O Silêncio da Cidade Branca

O Silêncio da Cidade Branca

O Silêncio da Cidade Branca, de Eva García Sáenz de Urturi, é um thriller policial que se passa em Vitoria, no País Basco, onde o inspetor Unai López de Ayala investiga uma nova série de assassinatos com o mesmo ritual de um caso de vinte anos atrás. O livro mistura mitologia local, arqueologia e psicologia criminal com uma trama que não entrega nada de bandeja.

por Eva García Sáenz de Urturi

4.0/5
Editora: Editora Intrinseca
Páginas: 570
Série: Trilogia da Cidade Branca (Trilogia de Vitoria) (#1)

Sinopse

Sinopse da editora

Livro que deu origem ao filme homônimo disponível na Netflix Duas décadas após uma série de estranhos assassinatos assolar a cidade de Vitoria, no País Basco, os bizarros crimes voltam a acontecer justamente quando Tasio Ortiz de Zárate, antiga celebridade local e o homem preso pelas mortes, está prestes a sair da cadeia. Casais começam a aparecer mortos em locais históricos da cidade, e o especialista em perfis criminais Unai López de Ayala, que vinte anos antes era apenas um jovem obcecado pelos misteriosos homicídios, é chamado para ficar à frente do caso. Todas as vítimas têm idades múltiplas de cinco, sobrenomes compostos originais da região e seus corpos são expostos sem roupas nos espaços públicos. Embora tenha que lidar com uma tragédia pessoal enquanto lidera a investigação, Unai está determinado a impedir que novos assassinatos aconteçam, mas seus métodos pouco usuais vão desagradar tanto autoridades quanto seus superiores. Parte de uma trilogia com mais de 1 milhão de livros vendidos, O silêncio da cidade branca une mitologia, arqueologia, segredos de família e psicologia criminal em um thriller macabro e emocionante.


Resenha: vale a pena ler O Silêncio da Cidade Branca, de Eva García Sáenz de Urturi?

O que você faria se o serial killer que ajudou a prender duas décadas atrás estivesse para deixar a prisão, e, de repente, novos assassinatos idênticos começassem a pipocar pela cidade? Essa é a dúvida que O Silêncio da Cidade Branca planta na sua cabeça logo nas primeiras páginas.

O livro de Eva García Sáenz de Urturi não está interessado em respostas fáceis. A trama se passa em Vitoria, no coração do País Basco, onde o inspetor Unai López de Ayala, especialista em perfis criminais, é chamado às pressas. Casais estão aparecendo mortos em pontos turísticos, nus, com idades múltiplas de cinco e sobrenomes compostos típicos da região. O ritual macabro é assustadoramente familiar: é a assinatura de Tasio Ortiz de Zárate, o homem que Unai ajudou a colocar atrás das grades vinte anos antes.

Um assassino que volta depois de vinte anos, e um detetive com métodos nada ortodoxos

Unai não é um herói de manual. Ele carrega uma tragédia pessoal que o torna um profissional brilhante e um ser humano péssimo em seguir ordens. Enquanto seus superiores preferem a versão oficial, Tasio é o culpado, ponto final, Unai fareja inconsistências. A investigação vira um jogo de gato e rato em que as pistas estão escondidas em catedrais góticas, escavações arqueológicas e lendas bascas que a maioria dos turistas ignora.

A autora não entrega nada de bandeja. Cada descoberta de Unai é uma pequena vitória contra a burocracia e o preconceito de uma cidade que já condenou Tasio no tribunal da opinião pública. E, como em qualquer thriller que se preze, a verdade é um animal arisco: quando você acha que a encurralou, ela escapa por uma fresta que você nem sabia que existia.

Mitologia basca, segredos de família e o peso do passado

O que diferencia O Silêncio da Cidade Branca de outros suspenses policiais é a forma como Eva García Sáenz de Urturi usa a mitologia local como motor da trama, não como cenário decorativo. As lendas bascas não estão ali para enfeitar; elas são o código que o assassino usa para se comunicar. É como se o criminoso lesse arqueologia e o detetive precisasse correr atrás do prejuízo.

A autora também cutuca a ferida dos segredos familiares. Em Vitoria, todo mundo parece ter um antepassado que sabia de algo e preferiu calar a boca. A cidade branca do título é uma metáfora precisa: sob a cal impecável das fachadas, há camadas de sujeira que ninguém quer revirar. O livro te obriga a encarar a ideia de que o passado não é um país estrangeiro; é um vizinho que bate na sua porta quando você menos espera.

