos Melhores Amigas, de Vanessa Airallis, acompanhamos Isis e Alice em um romance de época sáfico ambientado na São Paulo de 1899. A história é doce e sensível, focada na descoberta do amor e da identidade em meio a regras sociais rígidas. Ideal para quem busca uma leitura leve e representativa.

por Vanessa Airallis

3.4/5
Editora: Verus
Páginas: 316

Sinopse

Sinopse da editora

Uma dama da alta sociedade paulistana e uma moça ingênua recémchegada à cidade descobrem que não dá para ir contra o coração. Não somos melhores amigas é um romance de época sáfico doce e sensual. São Paulo, 1899. Isis d'Ávila Almeida é uma madame riquíssima, casada e de muito prestígio. Ela leva uma vida livre de preocupações, exceto por não conseguir engravidar, o que aparentemente a torna menos mulher do que as outras damas da aristocracia. Quando a família Bell Air chega à cidade vinda do exterior, a matriarca pede a ajuda de Isis para encontrar um marido adequado para sua filha, Alice - que, por acaso, é a moça mais bonita que Isis já viu. Com sua doçura, Alice deixa Isis fascinada desde o primeiro instante, fazendo a madame voltar a ser inundada de sensações há muito esquecidas... Não somos melhores amigas é um romance encantador sobre o poder da paixão e sobre descobrir a felicidade de ser quem você é.


Doçura e desejo na São Paulo de 1899: o que esperar de Não Somos Melhores Amigas

Não Somos Melhores Amigas é um romance de época sáfico que aposta na doçura. A história se passa em São Paulo de 1899, e acompanha Isis d'Ávila Almeida, uma madame da alta sociedade que tem tudo, menos um filho. Quando a família Bell Air chega à cidade, a matriarca pede ajuda para casar a filha, Alice. Só que Isis se encanta pela moça doce e bonita, e o que era para ser um favor vira um furacão de sentimentos proibidos. A premissa é simples, mas a autora sabe onde colocar o dedo: na solidão de quem vive preso a regras que não escolheu.

Isis e Alice: como o encontro delas muda o jogo

A trama não tem grandes reviravoltas, e isso é uma escolha. O foco está no desenvolvimento do afeto entre as duas mulheres, que se aproximam aos poucos, como numa dança de salão: passos calculados no início, que vão perdendo o controle conforme a música avança. Isis é uma mulher madura, acostumada a esconder desejos, enquanto Alice chega com a inocência de quem não sabe o perigo que corre. A dinâmica entre elas funciona justamente por esse contraste. A trama não tem perseguições ou fugas cinematográficas: o conflito é interno, e a tensão mora nos olhares e nas escolhas silenciosas.

Amor sáfico e identidade feminina: os temas que aquecem a trama

O livro não se contenta em ser só um romance. Ele cutuca a ideia de que a mulher só se completa quando é mãe, Isis sofre com a pressão de não engravidar, e isso a torna "menos mulher" aos olhos da sociedade. Alice, por sua vez, é tratada como mercadoria de casamento. Juntas, elas vão descobrindo que a felicidade pode estar fora do script. É um tema batido em romances de época, mas Vanessa Airallis o trata com delicadeza, sem discurso panfletário. A sensualidade também aparece, mas de forma contida, mais sugerida do que explícita, o que combina com o tom geral do livro.

A escrita de Vanessa Airallis funciona para o que se propõe?

A prosa da autora é fluida e acessível, como um chá quente numa tarde fria: aconchegante, mas sem surpresas. Ela consegue criar a atmosfera da São Paulo do fim do século XIX com detalhes suficientes para ambientar, sem exageros descritivos. O ritmo, porém, é pausado. Se você está acostumado com romances que viram páginas sozinhos, vai sentir que a história se arrasta em alguns momentos. A originalidade também não é o forte: a estrutura segue o manual do romance de época sáfico, sem inovar. Mas, para quem busca exatamente isso, a entrega é honesta.

Para quem serve (e para quem não serve) esse romance de época

Esse livro é para quem ama romances de época com protagonismo LGBTQIA+ e não se importa com um ritmo mais calmo. Se você gosta de histórias que priorizam a construção do afeto e o dilema interno das personagens, vai se sentir em casa. A leitura é ideal para uma tarde de domingo, quando você quer algo doce e sem grandes sustos.

Agora, se você busca uma trama cheia de intrigas, ação ou reviravoltas de tirar o fôlego, melhor passar longe. Não Somos Melhores Amigas não é sobre o que acontece, mas sobre o que as personagens sentem, e isso pode frustrar quem espera um enredo mais movimentado. Também não adianta buscar uma abordagem ousada ou politicamente afiada: o livro é confortável, não provocador.

Vale a pena ler Não Somos Melhores Amigas?

Vale a pena se você quer um romance de época sáfico doce e sensível. O livro é honesto com sua proposta: um romance doce e sem surpresas. O custo é de 316 páginas que passam rápido, mas deixam um gostinho de quero mais, não por falta de conteúdo, mas porque a autora poderia ter aprofundado mais os conflitos. Se você está no clima para uma leitura leve e representativa, vá em frente. Se procura algo que te desafie ou surpreenda, talvez seja melhor escolher outro título.

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Nossa Avaliação

3.4/5

Escrita
4.0/5
Originalidade
3.0/5
Recepcao
3.0/5
Ritmo
3.0/5

Vanessa Airallis escreve de forma fluida e envolvente, mas o ritmo pausado e a falta de originalidade fazem o livro não ir além do esperado.


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Perguntas frequentes

Do que se trata o livro Não Somos Melhores Amigas?

É um romance de época sáfico que se passa em São Paulo em 1899, acompanhando Isis e Alice em uma história de amor proibido e redescoberta pessoal.

Quantas páginas tem Não Somos Melhores Amigas?

O livro tem 316 páginas.

Para quem é indicado esse romance?

Para quem gosta de romances de época com representatividade LGBTQIA+ e prefere um ritmo mais calmo, focado nos sentimentos das personagens.

A escrita de Vanessa Airallis é boa?

Sim, é fluida e acessível, criando uma atmosfera envolvente. Mas o ritmo é pausado e a trama não inova.

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Atualizado em 17/08/2026

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