#meuamigosecreto

#meuamigosecreto

#meuamigosecreto: feminismo além das redes, do Coletivo Não me Kahlo, é uma coletânea de artigos que aprofunda os debates sobre machismo e as pautas feministas, servindo como um guia para entender essas questões além das redes sociais.

por Coletivo Não me Kahlo

4.0/5
Editora: Edições de Janeiro

Sinopse

Sinopse da editora

#MeuAmigoSecreto: feminismo além das redes dá continuidade aos debates do mundo virtual e reúne artigos inéditos das cinco integrantes do coletivo Não Me Kahlo, todos ligados por um objetivo em comum: a desconstrução do machismo. O livro apresenta um material consistente de pesquisas que servem de apoio aos que se interessam em compreender melhor as raízes do machismo e quais são as pautas feministas: padrão de beleza, violência contra a mulher, aborto, o desafio de ser mãe, machismo no mundo geek, feminismo negro e o porquê do ódio ao feminismo são alguns dos temas abordados. Prefácio da filósofa Djamila Ribeiro.


Resenha: vale a pena ler #meuamigosecreto, do Coletivo Não me Kahlo?

O feminismo que cabia num tweet ganhou corpo de livro. #meuamigosecreto: feminismo além das redes pega o debate que explodiu nas redes sociais em 2015, quando a hashtag #MeuAmigoSecreto viralizou com denúncias de machismo no círculo íntimo das mulheres, e transforma isso em ensaio pausado, com pesquisa e fôlego. O Coletivo Não me Kahlo, formado por cinco integrantes, juntou artigos inéditos sob um eixo: desconstruir o machismo onde ele se esconde. Tem prefácio da filósofa Djamila Ribeiro, o que já sinaliza o tipo de conversa que você vai encontrar.

Da hashtag ao papel sem perder o fôlego

A hashtag original funcionava como um alarme: mulheres relatavam episódios de machismo, racismo, gordofobia e LGBTfobia cometidos por amigos próximos, gente que sentava à mesa de jantar, que estava na foto de fim de ano. Era o escândalo da intimidade. O livro pega essa energia de denúncia e a transforma em algo mais devagar. Cada artigo do Coletivo Não me Kahlo escolhe uma frente e cava fundo, com referências e argumento estruturado em vez de threads de Twitter. A ideia não é substituir a rede, é complementar: o que começa como indignação de 140 caracteres vira capítulo com notas de rodapé.

Machismo dissecado em várias frentes

Os temas são amplos e não se atropelam. Padrão de beleza, violência contra a mulher, aborto, o desafio de ser mãe, machismo no mundo geek, feminismo negro e o ódio ao feminismo: cada um ganha seu espaço. O que costura tudo é a constatação de que o machismo não mora só no assédio de rua ou no chefe abusivo. Ele está na brincadeira do primo no Natal, no comentário do colega de trabalho, na expectativa de que a mãe dê conta de tudo sem reclamar. É o machismo de sala de estar, o que faz a hashtag ser "amigo secreto" e não "estranho na rua".

A coletânea acerta ao não tratar o feminismo como bloco único. O feminismo negro tem capítulo próprio, e a discussão sobre maternidade não é romantizada. Quando o livro fala de aborto, ele fala de aborto, não de "direitos reprodutivos" como eufemismo. Essa falta de medo de nomear as coisas é o ponto mais forte da obra.

Escrita direta sem floreios acadêmicos

A prosa não é literária. #meuamigosecreto é escrito na cadência do artigo ensaístico: direto, informativo, com a clareza como prioridade. As cinco autoras escrevem para serem entendidas, não para serem admiradas. O tom é engajado, e isso é força, não defeito. Quando o texto aborda machismo no mundo geek, por exemplo, não faz ginástica conceitual: mostra o problema, cita exemplos, fecha o argumento.

A ressalva vai para o ritmo. Como é coletânea, há variação de qualidade entre os textos, e alguns capítulos poderiam ser mais curtos. O livro não tem o polimento de uma obra de autoria única, e isso aparece nas transições entre um artigo e outro. Nada que atrapalhe a leitura, mas dá pra sentir que alguns textos pediam uma passada de olho mais cuidadosa na edição.

