A Gente Mira no Amor e Acerta na Solidão

A Gente Mira no Amor e Acerta na Solidão

A Gente Mira no Amor e Acerta na Solidão, de Ana Suy, é um livro de psicologia que parte da ideia de que o amor contém a solidão em seu interior. Construído como uma conversa a partir de experiências da autora em salas de aula e sessões de análise, a obra desconstrói ilusões românticas sem pretensão de manual e propõe ao leitor refletir sobre a ambivalência entre amar e estar só.

por Ana Suy

3.9/5
Editora: Paidós
Páginas: 130

Sinopse

Sinopse da editora

Autora com mais de 200.000 exemplares vendidos!

“Podemos ler que o amor contém a solidão em seu interior, pois no coração do amor está sempre a solidão, e por isso quem não suporta a solidão também não suporta o amor.”

Escrito a partir de diálogos, A gente mira no amor e acerta na solidão , surgiu de experiências vividas pela autora em salas de aula, em sessões de análise (enquanto analisante ou analista), com amigos, em leituras de pesquisas teóricas. Neste livro, a psicanalista e professora Ana Suy quer, acima de tudo, continuar essa conversa contigo, leitor, sem a pretensão, no entanto, de ser um manual ou um tratado acadêmico sobre o tema.

Puxe uma cadeira, fique bem confortável para um bate-papo sobre o amor, “essa experiência tão interessante que cada um vive sozinho junto com alguns outros ao longo da nossa passagem pelo mundo”.

"O livro de Ana Suy é uma delícia para pensar sobre o amor e a solidão. Você pode se interessar por psicanálise ou mal saber quem foi Freud: tenha certeza de que vai aumentar seu repertório e repensar as próprias experiências a partir destas reflexões estimulantes em forma de conversa boa!" - Liliane Prata, escritora

"Ana Suy me faz mirar a escuta para a psicanalista e receber poesia. Eu desejo que você deseje, e muito, se identificar na ambivalência entre o que mira e o que acerta, ao longo deste livro. As palavras de Ana vão parecer falar de suas pétalas e no final você terá que se haver com alguns espinhos. Não tema, siga a leitura: é assim mesmo que você vai entender definitivamente que ela, e seu livro, só veem flores em você." - Alexandre Coimbra, psicólogo e escritor

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Resenha: vale a pena ler A Gente Mira no Amor e Acerta na Solidão, de Ana Suy?

O amor não exclui a solidão. Os dois moram no mesmo endereço. É nessa premissa direta que a psicanalista e professora Ana Suy constrói A Gente Mira no Amor e Acerta na Solidão, publicado pela Paidós em 130 páginas que cabem numa tarde. Com mais de 200.000 exemplares vendidos na carreira, a autora reúne aqui reflexões que surgiram em salas de aula, sessões de análise e conversas com amigos. Não é tratado, não é manual. É uma cadeira puxada à mesa da cozinha, com ela te chamando pra sentar e pensar.

O amor que cabe numa cadeira puxada à mesa

A estrutura do livro espelha a forma como ele foi concebido. Ana Suy costura reflexões nascidas em contextos variados no tom de quem está no meio de uma conversa, não no púlpito. O argumento avança por troca, não por imposição. Você não recebe uma tese de cima para baixo, recebe um convite pra completar, discordar, pensar junto.

A prosa mistura referências psicanalíticas com linguagem do dia a dia. A autora consegue falar de conceitos da análise sem exigir que você saiba quem foi Freud, o que faz da obra uma porta de entrada para psicanálise para iniciantes sem empobrecer a ideia. Não há roteiro de passos para resolver conflitos afetivos. As reflexões vêm de situações reais e leituras teóricas, e o texto mantém o tom de conversa em andamento do início ao fim. É raro encontrar livros de psicanálise sobre amor que não soem como aula universitária, e esse é um dos trunfos da obra.

O que o livro discute sobre amor e solidão

O tema central é a relação entre amor e solidão, e a aposta é que um não anula o outro. Sentir-se só não significa estar sem amor. A solidão faz parte da estrutura da experiência amorosa, e quem não suporta uma também não suporta o outro. É a tese que abre o livro e sustenta tudo o que vem depois.

