Suicidas

Suicidas

**Suicidas**, de Raphael Montes, é um thriller policial que investiga a morte de nove jovens da elite carioca, inicialmente tratada como pacto suicida. Com estrutura em três linhas do tempo e uma inspetora no centro da investigação, o livro entrega suspense, reviravoltas e uma reflexão incômoda sobre privilégio e omissão.

por Raphael Montes

4.0/5
Editora: Companhia das Letras
Série: Suicidas é uma obra independente, sem ligação com série ou saga. Foi o primeiro livro publicado por Raphael Montes. (#1)

Sinopse

Sinopse da editora

Ainda antes de o mundo sonhar com o terrível jogo da baleia azul, que leva jovens a tirar a própria vida, ou que a série de televisão Thirteen Reasons Why se tornasse conhecida, Raphael Montes, então com 22 anos, já tratava do tema do suicídio entre jovens, com a ousadia que virou a sua marca registada. Neste seu primeiro livro, que a Cultura edita depois dos sucessos Jantar Secreto e Uma Família Feliz, conhecemos a história de Alê e seus companheiros, jovens da elite do Rio de Janeiro encontrados mortos na quinta de um deles em condições que indiciam que os nove amigos haviam participado num jogo de roletarussa. O que terá levado aqueles adolescentes, aparentemente felizes e privilegiados, a tirar a própria vida? A inspetora Diana Guimarães terá de juntar as peças de um puzzle sangrento e de convocar as mães dos suicidas para compreender o que aconteceu. Do autor de Beleza Fatal e de Bom Dia, Verônica, séries da Max e da Netflix.


Resenha: vale a pena ler Suicidas, de Raphael Montes?

Você chegou nessa página provavelmente por dois motivos: ou já leu Bom Dia, Verônica e quer entender por onde o Raphael Montes começou, ou ouviu falar do livro pelo tema pesado e quer saber se aguenta. A resposta curta é: aguenta sim, mas prepara o estômago. Suicidas é o primeiro romance do autor, escrito quando ele tinha 22 anos, e já traz a cara que ele viria a afiar nos livros seguintes: jovens da elite carioca, segredos de família e uma tragédia que começa com nove corpos encontrados numa casa de campo.

Nove corpos numa piscina: como a história se organiza

A premissa é direta e incômoda. Nove adolescentes, todos amigos, todos filhos de gente rica do Rio, aparecem mortos numa quinta. As circunstâncias apontam para um jogo de roleta-russa que deu errado, ou para um pacto suicida em grupo. A inspetora Diana Guimarães é chamada para investigar e, ao convocar as mães dos mortos, percebe que cada família esconde uma peça do quebra-cabeça.

O livro se apoia em três linhas do tempo que se alternam: a investigação policial, os eventos que levaram àquela noite e o ponto de vista de Alê, um dos jovens. Essa estrutura de quebra-cabeça de céu azul montado à noite obriga você a juntar as peças no escuro, e é ela que segura o ritmo quando a trama ameaça perder o fôlego. Não é um thriller de ação; é um suspense de revelação lenta, em que cada capítulo reposiciona o que você achava que tinha entendido.

A elite carioca como cena do crime: os temas de Suicidas

Apesar do título, o livro não é uma reflexão filosófica sobre suicídio. É um crime disfarçado de suicídio, e o que interessa ao Raphael Montes é a mecânica do privilégio. Os nove jovens parecem ter tudo, e é exatamente essa fachada de felicidade que o autor usa para falar de pressão, omissão e da violência que mora dentro de grupos fechados.

As mães convocadas pela inspetora Diana Guimarães funcionam como uma panela de pressão com a válvula entupida: cada uma sabe de alguma coisa, nenhuma quer falar, e o silêncio delas é tão revelador quanto as confissões. O livro questiona até que ponto os adultos ao redor desses adolescentes falharam, e até que ponto a própria dinâmica do grupo empurrou todos para aquela noite. Não há herói, não há vilão óbvio, e a culpa é distribuída de um jeito que incomoda.

