De Um Grande Amor e de Uma Perdição Maior Ainda

De Um Grande Amor e de Uma Perdição Maior Ainda

De Um Grande Amor e de Uma Perdição Maior Ainda, de Leticia Wierzchowski, é um romance divertido que troca os heróis de guerra pelo malandro Bibico Nunes, misturando humor, paixão e deusas do Candomblé numa trama que rende homenagem a Jorge Amado.

por Leticia Wierzchowski

4.0/5
Editora: Editora Bertrand Brasil
Páginas: 221

Sinopse

Sinopse da editora

De um grande amor e de uma perdição maior ainda apresenta uma inovação de Leticia Wierzchowiski diferente do que os leitores estão acostumados. A trama, protagonizada por um malandro tipicamente brasileiro, lembra muito mais o universo de Jorge Amado do que o dos heróis de guerra das obras anteriores. Com muito humor, a autora conta as incríveis aventuras amorosas de Bibico Nunes, um mulato de inesquecíveis olhos azuis que coleciona mulheres por onde passa, até o dia em que se apaixona por Cecília Antônia de Alfierez, a rica viúva de um deputado.

Cecília, percebendo que está prestes a cair num despenhadeiro de amores, cria um sistema de regras para sua paixão: um calendário com dias e horas para amar. Como na mitologia grega, quando as deusas do Olimpo disputam o belo Páris, filho do rei de Troia, Bibico Nunes é ambicionado não apenas pelas mulheres de carne e osso, mas também pelas deusas de areia, vento e mar, senhoras do Candomblé, Iansã, Oxum, Obá e Iemanjá. De um grande amor e de uma perdição maior ainda traz sexo, pimenta, magia, cenários cintilantes e intrigas amorosas.


Resenha: vale a pena ler De Um Grande Amor e de Uma Perdição Maior Ainda, de Leticia Wierzchowski?

Leticia Wierzchowski fez nome com épicos históricos de fôlego, aqueles com heróis de guerra e cenários de conflito. Pois ela decidiu virar a chave. Em vez de campo de batalha, quartel e sangue, escolheu o malandro, a praia e a cama. De Um Grande Amor e de Uma Perdição Maior Ainda é uma aposta de outra natureza: uma comédia de costumes com pimenta e pé no Candomblé, que rende mais pra Jorge Amado do que pra sua obra anterior.

Se você conhece a autora por seus dramas de fôlego, prepare-se para um cambio de tom.

Da espada à malandragem: do que trata a trama

A história segue Bibico Nunes, um mulato de olhos azuis que coleciona mulheres por onde passa. Ele é o malandro típico brasileiro, simpático e sem compromisso, até cruzar com Cecília Antônia de Alfierez, viúva rica de um deputado. A partir daí, o jogo muda.

Cecília percebe que está caindo num despenhadeiro de amores e reage do jeito que uma mulher de poder reage: com método. Ela cria um calendário com dias e horas para amar, como se estivesse agendando reuniões de diretoria para o caos da paixão. É uma resposta engraçada e um pouco triste a um sentimento que não aceita planilha.

Aí entra a virada mítica. Bibico não é disputado só por mulheres de carne e osso. Iansã, Oxum, Obá e Iemanjá também entram na fila, como deusas do Olimpo disputando Páris. O protagonista vira uma espécie de juiz de vara de família com orixás na sala de espera.

Paixão com agenda: os temas do livro

O romance joga com duas forças que se contradizem. De um lado, a paixão como coisa avassaladora, que derruba regra e conveniência. De outro, a tentativa de domesticar essa força com método, status e calendário. Cecília é o eixo desse conflito, e a autora tira bom proveito do paradoxo.

A presença das deusas do Candomblé não é enfeite. Leticia Wierzchowski integra a mitologia afro-brasileira à trama de forma que o místico vira personagem, não cenário. A disputa por Bibico ganha uma camada que vai além do triângulo amoroso convencional.

Tem também o jogo de poder. Quando há viúva rica, deputado morto e malandro sem herança, o dinheiro e o status entram na dança. A obra não separa amor de interesse, e essa honestidade é um dos pontos altos.

Prosa de Jorge Amado, sotaque de Leticia: a escrita

A prosa é fluida e leve, com humor que aparece na construção da cena, não em piada solta. Leticia Wierzchowski escreve com cadência de Jorge Amado: frase que balança, personagem que entra na página já com samba no pé. O ritmo convida a virar a página sem pressa.

O ponto de atenção é a inserção das deusas. Para quem prefere um realismo firme, a entrada do místico pode parecer abrupta. As deusas chegam sem pedir licença, e a narrativa pede que você aceite a regra do jogo. Se você topa, funciona. Se você resiste, o encanto quebra.

Serve para quem gosta de romance brasileiro com pimenta?

Serve para quem curte romance brasileiro com humor e elementos da cultura popular, especialmente leitoras de Jorge Amado que querem um livro mais curto e com pegada mística. É uma boa pedida para quem busca livros de ficção brasileira com elementos míticos sem compromisso de leitura longa. Não serve para quem quer um drama psicológico denso ou um realismo puro, porque a trama abraça o fantástico sem cerimônia.

Veredito: vale a pena mergulhar nessa perdição

Vale muito a pena, especialmente se a ideia de trocar o drama de guerra por uma comédia de costumes com pé no Candomblé te anima. Leticia Wierzchowski acerta na mudança de tom, e Bibico Nunes é um protagonista que segura o livro nos ombros. As 221 páginas passam rápido, e o final deixa a sensação de uma festa que valeu a pena.

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Nossa Avaliação

4.0/5

Escrita
4.0/5
Originalidade
4.0/5
Recepcao
4.0/5
Ritmo
4.0/5

Leticia Wierzchowski acerta ao trocar o tom épico pela comédia de costumes, com prosa fluida que rende homenagem a Jorge Amado sem copiar. A mistura de mitologia afro-brasileira com a trama amorosa dá um tempero que distancia a obra do romance convencional. O calendário de Cecília é uma sacada que sustenta o conflito. A ressalva vai para a inserção das deusas, que pode soar abrupta para quem prefere o realismo mais firme, mas faz parte da aposta do livro.


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Perguntas frequentes

Do que se trata o livro De Um Grande Amor e de Uma Perdição Maior Ainda?

É um romance de Leticia Wierzchowski que mistura humor, paixão e mitologia. A trama segue Bibico Nunes, um malandro carismático que coleciona mulheres, até se apaixonar por uma viúva rica e atrair a atenção de deusas do Candomblé.

Quantas páginas tem De Um Grande Amor e de Uma Perdição Maior Ainda?

O livro tem 221 páginas, uma leitura ágil que dá pra devorar num fim de semana.

Qual a história de De Um Grande Amor e de Uma Perdição Maior Ainda?

Bibico Nunes, um mulandro de olhos azuis, vive de conquistas até cruzar com Cecília Antônia de Alfierez, viúva de um deputado. Cecília tenta impor regras ao amor com um calendário de encontros, mas a disputa por Bibico escala para o plano místico, com Iansã, Oxum, Obá e Iemanjá também querendo o protagonista.

Para quem é indicado De Um Grande Amor e de Uma Perdição Maior Ainda?

Serve para quem curte romance brasileiro com humor e elementos da cultura popular, especialmente fãs de Jorge Amado. Não é para quem quer um drama psicológico denso ou um realismo puro, porque o místico entra na trama sem pedir licença.

De Um Grande Amor e de Uma Perdição Maior Ainda tem continuação?

Não há informação sobre continuação. A obra funciona como história autônoma.

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Atualizado em 10/08/2026

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