A desconstrução das ilusões românticas aparece com força. O texto encara o amor sem enfeitar a realidade, reconhecendo beleza e crueza na mesma frase. Ana Suy se recusa a romantizar a solidão tanto quanto a idealizar o afeto. O amor que ela descreve não é o das canções de rádio: é o que acontece quando você mira num sentimento e descobre que acertou em outro, e que esse outro também faz parte da mira.

A ambivalência do título não é tratada como fracasso. É parte da condição humana, e o livro acolhe essa complexidade sem oferecer atalhos. A autora prefere deixar você com perguntas melhores do que as que você tinha ao abrir o livro.

Como Ana Suy escreve: conversa de bar, não de consultório

A escrita funciona porque Ana Suy sabe o que está fazendo ao escolher o tom. A prosa é conversada, quase oral, e isso aproxima temas que poderiam soar áridos em outro formato. A autora prioriza a escuta e a provocação leve em vez de um texto fechado e definitivo. Você sai do livro com a sensação de ter tido uma boa conversa, não de ter assistido a uma palestra.

O custo dessa escolha aparece nos momentos em que a conversa poderia ter aprofundado conceitos psicanalíticos com mais rigor. A recusa de sistematização e a preferência pela ambiguidade vão frustrar quem quer densidade teórica. Os 130 páginas passam rápido, talvez rápido demais para quem esperava mais substância técnica. É o tipo de texto que abre portas mas não te acompanha até o fim do corredor.

Para quem é e para quem não é essa leitura de psicanálise

  • Quem já conhece psicanálise: vai encontrar um uso criativo dos conceitos, sem o jargão que costuma cercar a área. Ana Suy traduz Freud e Lacan pra linguagem de conversa sem simplificar demais.
  • Quem nunca leu nada do tipo: é porta de entrada honesta. Não exige repertório prévio e ainda assim faz repensar experiências próprias.
  • Quem quer fórmulas de relacionamento: pule. O texto recusa o papel de guia e não vai te dar um passo a passo. Você sai com mais dúvidas do que tinha.

Se você leu "A Esperança a Gente Planta", de Alexandre Coimbra, o tom de Ana Suy vai te familiarizar. Coimbra assina um dos prefácios deste livro e descreve a leitura como um caminho de pétalas que termina em espinhos.

Vale a pena?

Vale, com ressalva. A Gente Mira no Amor e Acerta na Solidão é uma leitura honesta e bem escrita, uma conversa sobre amor e solidão sem pretensão de manual. Se você aceita o pacto de ler sem pressa de resolver nada, os 130 páginas da Paidós vão te deixar com perguntas melhores do que as que você tinha ao começar. Se você quer profundidade teórica ou respostas fechadas, a ambiguidade da autora vai te deixar na mão.

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Nossa Avaliação

3.9/5

Escrita
4.0/5
Ritmo
4.0/5
Originalidade
3.5/5
Recepcao
4.0/5

A nota reflete uma prosa conversada eficaz e boa recepção, mas a recusa de sistematização e respostas fechadas limita o alcance para leitores em busca de profundidade teórica ou originalidade forte. O livro acolhe e sensibiliza sem ser um marco inovador na área.


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Perguntas frequentes

Sobre o que é o livro A Gente Mira no Amor e Acerta na Solidão da Ana Suy?

É um livro de psicologia que parte da ideia de que o amor contém a solidão em seu interior e desconstrói ilusões românticas sem romantizar a solidão nem idealizar o amor.

Quantas páginas tem A Gente Mira no Amor e Acerta na Solidão?

O livro tem 130 páginas, publicado pela editora Paidós.

O livro da Ana Suy é indicado para quem nunca leu psicanálise?

Sim, serve tanto para quem já tem familiaridade com psicanálise quanto para iniciantes, pois mistura técnica com linguagem acessível e não exige repertório prévio.

A Gente Mira no Amor e Acerta na Solidão é um livro de autoajuda?

Não. A autora recusa o formato de manual ou guia definitivo. O livro propõe reflexão e conversa, não fórmulas prontas para resolver conflitos afetivos.

Precisa conhecer Freud para entender o livro da Ana Suy?

Não. A autora traduz conceitos psicanalíticos para linguagem do dia a dia, o que torna a leitura acessível mesmo para quem mal sabe quem foi Freud.

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Atualizado em 20/08/2026

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