Quem deve ler e quem pode pular

Serve para quem já acompanha o trabalho do Coletivo Não me Kahlo e tem interesse em ver o argumento expandir além do feed. Serve também para quem busca livros de feminismo para iniciantes e prefere um ponto de entrada que não seja nem acadêmico demais nem raso demais. O material tem pesquisa, mas não exige formação prévia em teoria feminista. Se a pergunta é de onde vem o ódio ao feminismo, ou por que machismo no mundo geek é pauta séria, você está no lugar certo.

Pule se a ideia é ler ficção. Pule se o objetivo é um texto neutro e equidistante, que pesa "os dois lados" de uma discussão sobre violência contra mulher. O livro tem lado, assume o lado, e não pede desculpa por isso. Também não funciona como manual de autoajuda ou guia de comportamento feminista para o dia a dia.

Vale a pena ler?

Compensa, especialmente se você quer sair do feed e entrar no debate com substância. #meuamigosecreto: feminismo além das redes acerta o alvo: pega a indignação que viralizou em 2015 e dá a ela estrutura de ensaio, pesquisa e fôlego. O Coletivo Não me Kahlo não inventou a roda, mas conseguiu transformar um movimento de rede social em material que sobrevive fora do scroll. Não é perfeito na edição, mas é honesto na argumentação, e isso vale mais.

Não deixe para depois: Adquira já o seu livro PDF na Amazon, Magazine ou Shopee.

Nossa Avaliação

4.0/5

Escrita
4.0/5
Ritmo
3.0/5
Originalidade
4.0/5
Recepcao
4.0/5

O livro oferece texto direto e informativo, aprofundando debates que surgiram nas redes sociais. É um guia consistente para quem busca compreender o machismo e as pautas feministas, mantendo o engajamento pela força dos argumentos. A repercussão da hashtag original e a proposta de ir além do virtual indicam impacto relevante, ainda que a edição possa ser mais cuidadosa em alguns capítulos.


Como avaliamos os livros?
COMPRE COM SEGURANÇA

Adquira agora o seu livro "#meuamigosecreto" mais barato nos links seguros abaixo. Você ajuda nosso site (podemos receber uma comissão pela sua compra) e não paga a mais por isso!

Perguntas frequentes

O que é o livro #meuamigosecreto?

É uma coletânea de artigos inéditos do Coletivo Não me Kahlo que aprofunda os debates sobre machismo iniciados pela hashtag #MeuAmigoSecreto em 2015, abordando temas como feminismo negro, machismo no mundo geek, aborto, violência contra a mulher e o ódio ao feminismo.

O livro #meuamigosecreto faz parte de alguma série?

Não, é uma coletânea autônoma de artigos. Ele dá continuidade aos debates da hashtag #MeuAmigoSecreto, mas não pertence a uma série ou saga.

Quem escreve o prefácio de #meuamigosecreto?

O prefácio é da filósofa Djamila Ribeiro, que contextualiza a proposta do livro de levar o debate feminista para além das redes sociais.

Para quem é indicado o livro #meuamigosecreto?

É indicado para quem quer se aprofundar no feminismo e entender as complexidades do machismo, buscando uma base sólida com pesquisa e disposta a confrontar ideias sem tom neutro ou equidistante.

O livro #meuamigosecreto gerou controvérsia?

Sim, o livro resgata a hashtag #MeuAmigoSecreto, que viralizou em 2015 como campanha de denúncia de machismo, racismo, gordofobia e LGBTfobia no círculo íntimo, gerando debates sobre a dificuldade de dialogar com abusadores.

Livro PDF "#meuamigosecreto"

Gostou do livro? Escolha um dos links abaixo para garantir o seu exemplar. Diga não à pirataria e incentive a boa leitura!

Compartilhar

DISCLAIMER: Para a escrita deste post, consultamos algumas fontes externas [1][2][3][4][5]. Este site não é afiliado nem se responsabiliza pelas informações de terceiros.

Livros Relacionados

1984

1984

  • George Orwell
Literatura

Atualizado em 22/08/2026

voltar ao topo