A escrita que transforma a cidade em cúmplice do crime

Se você está cansado de thrillers que se passam em qualquer lugar genérico, a prosa de Eva García Sáenz de Urturi é um respiro. Ela descreve Vitoria com a precisão de quem conhece cada pedra, mas sem transformar o livro em um guia turístico. As ruas estreitas, as praças medievais e o silêncio das igrejas viram cúmplices do suspense. Em alguns momentos, a sensação é de que a própria cidade está escondendo algo.

O ritmo é o calcanhar de aquiles para alguns leitores. Com 570 páginas, o livro não tem pressa. A autora gosta de esticar a corda até quase arrebentar, o que pode irritar quem prefere um thriller de fôlego curto. Mas se você embarcar na cadência, a recompensa aparece: os detalhes que pareciam enchimento no começo voltam como peças essenciais do quebra-cabeça no terço final.

O tipo de leitor que vai devorar este livro, e o que vai largar na página 50

  • Agarre este livro se você gosta de tramas policiais que não subestimam sua inteligência e ainda te ensinam sobre mitologia basca, arqueologia e psicologia criminal. Se a ideia de um detetive com mais traumas do que acertos e uma cidade cheia de segredos históricos te anima, é leitura certa.
  • Passe longe se você precisa de ação desde a primeira página e não tem paciência para descrições detalhadas de rituais e locais históricos. O livro constrói o suspense com calma, e as cenas de crime podem ser gráficas demais para estômagos sensíveis.

O Silêncio da Cidade Branca virou filme? E a trilogia?

Sim, a adaptação para o cinema saiu em 2019 e está disponível na Netflix. O filme é uma porta de entrada razoável, mas comprime a complexidade da trama, algo inevitável quando se resume 570 páginas em duas horas. Já a Trilogia da Cidade Branca, da qual este é o primeiro volume, vendeu mais de 1 milhão de exemplares. Os outros dois livros continuam a história de Unai, então começar por aqui é o caminho natural.

Veredito: um thriller que merece cada uma das 1 milhão de cópias vendidas

Vale a leitura. O Silêncio da Cidade Branca é aquele tipo de thriller que você recomenda para quem acha que já leu de tudo no gênero. A fusão de psicologia criminal com mitologia basca não é só um truque de marketing; é o que sustenta a trama e a diferencia de dezenas de outros livros com capa escura e título enigmático.

Lá no começo, a gente perguntou o que você faria se o assassino que ajudou a prender estivesse para sair da cadeia. O livro não responde por você, mas mostra que a justiça, quando falha, não deixa só cicatrizes: deixa portas abertas para o que deveria ter ficado enterrado.

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Nossa Avaliação

4.0/5

Escrita
4.0/5
Originalidade
4.0/5
Recepcao
4.0/5
Ritmo
4.0/5

A fusão de mitologia basca com psicologia criminal diferencia este thriller da média, e a ambientação em Vitoria é um acerto. O ritmo, no entanto, pode ser um obstáculo para quem prefere tramas mais enxutas, 570 páginas não são para qualquer um. Ainda assim, a recepção de mais de 1 milhão de exemplares vendidos mostra que a aposta da autora funcionou.


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Informações Extras

Série: Trilogia da Cidade Branca (Trilogia de Vitoria) (Volume 1)

Adaptações

  • O Silêncio da Cidade Branca (filme (cinema/streaming), 2019)

Perguntas frequentes

O Silêncio da Cidade Branca é baseado em fatos reais?

Não, a trama é ficcional, mas a ambientação em Vitoria e as referências à mitologia basca e arqueologia são reais. A autora usa a história e a cultura da região para dar veracidade aos crimes.

Preciso ler os outros livros da trilogia para entender a história?

Não, este primeiro volume funciona de forma independente. A investigação principal começa e termina aqui. Os livros seguintes continuam a trajetória de Unai, mas a trama central de O Silêncio da Cidade Branca se encerra.

O filme é fiel ao livro?

O filme de 2019, disponível na Netflix, é uma adaptação competente, mas comprime a complexidade da trama. A versão literária tem mais espaço para desenvolver os detalhes arqueológicos e os conflitos internos de Unai.

O Silêncio da Cidade Branca é muito violento?

As cenas de crime são descritas com detalhes gráficos. A autora não se poupa ao mostrar os rituais macabros, então se você tem estômago sensível, é bom saber onde está se metendo.

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Atualizado em 20/08/2026

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