A escrita de Raphael Montes: estreia com pressa e sem freio

A prosa do Raphael Montes aqui é direta, sem floreio, e o ritmo é acelerado. Ele mistura primeira e terceira pessoa com uma naturalidade que funciona, e a alternância de vozes ajuda a manter o suspense mesmo quando a trama dá voltas longas. É uma escrita de quem tem pressa de contar, e essa pressa é ao mesmo tempo o ponto forte e o ponto fraco da estreia.

A ressalva é que, em alguns momentos, o livro parece ansioso por impressionar. Há reviravoltas que chegam um pouco cedo demais, e certos detalhes são entregues com uma ênfase que dispensaria o drama. Quem já leu Jantar Secreto ou Bom Dia, Verônica vai notar que o autor ainda estava calibrando o tom, mas a habilidade de construir suspense já está ali, inteira.

Para quem esse livro funciona (e para quem não funciona)

  • Quem curte thriller policial com estrutura não linear e não se assusta com temas densos: vai gostar da construção em camadas e do ritmo de revelação.
  • Quem já conhece o Raphael Montes e quer ver a origem da voz do autor: vale pela curiosidade de acompanhar a estreia de um escritor que viria a amadurecer muito.
  • Quem procura leitura leve, final de semana, sem peso: esse livro não é pra você. O tema é pesado, o clima é opressivo, e a saída não é das mais animadoras.

Veredito: Suicidas compensa a leitura?

Sim, Suicidas compensa a leitura se você curte thriller policial com reviravoltas e não se importa com uma estreia ainda um pouco ansiosa por impressionar. A estrutura em três linhas do tempo segura o suspense do começo ao fim, e a investigação da inspetora Diana Guimarães dá um eixo sólido pra uma trama que poderia ter se perdido no próprio mistério. Se você quer um livro de Raphael Montes pra começar pelo mais cru, o mais jovem e o mais incômodo, esse é o lugar. Se prefere entrar pelo autor já no domínio total do ofício, comece por outra obra e deixe esta pra depois.

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Nossa Avaliação

4.0/5

Escrita
4.0/5
Ritmo
4.0/5
Originalidade
4.0/5
Recepcao
4.0/5

Raphael Montes entrega uma estreia com fôlego e estrutura sólida, apoiada em três linhas do tempo que mantêm o suspense. A prosa direta e a construção de camadas funcionam, ainda que o livro mostre, em alguns momentos, a pressa de um autor jovem querendo impressionar. A recepção calorosa se explica pela ousadia do tema e pela habilidade de transformar um crime disfarçado de suicídio em retrato incômodo da elite carioca.


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Informações Extras

Série: Suicidas é uma obra independente, sem ligação com série ou saga. Foi o primeiro livro publicado por Raphael Montes. (Volume 1)

Prêmios

  • Três prêmios importantes (anos não especificados)

Perguntas frequentes

Suicidas, do Raphael Montes, é sobre o que?

É um romance policial que investiga a morte de nove jovens da elite carioca, inicialmente tratada como pacto suicida, mas que se revela um crime disfarçado.

Suicidas faz parte de alguma série de livros?

Não. Suicidas é uma obra independente e foi o primeiro livro publicado por Raphael Montes.

O livro Suicidas tem adaptação para filme ou série?

Não há adaptação anunciada de Suicidas para filme ou série até o momento.

Suicidas, do Raphael Montes, ganhou algum prêmio?

Sim. Suicidas recebeu três prêmios importantes, reconhecendo a originalidade e a qualidade da obra.

Para quem é indicado o livro Suicidas?

É indicado para quem gosta de romances policiais com suspense, reviravoltas e temas densos, e não se importa com uma leitura intensa e incômoda.

Livro PDF "Suicidas"

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Atualizado em 22/08/2026

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