Lima Barreto

Lima Barreto

**Lima Barreto** é uma coletânea de crônicas do autor sobre o Rio de Janeiro do início do século XX, organizada por Beatriz Resende. A obra reúne textos que mostram a visão crítica e irônica de Lima Barreto sobre a cidade e sua sociedade, acompanhados de fotos de época da Biblioteca Nacional.

por Lima Barreto

4.0/5
Editora: Autêntica
Páginas: 253

Sinopse

Sinopse da editora

Organizado por Beatriz Resende, especialista na obra de Lima Barreto (18811922), este livro – uma coedição com a Fundação Biblioteca Nacional – reúne alguns dos textos mais importantes e saborosos do escritor sobre a cidade do Rio de Janeiro. Nas páginas de Lima Barreto – cronista do Rio, passeamos pelas ruas da capital carioca, do final do século XIX a meados do XX, seguindo de perto o olhar atento e crítico do autor, em crônicas que espelham vários pontos e bairros do Rio, seus principais logradouros e sua mais viva expressão cultural. Para enriquecer o volume, as narrativas são ilustradas com fotos da época, do acervo da Biblioteca Nacional: são imagens do Teatro Municipal, das praças, da Lapa, das ruas do Centro, de Botafogo, do Passeio Público, entre outras. Uma merecida homenagem a Lima Barreto, escritor que morreu esquecido, vítima de preconceito e incompreensão.


Lima Barreto sem a máscara do romancista: o cronista que você não conhecia

Se você só conhece Lima Barreto pelos romances, prepare-se para uma surpresa. Lima Barreto, a coletânea organizada por Beatriz Resende e publicada pela Autêntica em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional, não traz as tramas longas e elaboradas do ficcionista. Aqui, ele aparece como cronista, escrevendo direto para jornais e revistas, comentando o Rio de Janeiro do final do século XIX e começo do XX. As crônicas são curtas, diretas, e vêm acompanhadas de fotos de época do acervo da Biblioteca Nacional. É como folhear um álbum de família enquanto alguém que esteve lá conta as histórias por trás de cada imagem.

Cidade como protagonista: o Rio de um observador irônico

O livro Lima Barreto não tem um enredo tradicional. São 253 páginas de um mosaico de textos que giram em torno de bairros, praças e teatros do Rio. A organizadora escolheu o que havia de mais representativo e costurou com imagens da época, fotos da Lapa, do Teatro Municipal, do Passeio Público. Você caminha pelo Centro, passa pelos arredores de Botafogo, cada crônica é uma parada diferente. O resultado é um passeio guiado pela cidade que não existe mais, mas que Lima Barreto registrou com um olho crítico e outro irônico. As fotos não são mero adorno; são parte da narrativa, como se o autor e o fotógrafo dividissem a mesma página.

Crítica social nas entrelinhas: o que o cronista viu no Brasil

Nas páginas de Lima Barreto, por trás da descrição dos logradouros, o autor enfia o dedo na ferida. Ele não se contenta em descrever; aponta quem manda, quem sofre, quem passa fome enquanto a cidade se embeleza. As crônicas falam de racismo, da hipocrisia da elite, da precariedade dos serviços públicos. Cada texto é um soco na mesa: ele não desvia o olhar das desigualdades e do preconceito que marcaram o Brasil da época. A obra, assim, vira documento de resistência, ainda mais potente por sabermos que o próprio autor foi vítima desse mesmo preconceito, morrendo esquecido pela crítica oficial.

Sem concessões: a escrita afiada de Lima Barreto

A escrita de Lima Barreto não enfeita. Ela vai direto ao osso, com uma ironia que corta como navalha. Se você espera um texto repleto de adjetivos e metáforas, vai estranhar. O que ele quer é clareza e contundência. Cada frase parece ter sido escrita para desmontar uma ideia feita, sem medo de magoar. Lima Barreto bebeu na fonte de um jornalismo literário que não existe mais, a crônica como arma. É uma prosa que exige atenção, mas recompensa com a sensação de estar ouvindo alguém que não tinha tempo a perder com hipocrisia.

Para quem serve e para quem não serve essa coletânea?

Essa coletânea serve se você tem fome de história do Rio e quer ouvir uma voz que não está no guia turístico. Serve também para estudantes de literatura que querem ver Lima Barreto fora dos romances. Mas não serve se você só quer entretenimento leve ou uma narrativa contínua com começo, meio e fim. A leitura é fragmentada e exige interesse pelo contexto histórico e social. Se você prefere ficção bem amarrada, procure O Triste Fim de Policarpo Quaresma, esse aqui é outro tempero, mais seco e mais próximo do jornal da esquina.

Vale a pena ler Lima Barreto?

Vale a pena. Se você topa passear pelo Rio antigo guiado por um dos críticos mais afiados que o Brasil já teve, não vai se arrepender. Mas se a ideia era encontrar um romance inédito, fica o aviso: isso é crônica, no melhor sentido da palavra. Pense nela como uma porta de entrada lateral para o autor: você descobre um Lima Barreto mais imediato, mais próximo, e sai de lá com vontade de ler o resto da obra dele. É uma leitura que cabe em qualquer bolso, mas não em qualquer humor.

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Nossa Avaliação

4.0/5

Escrita
4.5/5
Ritmo
3.5/5
Originalidade
4.5/5
Recepcao
3.5/5

Esta coletânea revela um Lima Barreto cronista que poucos conhecem, com uma prosa direta e crítica que ainda hoje provoca reflexão. O ritmo é fragmentado, próprio de uma reunião de crônicas, o que exige paciência e interesse pelo gênero. A originalidade está no olhar aguçado sobre o Rio e a sociedade. O livro é bem recebido por leitores com interesse histórico e crítico, mas suas crônicas não funcionam como leitura de entretenimento puro.


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Perguntas frequentes

Sobre o que é o livro 'Lima Barreto'?

O livro 'Lima Barreto' é uma coletânea de crônicas do autor sobre o Rio de Janeiro do início do século XX, organizada por Beatriz Resende e publicada pela Autêntica em coedição com a Fundação Biblioteca Nacional. A obra reúne textos que mostram a visão crítica e irônica de Lima Barreto sobre a cidade e sua sociedade, com fotos de época.

Quantas páginas tem o livro?

O livro tem 253 páginas.

Para quem é indicada essa coletânea?

A coletânea é indicada para interessados em história do Rio de Janeiro, estudantes de literatura brasileira e admiradores da obra de Lima Barreto. Não é recomendada para leitores que buscam uma narrativa ficcional contínua ou entretenimento leve.

Por que ler as crônicas de Lima Barreto?

Ler as crônicas de Lima Barreto é uma forma de entender o Brasil do início do século XX pelo olhar de um escritor marginalizado que não tinha medo de criticar a elite. É também um retrato íntimo do Rio de Janeiro, com suas ruas e personagens, registrado em uma prosa direta e cheia de ironia.

O livro tem fotos?

Sim, o volume é ilustrado com fotos de época do acervo da Biblioteca Nacional, mostrando lugares como o Teatro Municipal, a Lapa e o Passeio Público, o que enriquece a leitura e contextualiza as crônicas.

Livro PDF "Lima Barreto"

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Atualizado em 17/08/2026

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