Lady Killers: Assassinas em Série

Lady Killers: Assassinas em Série

Lady Killers: Assassinas em Série, de Tori Telfer, reúne 14 casos de mulheres que cometeram assassinatos em série ao longo da história. O livro analisa motivações, contexto social e a reação da mídia, desmontando a ideia de que crueldade é coisa de homem.

por Tori Telfer

4.5/5
Editora: Darkside Books
Páginas: 321

Sinopse

Sinopse da editora

Da mulher que se passou pela melhor amiga de Maria Antonieta no século XVII a que enganou a NFL nos anos 1970 e àquelas que, desde a morte dos Romanov, têm se autoproclamado a princesa Anastasia e vendido suas histórias para revistas e jornais, golpes audaciosos e vigaristas carismáticas continuam a nos intrigar enquanto cultura. Atualmente, essas "artistas" ainda estão performando golpes. Como Tori Telfer revela em Mulheres confiantes, a arte do golpe tem uma tradição longa e venerável, e as mulheres são algumas de suas melhores - ou piores - praticantes. Por meio dessas histórias intrigantes e envolventes, Telfer faz a provocativa pergunta: de que maneira a patologia feminina auxilia no planejamento e na execução desses golpes - e como essas mulheres notáveis foram capazes de enganar e ludibriar suas vítimas de forma tão espetacular?
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Resenha: Lady Killers, de Tori Telfer, vale a pena?

Por que a notícia de uma mulher que cometeu assassinatos em série causa mais espanto do que o mesmo crime por um homem?

A resposta curta é preconceito. Lady Killers: Assassinas em Série, de Tori Telfer, existe para desmontar esse preconceito peça por peça. O livro reúne 14 casos de mulheres que mataram múltiplas vezes ao longo da história, da aristocracia europeia à América do século XX, e faz a pergunta que ninguém quer fazer: a capacidade de crueldade tem gênero?

Quatorze capítulos, quatorze crimes: como o livro se organiza

A estrutura é de galeria de retratos. Cada um dos 14 capítulos apresenta uma assassina diferente, com seu contexto, sua época e seus motivos. Telfer escolheu mulheres de perfis variados: tem envenenadora da aristocracia, tem enfermeira que matava pacientes, tem figuras que a história quase esqueceu e outras que viraram lenda.

A autora não se contenta em narrar o crime. Ela reconstrói o ambiente social em que cada mulher viveu, como a mídia da época reagiu e que imagem pública foi costurada em torno de cada caso. É como visitar um museu de cera onde cada sala tem uma história diferente, mas o que conecta tudo é a pergunta sobre o que levou cada uma até ali.

A fábula da mulher inofensiva: temas centrais de Lady Killers

O tema que sustenta o livro inteiro é a desconstrução da ideia de que mulher é, por natureza, menos violenta. Telfer mostra que essa crença não é inocente. Ela afeta como os crimes são investigados, como as assassinas são julgadas e como a sociedade reage. Quando uma mulher mata, a primeira explicação que se busca é loucura, influência masculina ou trauma. Quando um homem mata, ninguém pergunta se alguém o influenciou.

A obra também discute a chamada "patologia feminina" e de que forma ela pode ajudar no planejamento e na execução dos crimes. Telfer levanta a hipótese de que a mesma socialização que ensina mulheres a serem agradáveis e a ler emocionalmente os outros pode, em casos extremos, ser usada para manipular e enganar. Não é uma tese confortável, e ela não a apresenta como verdade fechada, mas como provocação. A sociedade reage a essas assassinas como quem descobre uma trapaça no jogo de cartas: a surpresa não é que alguém trapaceou, mas que foi justamente quem parecia a carta mais inofensiva da mesa.

Humor seco em terreno sombrio: a escrita de Tori Telfer

A prosa de Tori Telfer é o que impede o livro de virar um catálogo de horrores. Ela escreve com humor seco e ironia observacional, mirando no senso comum sobre o tema. A ironia nunca ataca as vítimas nem as assassinas; ataca a ingenuidade da sociedade que prefere não ver o que está na frente. É como ouvir alguém contar um caso pesado no bar, mas com notas de rodapé e sem apelar para o sensacionalismo.

Há momentos em que a riqueza de detalhe pesa. Alguns capítulos se arrastam na reconstrução do contexto histórico, e a leitura sente o peso. Não é um problema estrutural, mas o ritmo é de ensaio, não de thriller. Lady Killers: Assassinas em Série pede leitura atenta, não corrida.

Para quem é Lady Killers: Assassinas em Série?

  • Quem curte true crime e psicologia criminal: vai encontrar 14 casos bem documentados, com contexto e análise, não só barbárie.
  • Quem se interessa por estudos de gênero: o livro traz uma discussão real sobre como o gênero afeta a percepção e o julgamento de crimes.
  • Quem busca ritmo de romance policial: a leitura é mais lenta e analítica do que o gênero costuma entregar na TV.

Vale a pena?

Vale muito a pena. Lady Killers: Assassinas em Série, de Tori Telfer, entrega 14 casos reais de assassinas em série com profundidade, contexto e uma escrita que equilibra o peso do tema com ironia afiada. É leitura para quem quer entender o lado sombrio da psique feminina sem sensacionalismo e sem preconceito.

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Nossa Avaliação

4.5/5

Escrita
4.5/5
Ritmo
4.0/5
Originalidade
4.5/5
Recepcao
4.5/5

Tori Telfer constrói um relato informativo que prende a atenção, desmistificando a crueldade feminina com ironia afiada. A contextualização de cada caso e a análise da reação social mantêm a leitura fluida. A densidade de alguns capítulos pode cansar quem prefere ritmo acelerado.


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Informações Extras

Ordem da Série: 1


Perguntas frequentes

Qual o assunto principal de Lady Killers: Assassinas em Série?

O livro reúne 14 casos de mulheres que cometeram assassinatos em série ao longo da história, analisando motivações, contexto social e a reação da mídia, desmontando a ideia de que crueldade é coisa de homem.

Quantas páginas tem Lady Killers: Assassinas em Série?

O livro tem 321 páginas, publicadas pela Darkside Books.

Lady Killers: Assassinas em Série faz parte de alguma série?

Não, é um livro independente. Cada um dos 14 capítulos funciona como um retrato individual de uma assassina diferente.

Para quem é indicado o livro?

Para quem curte true crime, psicologia criminal e estudos de gênero. É uma leitura analítica, não um thriller de ritmo acelerado.

O livro tem descrições gráficas de violência?

Sim, o tema é pesado por natureza, mas Tori Telfer evita sensacionalismo gratuito. A abordagem é documental e analítica.

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Atualizado em 22/08/2026

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